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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 761 / 2014

11/03/2014 - 18:11:00

Alagoas terá 1ª usina de etanol de segunda geração do Brasil

Fábrica será inaugurada no final de março pela Granbio em parceria com o Grupo Carlos Lyra

DA REDAÇÃO

Quando muita gente já imagina que a falência do Grupo João Lyra - maior grupo econômico do setor sucroalcooleiro - seria o começo do fim do ciclo econômico baseado na monocultura da cana de açúcar, Alagoas surpreende e investe pesado em tecnologia para ser o primeiro estado brasileiro a fabricar etanol a partir da palha e do bagaço da cana.

É o chamado etanol de segunda geração, ou etanol 2G, que pretende virar pelo avesso o mercado mundial de álcool carburante.  A moderna unidade industrial (em fase de conclusão ) leva o nome de Bioflex Agroindustrial e será inaugurada em são Miguel dos campos até o final de março pela baiana Granbio, em parceria com o grupo Carlos Lyra. Com investimento inicial de R$ 350 milhões, a planta de etanol celulósico produzirá 80 milhões de litros de álcool por ano e gerar mais de mil empregos diretos e indiretos. 

“Queremos gerar etanol de forma mais barata e eficiente usando a biotecnologia”, disse Bernardo Gradin, presidente da Granbio em recente entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

O grupo importou uma variedade mais produtiva de cana, encontrada em Barbados, no Caribe e está plantando de forma experimental em Alagoas, fazendo o cruzamento genético com variedades brasileiras para chegar a uma espécie mais adaptada ao clima local.A Granbio foi criada em 2011 por Bernardo Gradin, membro da família que está em disputa judicial com o Grupo Odebrecht por sua participação de 20% na empresa. Depois de sair da presidência da Braskem, em 2010, o empresário decidiu criar uma empresa focada em biotecnologia, principalmente em alternativas para o petróleo, e promete revolucionar o setor.

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