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Edição nº 763 / 2014

26/03/2014 - 10:24:00

O ano acabou

JORGE MORAIS jornalista

Não faz muito tempo, coisa de dois ou três meses, a gente estava comemorando o final de mais um ano. Dezembro é um mês tipicamente festeiro. As pessoas entram de férias, as aulas do ano letivo são encerradas, as empresas ou grupos organizam suas festas de confraternização, uma parcela da população vai às compras, comemora-se o Natal – o nascimento de Cristo -, acontece à troca de presentes, e, finalmente, a festa de réveillon.

Pronto, acabou o ano.Entra o mês de janeiro, o comércio para de faturar devido à queda nas vendas, as indústrias entram em recesso coletivo, para que o estoque do ano anterior seja absolvido pelo mercado, entre eles, o automobilístico, o de peças, o de imóveis e tanto outros comuns a época. É o mês do turismo, e no vai e vem dos brasileiros, aviões, ônibus, hotéis, bares, restaurantes e o negócio informal funcionam a todo vapor.

Em fevereiro, não é muito diferente. Mês curto, com menos dias para se trabalhar, e ainda, muita gente de férias. Este ano, para completar, o carnaval caiu, exatamente, no finalzinho de fevereiro para a primeira semana de março. Com isso, para o assunto trabalho, o mês de março, também foi encurtado.

Nessa história toda, a idéia é que a partir de agora, a vida vai mudar. Não espere mudança, espere melhora. Lembramos, então, que no mês de abril vem a Semana Santa. E tem quem ache que a semana deve ser a semana toda e não de dois ou três dias.

Nesse caso, resolve tirar férias por conta própria ou solicitar alguns dias para fechar a semana como compensação de dias trabalhados, e ainda tem o dia 21 de abril, feriado nacional e que cai numa segunda feira, colado na Semana Santa.Chegamos aos meses de maio e junho.

Todo mundo ao trabalho, isso se a gente não pensar na Copa do Mundo. Maio até que dá para fazer um esforço e tentar trabalhar um pouco. Mês com 31 dias, possivelmente, vamos produzir um pouco para a Nação. Com o pensamento no trabalho e na copa, vamos acompanhando a chegada das seleções e a programação das manifestações que estará sendo divulgada e próxima de acontecer.O mês de junho, por si só, já é diferente.

Festas juninas, com as comemorações de Santo Antônio, o santo casamenteiro, o São João e o São Pedro. Exatamente, dia 12, quando comemoramos o dia dos namorados, teremos a estréia do Brasil na Copa do Mundo. Com certeza absoluta, nesse dia, teremos as primeiras manifestações pelo país afora.

Você acha que os baderneiros vão deixar passar essa oportunidade?Como não estou fazendo aqui um jogo de adivinhação, mas apenas de lógica diante das suposições, vou pular o restante de junho e o mês de julho, pois acho que todos vocês já devem imaginar o que pode acontecer.

Copa do Mundo, estrangeiros no Brasil, arruaças, quebra-quebra, policia nas ruas, bombas, patrimônio público e privado depredado, e o governo do PT dizendo que tudo está sob controle, e a imprensa dizendo que a culpa é da polícia, que não sabe tratar os manifestantes com flores.

Chegamos ao segundo semestre para valer. Agosto, setembro e outubro o assunto vai ser a eleição. Se Dilma Rousseff (PT) está na frente e vai ser reeleita; se o Aécio Neves (PSDB) conseguiu decolar; e se o Eduardo Campos (PSB) conseguiu modificar alguma coisa nesse processo eleitoral todo. Além disso, vão aparecer as figuras dos “laranjas”, e os milagreiros nos estados para o governo, as assembléias, e para as cadeiras do Senado e da Câmara dos Deputados.

Depois de tudo isso, passado inclusive o segundo turno, estará chegando o mês de novembro. Como não pode ser diferente, estaremos loucos para que chegue logo dezembro, pois precisamos, urgentemente, começar a pensar novamente nas férias, as aulas estarão encerradas, vamos organizar nossas festas de confraternização, vamos às compras, e, como ninguém é de ferro, chegou o réveillon. Gente, o ano acabou...

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