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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 763 / 2014

26/03/2014 - 10:27:00

Data vênia à parte

Irineu Torres - diretor do sindifisco

Aparelhar, por aparelhos, arrear uma montaria para domínio nas manobras equestres.  Aparelhar é desbastar a madeira de modo a tornar suas formas mais adequadas ao uso ou ao acabamento desejado.

Em Ciência Política aparelhar o estado é por arreios, cangas jurídicas, administrativas ou ideológicas nas instituições públicas, é desbastar a democracia ao ponto desejado pelo governante, pelo ditador ou partido totalitário. É encilhar o jugo sobre os corpos e as mentes da nação.

A causa final do aparelhamento do estado não se limita a locupletar os governantes, isso é coisa de ladrão comum. O aparelhamento põe o estado a serviço dos governantes. O estado é que rouba para o governo.

O estado rouba e mata, na forma da lei, todo insurgente que não sacie os ideais e os instintos dos governantes.O aparelhamento do estado equivale à gonorréia ou blenorragia quando se generaliza no baixo meretrício. Alguém faz o primeiro contágio e a bactéria neisseria gonorrhoeae infesta com secreção purulenta os corpos de um sem número de clientes e de prostitutas.

Fecha o bordel. A propósito desta abordagem realista, nesse instante já se vê no céu da Pátria o corrimento sintomático do aparelhamento da República Federativa do Brasil: agências de controle dos serviços públicos inermes ou tolerantes; atividade legiferante corrompida e a serviço de um único partido de feições radicais e totalitárias;

política energética aplicada como narcótico inflacionário; salamaleques e vassalagem para com governo estrangeiros fornecedores de cocaína e de outros narcóticos; criminalização do direito à legítima defesa da vida humana e ao desforço imediato em defesa dos bens patrimoniais; políticas desarmamentista nas forças armadas, nas polícias e dos cidadãos; apologia ao hediondo e covarde crime de aborto;

doutrina e pregação cafajeste da promiscuidade com intolerância e discriminação contra heterossexuais; importação de trabalhadores em regime escravocrata; doutrina e apoio a hordas de oportunistas sob ameaça de expropriação da propriedade privada;

fomento armamentista a silvícolas; autoridades da área de segurança sendo sistematicamente desautorizadas por conveniência midiáticas, ideológicas ou partidárias; tentativas reiteradas de calar e manietar a imprensa e o Ministério Público; programas sociais com número crescente de dependentes;

prestação de contas negadas pelo governo e, tal e coisa e coisa e tal, vem, agora, o Supremo Tribunal Federal proclamar uma transubstanciação do conceito de quadrilha, bando, gang ou ocrim, uma afronta à inteligência nacional, medíocre, porém, coletivamente honesta, que não compreende como o dinheiro roubado do Banco do Brasil, passou por outras instituições financeiras, “lavado e enxaguado” por agências publicitárias e por dirigentes do Partido dos Trabalhadores, chegou aos bolsos de parlamentares da base aliada do governo, por obra do acaso, sem coordenação humana, sem a tutela de uma quadrilha, bando, gang ou ocrim, de modo que, a definição de quadrilha, segundo o STF, passou a ser algo inefável.

Essa esculhambação  não é aleatória! Infelizmente, é com profundo pesar que se  constata o grave  quadro da saúde ética, moral, política e financeira  da nossa Mãe Gentil.

O remédio indicado ainda é o voto popular antes que a purulência reformista, radical e totalitária se misture com sangue!

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