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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 762 / 2014

19/03/2014 - 09:02:00

Gabriel Mousinho

Biu e os partidos aliados

O senador Benedito de Lira vai demonstrar, a partir das 9 horas de hoje, em um café da manhã no restaurante Famiglia Giulliano, seu poder de fogo para enfrentar a batalha de uma eleição para governador em outubro próximo.No café deverão estar presentes se não todos, mas grande parte dos partidos que irão lhe dar sustentação à sua candidatura. Além do PP, Lira deve receber apoio do PSD, do PROS, do Solidariedade, do PR, PSL, do PEN e outros que topam a parada.Esta reunião que tem como tema principal mostrar a cara de uma coligação forte servirá também para aproximar dezenas de prefeitos, lideranças políticas, além de vereadores, deputados estaduais e federais. É o começo de uma batalha que está apenas começando.Este encontro no Famiglia Giulliano vai mostrar que a candidatura do Biu não tem volta e como ele mesmo gosta de dizer, ´´no campo político o meu carro não tem marcha à ré´´.Hoje será apenas uma prévia do encontro do PP com outros partidos, o que deverá levar o senador Benedito de Lira a fazer reuniões idênticas em outros municípios alagoanos.

Desconfiança

sO senador Fernando Collor há muito tempo anda desconfiado das andanças políticas de seu colega Renan Calheiros. E sutilmente tem enviado recados duros, capazes de fazer uma reviravolta no grupo de oposição.


Projeções futuras

As projeções futuras pelos caciques políticos locais deixam bem claro de que tudo pode acontecer. Até mesmo uma candidatura do médico José Wanderley Neto ao Senado, numa dobradinha com o governador Téo Vilela, evidentemente por baixo dos panos, para enfrentar Fernando Collor de Mello. Em contrapartida o presidente do Senado lavaria as mãos para o governo e Téo Vilela apostaria de uma vez por todas na candidatura do senador Benedito de Lira. É possível? Claro que é. Mas é bastante difícil de entender esta matemática política.


Reação colorida

Os candidatos que participariam desta empreitada de antemão já saberiam que iriam enfrentar a metralhadora giratória do senador Fernando Collor, que joga tudo para continuar por mais oito anos no Senado.É por isso e por outras coisas que Collor não confia nem um pouco em Renan, que não se mostra muito disposto a ficar de braços dados no mesmo palanque com o ex-presidente.


Dias contados

O advogado Fábio Ferrario deve deixar nos próximos dias a Procuradoria da Assembleia Legislativa. Tem confidenciado aos amigos de que fez o dever de casa e tentou dar uma nova feição à Casa de Tavares Bastos. Admirado por uns e odiado por outros, Fábio demonstrou que não assumiu o cargo por vaidade ou por brincadeira. Advogado dos mais brilhantes, Ferrario deve cuidar de sua vida profissional, principalmente nas áreas do Direito Eleitoral e Criminal.

Nem aí

Do lado do governo tudo é muito nebuloso. Téo empurra com a barriga para dizer quem é o seu candidato ao governo, ao mesmo tempo em que estimula seu ex-secretário Marco Fireman a jogar pesado numa candidatura solo, mas com uma estrutura capaz de fazer inveja a qualquer um político alagoano.


Ação de bancada

Mas o ex-secretário de Infraestrutura, Marco Fireman, não pensa assim. Tem percorrido o interior do Estado, principalmente no agreste e no sertão alardeando que ele foi o cara na construção do Canal do Sertão. Ou seja, desconheceu plenamente o trabalho realizado por toda a bancada federal e consequentemente do governador Téo Vilela.


Arrepiados

Fernando Collor e Cícero Almeida já praticamente não acreditam em nada nessas composições dentro do Chapão. Receiam que possam ser traídos de última hora e que isso complique as suas candidaturas. Comentários de bastidores apontam para muitas insatisfações.


Desconforto

O que parecia improvável bem que está acontecendo em Arapiraca. A prefeita Célia Rocha não tem se entendido com o ex Luciano Barbosa. Tem reclamado a amigos que recebeu uma herança maldita. Rocha, com esta disposição, pode rachar no meio a aliança política. No caso Célia ficaria do lado de Fernando Collor e daria apoio ao candidato a governador de Téo Vilela.


Sem volta

Não há quem faça Ronaldo Lessa topar outra candidatura a não ser de deputado federal. Não quer e nem deve mais arriscar ficar de fora mais quatro anos. Pra federal Lessa teria praticamente uma das nove vagas que serão disputadas em outubro. Esperto, também não fechou nenhuma aliança política.

Surpresa

Ninguém se engane numa reviravolta na política alagoana. O ex-prefeito Cícero Almeida poderia estar com os dias contados no Chapão.

Desgaste

Enquanto o governador Téo Vilela prefere esconder o jogo, o mesmo acontece com o senador Renan Calheiros com relação à sucessão estadual. Calheiros espera a definição do acordo entre o PMDB e o Palácio do Planalto. Se não garantir sua permanência na presidência do Senado, poderá topar uma candidatura ao governo


Na oposição

Administradora do Porto de Maceió, Rosiana Beltrão, que preferia o anonimato, já começou a se movimentar politicamente. Disse textualmente que é adversária política do governador Téo Vilela e que será candidata este ano, não definindo ainda qual o cargo.


Porto de Maceió

Com a saída de Rosiana do Porto de Maceió no dia 5 de abril para se candidatar nas eleições de outubro, já está engatilhado o nome do Administrador Substituto, o carioca Roberto Leone para substituí-la. Também se fala nos bastidores que Rosiana estaria trabalhando à revelia da bancada federal o nome de um parente muito próximo para assumir o Porto.


Sem definição

Enquanto o governo não acertar os ponteiros com o PMDB em nível nacional, não se tem certeza de qualquer acerto ou aliança com o PT em Alagoas. A candidatura do senador Renan Calheiros também estaria atrelada às decisões nacionais.


Em cima do muro

A indecisão do governador Téo Vilela de anunciar quem será o seu candidato ao governo tem trazido desconforto para as pessoas que lhes deram as mãos nas últimas eleições. Téo não diz que está com o Biu, com Marco Fireman ou algum outro pára-quedista. Perdendo a confiança do grupo vai terminar ficando só no governo. Um final triste para um político de sua envergadura.


Em cima do muro 2

Ninguém mais do que o governador tem certeza de quem poderá lhe suceder no Palácio dos Martírios. Com certeza alguém com musculatura política, capaz de aglutinar partidos numa grande aliança política.

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