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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 765 / 2014

09/04/2014 - 10:00:00

Um projeto para Alagoas

Sebastião Palmeira. Advogado, Procurador do Estado e Diretor-Geral da SEUNE

Estamos em um ano eleitoral decisivo para o futuro do nosso País e do nosso Estado. Escolheremos pelo voto direto e secreto o Presidente da República, senadores, deputados federais, deputados estaduais e o Governador do nosso Estado, que irá comandar os nossos destinos nos próximos quatro anos.

Pesa sobre nós, eleitores e formadores de opiniões, uma enorme responsabilidade, um peso equivalente a milhões de toneladas. Qualquer erro ou escolha errada será fatal e de difícil reparação.A imprensa local tem apontado, insinuado e sugerido alguns nomes de pretensos candidatos e postulantes ao alto e dignificante cargo de Governador do estado de Alagoas. Nada mais honroso para um homem ou mulher, ser eleito ou eleita pelos seus concidadãos para governar o estado que o viu nascer.

Poder ajudar, servir o seu povo e trabalhar pelo desenvolvimento e pelo engrandecimento da sua terra, é algo promissor e alvissareiro. Um verdadeiro sonho, uma apoteose existencial.

Os nomes apontados, sugeridos e insinuados pela nossa imprensa, em sua maioria, são irrelevantes, despreparados, “fichas sujas”, sem experiência administrativa ou acusados de corrupção, desvio de verbas ou malversação do dinheiro público em administrações passadas. Outros são imaturos, sem projetos, verdadeiros aventureiros. Buscam apenas o enriquecimento ilícito e a promoção pessoal deles e de seus apaniguados. São verdadeiras nulidades! Não têm projeto algum para Alagoas.

Estamos cansados de promessas mentirosas e de palanques mirabolantes, onde parece que estamos assistindo a historinha infantil ou o filme de “Alice no País das maravilhas.”Um Estado onde pessoas carentes dormem e passam as noites nas filas, ao relento, a fim de conseguirem uma ficha para uma consulta médica, marcada para vários dias depois e na data aprazada o médico falta, não vai, deixando o doente mais doente e revoltado.

Onde o governo investe nos poderes políticos e com os políticos, altas somas de dinheiro, e deixa as polícias desaparelhadas, sem viaturas, sem combustível e os policiais são mal remunerados, sendo mortos e vítimas dos bandidos armados e mais bem aparelhados do que eles, os defensores da lei e da sociedade.

Diria como o poeta Castro Alves: “Que povo é esse que sua bandeira empresta para cobrir tanta infâmia e covardia?”Em um País onde tudo é improvisado, desde os governantes, os ministros, os secretários de Estado e tudo mais; onde os homens honestos são considerados inservíveis, criadores de casos, imprestáveis por não serem corruptos e às mais das vezes, são perseguidos e até mortos.

“Sinto a angústia fatal de ter nascido e a suprema vergonha ser homem.” (J.G. de Araújo Jorge – Poeta).Senhores postulantes ao cargo de Governador, apresentem um projeto de governo que contemple a saúde, a educação e a segurança pública, prioridade para qualquer governo que se preze. Digam o que irão fazer concretamente, sem mentiras ou enganação.  

Registrem esse projeto em cartório, para podermos cobrá-lo. Que se crie um mecanismo constitucional, um plebiscito, onde o povo possa avaliar os seus governantes e tenha o poder de cassá-los ou afastá-los quando se tornarem indignos do cargo e do poder que lhe foi outorgado.

Somente assim, será possível mudar esta Nação.O grande economista Celso Furtado, proferiu, em pleno Regime Militar, no Plenário do Congresso Nacional, uma Conferência, uma verdadeira aula de Economia Brasileira, intitulada: “Um Projeto para o Brasil”, transformada posteriormente em um livro, que recebeu o mesmo titulo.

Eu estava lá! Tive a satisfação e o privilégio de ouvi-lo e aplaudi-lo de pé, pois, a época eu estudava em Brasília, cursava Comunicação na UnB e Direito na UDF; adorava esses eventos culturais, não perdia nenhum deles. Era estudante profissional!Portanto denominei este artigo de “UM PROJETO PARA ALAGOAS”, o fiz em homenagem a Celso Furtado, este grande e imortal brasileiro. Alagoas, tão carente, necessita de projetos econômicos, sociais e culturais para o seu desenvolvimento.

Alagoas é campeã de analfabetos, onde os pais dormem nas filas na esperança de conseguirem uma vaga nas escolas públicas para matricularem os seus filhos; quase sempre não conseguem e quando conseguem faltam professores,merenda escolar, transporte, água potável e as mínimas condições de higiene, conforme a Rede Globo de Televisão mostrou, para o Brasil e para o mundo, em seu programa apresentado aos domingos e denominado de “FANTÁSTICO”!As pessoas estão morrendo nos corredores do Hospital Geral do Estado e as parturientes dando à luz a seus filhos no chão frio e fétido da maternidade Santa Mônica.O povo está doente! O País e os políticos também! – Temos de mudar! 

“Vocês podem calar a minha voz, mas não os meus pensamentos! Vocês podem acorrentar o meu corpo, mas não a minha mente! Não serei platéia desta sociedade doente, serei autor da minha história! Os fracos querem controlar o mundo, os fortes o próprio ser! Os fracos usam as armas, os fortes as idéias!”... Augusto Cury.

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