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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 762 / 2014

19/03/2014 - 10:21:00

Advogado acredita em condenação de Tânia Medeiros

Welton Roberto, assistente de acusação do julgamento, confia que ré seja condenada pelo assassinato

Carlos Victor Costa Repórter

Após longos 15 anos, a família do médico e ex-vereador por Arapiraca Daniel Houly, assassinado em 05 de fevereiro de 1999, no seu apartamento em Maceió, poderá ter o desfecho do caso. Isso porque Tânia Medeiros, ex-esposa da vítima, vai a júri no próximo dia 21, em Maceió, acusada de matar Houly.

Após inúmeros recursos negados, Tânia será levada ao banco dos réus na sede da Escola Superior de Magistratura do Estado de Alagoas.

Maurício Breda será o juiz responsável por presidir o julgamento. O Jornal Extra conversou com o advogado da família Houly, e assistente de acusação do julgamento, Welton Roberto, que falou sobre o caso e disse acreditar na condenação da ré. “Acredito na condenação, as evidências são fortes.

A própria Tânia em seus depoimentos acabou se contradizendo e demonstrando que armou uma situação, onde inventou que Daniel teria cometido suicídio, mas na verdade foi ela que o assassinou”. Questionado qual seria a motivação pelo crime, Welton alegou que o ex-vereador estava querendo a separação, e a ré não aceitava. “O motivo real foi por conta da separação de bens, ela não aceitava e diante de uma discussão com Daniel, acabou o matando”. 


FAMÍLIA QUER CONDENAÇÃO

À época, Tânia, e Daniel eram casados há cinco anos, mas o relacionamento já não era mais o mesmo. A reportagem conversou com a irmã de Daniel, Socorro Houly, onde a mesma confirmou que a relação deles era conturbada e tinha como pivô os filhos do primeiro casamento dele. “Meu irmão não queria continuar o casamento, tinha tirado até os meus sobrinhos de casa já, no dia do crime ele foi se separar, daí ocorreu o assassinato”.

 Socorro disse também que a família espera que o julgamento transcorra rapidamente e que a ré seja condenada. “A gente tem esperança na condenação, pois ninguém é colocado à júri, sem que nos processos não haja autos que provem o envolvimento. Ela sempre recorreu e perdeu em todas as instâncias. Durante 15 anos estamos sofrendo, só queremos que o crime contra meu irmaõ não fique mais impune. 

Desde o início da ação contra Tânia, que é filha do ex-deputado José Medeiros, o Tribunal de Justiça já havia determinado que a acusada fosse a júri popular. Ela, no entanto, recorreu diversas vezes até que o processo chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e retornou para Alagoas com a determinação de realização do júri.Daniel Houly foi deputado estadual, secretário de Estado e municipal de Saúde e, quando morreu, exercia o cargo de vereador, em Arapiraca.


CAMINHADA POR JUSTIÇA

Na segunda-feira (17) a família Houly e amigos de Daniel Houly farão uma caminhada por Arapiraca, cidade onde a vítima morou por muitos anos, para lembrar à sociedade a data do julgamento da médica Tânia Medeiros. A concentração está marcada para as 15h30, na Praça Marques da Silva.

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