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22 de Novembro de 2018

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Edição nº 763 / 2014

26/03/2014 - 10:32:00

PEDRO OLIVEIRA

Batalhas perdidas, mas não a guerra

Com a propriedade que lhe é peculiar o jornalista Ricardo Mota publicou esta semana em seu blog uma interessante e real abordagem sobre a situação caótica do setor de Saúde em Maceió. Com o titulo “Rui Palmeira continua perdendo desafio da Saúde em Maceió”.

Ressalta declarações do prefeito estabelecendo “prioridade 1”  para a área que hoje sofre as mais contundentes críticas pela má qualidade do serviço prestado à população, a deficiência no atendimento médico e inclusive o crônico e inadmissível desabastecimento de medicamentos  e produtos de uso continuo daqueles que mais precisam, pela falta de condições financeira para compra-los. Algumas unidades de saúde da capital continuam funcionando em condições precárias e outras nem funcionam.

Discordo de Mota quando ele tenta livrar a cara do prefeito pela “herança maldita” recebida de seu antecessor e da conturbada gestão do médico João Marcelo Lyra. Decorrido mais de um ano de administração, com tempo e recursos suficientes, praticamente nada foi feito para melhorar a situação degradante e vergonhosa.

Quanto aos gestores foram escolhas pessoais de Rui Palmeira, que ao que parece errou uma primeira e uma segunda vez, mas prefere permanecer no erro e não admiti-lo. Na verdade a Administração da “esperança” do povo de Maceió precisa urgentemente de um “choque”, ou como dizia um velho e sábio político “ um freio de arrumação”.

 Não apenas dei meu voto ao prefeito (em quem votei também para deputado estadual e federal), mas por saber ser o melhor entre os candidatos defendi e avalizei publicamente e escancaradamente sua candidatura e confesso que não hesitaria em repeti-lo. Isto me dá também a condição de com responsabilidade fazer críticas a sua administração que começa a ter uma avaliação negativa e perigosa pela população

.O prefeito Rui Palmeira carrega consigo uma brutal responsabilidade diante de uma eleição na qual recebeu 230.129 votos de eleitores decepcionados com os desmandos, a irresponsabilidade e as orgias públicas, dando-lhe o crédito da esperança de eficiência e gerência moral e legal do interesse público.

Decorrido mais de um quarto de sua administração setores como Educação, Mobilidade Urbana e muitas promessas de campanha não saíram do papel, se é que chegaram ao papel. O fato começa a inquietar grande parte da população que se pergunta: um novo e decepcionante equívoco? Ainda tenho fé em resultados positivos na administração de Maceió. O prefeito foi um excelente e honrado deputado estadual, considerado pela imprensa nacional entre os vinte melhores avaliados deputados federais em um plenário de mais de 500.

É especialista em Finanças Públicas, Direito Tributário e conhece de Gestão Pública. Creio que ainda haverá tempo de recuperar as batalhas perdidas e reconquistar a vitória na guerra final do seu mandato, pois é isto que os que nele votaram precisam e merecem.Aqui prometo que continuarei vigilante em nome de seus eleitores e se um dia perder a esperança vou confessar também neste espaço.

Com Lessa à derrota 

Conheci um experiente e vitorioso político que dizia: “Nada pior do que perder uma eleição. Perder duas é um desastre e se perder a terceira é a morte”. Não é necessário se invocar a ciência política para se comprovar a verdade destas palavras. É a comprovação direta e insofismável dos fatos. Qualquer político que seja derrotado nas urnas três vezes consecutivas deveria “arrumar os seus paninhos de bunda”, se dar por morto e reconhecer que o povo o abominou e o execrou. O ex-governador Ronaldo Lessa pensa diferente ou pelo menos finge assim. Arrogante, prepotente e despreparado terminou o seu governo mergulhado na mediocridade e com rejeição absoluta dos maiores e menores políticos locais. Recebeu nas urnas seguidamente a resposta do povo à sua incompetência. Vê nas próximas eleições a sua “tábua de salvação” e se joga nos braços de qualquer um em busca de um inviável mandato de deputado federal. Se por falta de opção o chapão de oposição optar por uma candidatura sua a cargo majoritário é apostar previamente em uma morte anunciada. 

Um nome respeitado

O nome do brilhante advogado Diógenes Tenório Filho, anunciado pela Mesa Diretora como novo procurador geral da Assembleia Legislativa, foi comemorado pela maioria dos deputados e também pelos servidores da Casa numa demonstração de total acolhimento a sua chegada.Com uma história de sucesso na carreira do Direito, Diógenes Tenório representa a segurança jurídica nos futuros atos de gestão do Poder Legislativo e a certeza do equilíbrio nas ações para preservação dos princípios que devem nortear a Administração Pública. Lideranças dos servidores comemoraram o ato positivo do presidente Fernando Toledo.

A última chance de Renan

Se o senador Renan Calheiros sair candidato ao Governo do Estado é possível que obtenha uma das maiores votações da história política de Alagoas. O comandante do PMDB vive, no entanto, um dos maiores dilemas de sua vitoriosa caminhada eleitoral. Fica difícil deixar de lado sua enorme força nacional sediada em Brasília, o prestigio e poder dentro do Palácio do Planalto e uma possível recondução à presidência do Senado Federal. E se sua candidatura ao maior cargo do Congresso Nacional for atropelada?  Há rumores sobre o fato e isto o tem  assustado. O mais preocupante é que Renan sabe que o nome forte para uma disputa vitoriosa é unicamente o seu. Nenhum preposto chega nem perto de sua densidade eleitoral. Sabe também que precisa agir e rápido, mas o imponderável tempo está em seu desfavor. Não sendo candidato e perdendo a presidência do Senado, pode assistir o incômodo episódio de uma derrota do nome que porventura indicar, mesmo sendo o seu filho, com consequências previsíveis para futuras eleições, Na política Renan é um  sábio e com certeza estuda detalhadamente cada passo dado nestes últimos momentos de composições partidárias. Conhece como poucos as entranhas do poder, o jogo político e sabe que não pode dar um passo em falso. Sabe que  essa poderá ser sua última chance e jogará para que tudo possa ser decidido aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, ou quem sabe empurrará para uma prorrogação . Uma coisa é certa: ele sabe o que faz e sabe fazer bem feito.

Dilma e a negociata da Petrobras 

Repercutiu no plenário da Câmara dos Deputados a notícia do jornal O Estado de S. Paulo de que a presidente Dilma Rousseff, quando comandava o Conselho de Administração da Petrobras em 2006, votou a favor da compra de 50% da polêmica refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A transação é investigada por autoridades brasileiras por ter causado um prejuízo bilionário à Petrobras.A oposição aproveitou para questionar a capacidade de gerenciamento da presidente Dilma Rousseff que, em nota, disse que o seu voto foi justificado por um relatório falho.O líder do PSDB, deputado Antonio Imbassahy (BA), chamou a transação de “negociata” e pediu que o resumo utilizado pela presidente para tomar a decisão venha a público. “Um resumo a gente usa para ir ao supermercado, à feira. Agora, comprar uma refinaria com base em um resumo, tenha paciência! É falta de compromisso”, criticou.O deputado Roberto Freire (PPS-SP) disse que a presidente “ou teve culpa, ou teve dolo” no caso da compra da refinaria da Petrobras. “O Brasil precisa saber qual é o seu papel nesse escândalo”, cobrou.

Em defesa da mulher candidata

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio de Mello, criticou os partidos que aceitam mulheres em seus quadros apenas para cumprir cotas previstas na legislação eleitoral, sem lhes dar apoio que permita chances reais de elas serem eleitas. Segundo o magistrado, “o país do faz-de-conta deve se transformar num país republicano” e o Ministério Público deve ficar atento a possíveis fraudes na realização das convenções partidáriasLastimavelmente, a visão machista prevalece e surge um filtro nada salutar e pernicioso: as convenções partidárias. O que se tem, salvo exceções, são escolhas de candidatas apenas para cumprimento de uma formalidade. O Ministério Público Eleitoral estará atento a fraudes na realização das convenções. O país do faz-de-conta deve transformar-se em um país republicano, observando a ordem jurídica. - afirmou Mello no lançamento da campanha “Mulher na Política”, no Plenário do Senado, na última quarta-feira.

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