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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 765 / 2014

09/04/2014 - 09:57:00

Por muito menos

JORGE MORAIS jornalista

Não faz muito tempo que um presidente da República do Brasil sofreu um impeachment. Na época, uma “cascata” na Casa da Dinda e um miserável de um carro Fiat Elba, foram suficientes para que o comandante da Nação descesse humilhado, diante das câmaras de televisão, a rampa do Palácio do Planalto e, em seguida, o mundo viu as imagens, decorrente da decisão política do Congresso Nacional, reforçada pelos “movimentos” de rua.

Passados alguns anos, aquele presidente afastado consegue provar sua inocência e, hoje, como senador da Republica, acompanha um “tsuname” – que na verdadeira expressão da palavra são ondas gigantes -, mas que no caso do Brasil, são denúncias contra a presidente Dilma Rousseff, seus auxiliares mais diretos e os parlamentares ligados ao governo federal, praticamente, em todas as esferas.Como se não bastassem às denúncias e a condenação dos envolvidos no caso do “Mensalão”; do desvio de verbas nos Ministérios do Trabalho, do Turismo, dos Esportes, e de diversos outros órgãos públicos, a presidente Dilma aparece, agora, em novo escândalo, com a compra pela Petrobras de uma empresa de petróleo falida, em Pasadena, no estado americano do Texas, causando um prejuízo de 1 bilhão de dólares à empresa brasileira, que durante o governo do PT passou da 12ª maior do mundo em todos os segmentos, para a 120ª colocação.

Para se ter uma idéia do elefante branco e do prejuízo da Petrobras, em 2005, a Pasadena Refining System Inc. estava desativada quando foi comprada pela Astra Oil por 42,5 milhões de dólares, uma empresa considerada antiquada e pequena para os padrões americanos. E o pior: a Petrobras adquiriu a empresa com esse prejuízo enorme, sabendo que ela não estava preparada para processar o petróleo brasileiro, o óleo pesado produzido na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

Mesmo assim, os dirigentes da estatal brasileira e a nossa presidente Dilma Rousseff, quando ministra-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República e presidente do Conselho Consultivo da Petrobrás, autorizaram o negócio com o pagamento de milhões de dólares a Astra Oil, decorrente, também, de algumas ações ganhas na justiça pela empresa americana.  

Depois disso, ninguém mais se pronunciou sobre a negociata dessa compra desastrosa, muito menos a Dilma falou mais no assunto, com o prejuízo sendo arcado pelos sócios da Petrobrás, sendo o maior deles, o governo brasileiro.

Acredito que, se o EXTRA só tivesse como assunto os escândalos dos últimos 11 anos de governo no Brasil, não teria nenhuma dificuldade em fechar a sua edição.

Provavelmente, seriam necessárias muitas edições e os conteúdos dariam suficientemente para as publicações semanais, tornando público e com muita clareza, os absurdos cometidos pelo governo do Partido dos Trabalhadores e seus aliados.Nunca na história desse país, se desviou tanto dinheiro publico – o erário – como alguns gostam de falar, e corretamente. Mensalmente, a grande imprensa nacional descobre um esquema aqui, outro esquema acolá, mas, politicamente, continuamos sendo governados pelas mesmas pessoas.

Num país onde seus mandatários não são responsabilizados e, ainda, nunca viram e não sabiam de nada, alguma coisa precisa ser feita, e urgentemente.

Neste momento, quero emitir uma opinião bem sincera. É possível que o ex-presidente Fernando Collor de Mello tenha cometido erros na sua administração; é possível que o cargo tenha lhe subido a cabeça; é possível que não tenha atendido aos interesses políticos; é possível que tenha desagradado tremendamente aos parlamentares do Congresso Nacional; mas o motivo do impeachment representa uma gota d’água nesse oceano de denúncias, nesse mar de lama que virou o Brasil do Lula e da Dilma.

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