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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 762 / 2014

19/03/2014 - 09:49:00

Eu também quero

JORGE MORAIS jornalista

Não vai demorar muito, para que a Avenida Fernandes Lima volte ao que era recentemente. Como medida educativa de trânsito e com a finalidade de acabar, ou pelo menos diminuir, os enormes problemas de engarrafamentos, a SMTT criou a faixa azul com exclusividade para o transporte coletivo de massa, ou seja, os ônibus urbanos, com um resultado, nesse primeiro momento, altamente positivo, mesmo que alguns especialistas discordassem da idéia.

A população aprovou as mudanças e o tempo que os trabalhadores e estudantes levavam no deslocamento dos bairros mais distantes, como por exemplo, o Conjunto Benedito Bentes até o Centro de Maceió, foi reduzido em cerca de 40 minutos, agradando e recebendo o reconhecimento dessas pessoas que passaram a elogiar as medidas, mesmo que os condutores dos carros de passeio fizessem um contra ponto diferente no resultado alcançado.Agora, pressionada, a SMTT resolveu promover alterações naquilo que foi anteriormente traçado. Eu nunca vi o progresso chegar a uma cidade que agrade 100% a todos.

Exemplos: quando o retorno é de quadra, algumas pessoas não gostam porque vão andar mais e gastar mais tempo e combustível; quando uma rua era mão e contra mão, a mudança para mão única traz a reclamação de quem mora naquela localidade e que gostaria de circular em qualquer direção; quando um viaduto é construído para desenvolver a cidade, moradores não gostam porque tirou a beleza de sua casa ou prédio.

É sempre assim, em qualquer lugar. São exemplos pequenos, mas que servem como discurso para quem vive em comunidade. Nesse caso agora da faixa azul da Avenida Fernandes Lima e Avenida Durval de Góes Monteiro, nem bem começou a funcionar, já começaram as reclamações e as mudanças naquilo que foi inicialmente planejado.

Os taxistas se manifestaram e conquistaram o direito de circular dentro da faixa azul.Agora, táxi com passageiro pode rodar no espaço dos ônibus. Sem passageiro, terá que circular como todos os outros veículos pequenos, nas faixas do centro e do canteiro, com a mesma dificuldade inicial para pegar o passageiro interessado no seu serviço.

Além do mais, terão que circular com os vidros sem película escura, para que o agente de trânsito possa identificar se tem ou não passageiro em seu veículo.Para modificar alguma coisa, permitindo a circulação do taxi na faixa do ônibus, pergunto: Por que não autorizar que ele circule sem passageiro nessa faixa, o inverso do que foi permitido? Seria mais fácil para parar, atender ao usuário, e seguir em frente.

O problema é que o passageiro reclama que demora muito nas outras duas pistas e vai pagar mais caro pela lentidão. Entendo como uma decisão equivocada, e, principalmente, quando a prioridade inicial era o transporte coletivo de massa, o ônibus.

Além de táxi, transporte complementar de passageiros – as chamadas Vans – também pode trafegar na linha dos ônibus. Logo, logo, os motoqueiros, motoristas de Van Escolar, carro de imprensa, de funerária, também vão reivindicar o direito de deixar as pistas a eles reservadas, para, também, circularem dentro da faixa azul.

Com essas mudanças, logicamente, não precisaremos nem partir para uma comprovação por meio do relógio, para constatar que o tempo deverá diminuir daquele ganho em torno de 40 minutos dos trabalhadores, lá do início do nosso comentário de hoje.Para concluir, acho que todo mundo tem o seu direito.

O direito de reivindicar, de chorar, de espernear, de pedir, de implorar, de fazer manifestações, e tudo mais. Só acho que o direito de um acaba, quando começa o direito do outro. E, nesse caso da faixa azul da Avenida Fernandes Lima, está sendo o direito de alguns em detrimento do direito de todos. Em breve, esses outros vão dizer: se eles podem, eu também quero. Desse jeito, não vai demorar muito para uma chuva de liminares na justiça. É só esperar!

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