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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 763 / 2014

26/03/2014 - 09:32:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

Fazendo a diferença

Você já parou para pensar se tudo o que compra é mesmo indispensável para sua vida? Ou já analisou que, muitas vezes, o descontrole financeiro é desencadeado por não saber separar, nessas compras, o essencial do supérfluo? Vivemos um mundo dominado e orientado pelo consumo. Nossa cultura se estrutura sobre ele e nós mesmos somos atingidos constantemente pela expectativa de consumo. Dessa forma, lutar contra o consumismo é ter de fazer algumas jogadas de mestre numa “guerra” da qual é difícil sair plenamente vitorioso. Apesar disso, é necessário persistência para ganhar nem que sejam as pequenas batalhas que efrentamos a cada dia, diante de uma vitrine ou comercial na TV. 

Relação

Saber diferenciar o que são mercadorias essenciais e supérfluas é uma das formas de manter uma relação saudável com o dinheiro, evitando que o que entra pela porta saia direto pela janela. Mas o que é essencial e supérfluo na vida de cada pessoa? É óbvio que isso varia muito. Tudo depende das condições financeiras de cada um. 


Como fazer?

Para alguém que ganhe um ou dois salários mínimos por mês, o essencial é ter ao menos o que comer e um teto para morar. Já para alguém que receba, por exemplo, seis salários mínimos ou mais, ter também um carro e toda a tacnologia moderna em termos de eletroeletrônicos.


Status

Alguém cujos valores são fortemente vinculados ao que é material acaba por se confuindir com o que possui. Um automóvel, por exemplo, ou uma casa certamente faz seu proprietário se sentir respeitável. Já um tênis caro - que custou todo o salário - ou um celular de última geração dá status a quem possui, que garante está na moda e o faz se sentir importante. 

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É ela a responsável por tudo isso: você é o que tem - , levando muitas pessoas a acreditar que [é possível ter em si mesmas as caracteristicas dos objetos que possuem - e isso, sabemos, não é bem assim. Essas situações geram conflitos emocionais  dos quais nem sempre nos damos conta. 


Mais poder

No mundo consumista, pouco interessa se um objeto é ou não útil. Em princípio, todos pressupostamente têm sua “real utilidade”: tornam quem o possui mais visível, mais querido, mais interessante, mais poderoso e qualquer adjetivo que o faço parecer melhor que é. 

Para aparecer

Pouco importa conhecer a maioria das funções de um celular moderno. O importante é uma aquisição dessas, despertar em meio aos colegas e vizinhos, comentários de admiração - e até uma pontinha de inveja. Puro exibicionismo, mostrar o que realmente não é. 

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