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Edição nº 761 / 2014

11/03/2014 - 18:01:00

Em dois anos foi registrada mais de 2.600 execuções contra jovens

Só em Maceió foram mortos 537 pessoas entre 15 e 29 anos; Tabuleiro dos Martins é região mais violenta da capital

João Mousinho [email protected]

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB/AL) revelou o número da matança de jovens entre 15 e 29 anos em Alagoas. O número de execuções em dois anos é de 2.696 em todo Estado.  Só na capital foram mortos 1.093. O ranking da violência de 2013 aponta Maceió como a cidade mais violenta de Alagoas, seguida por Arapiraca, Rio Largo, Marechal Deodoro, Pilar e Palmeira dos Índios.

Quando esse índice é comparado com 2012, a quinta e sexta posição é substituída por São Miguel dos Campos e Coruripe. No ano de 2012 dos 1.312 assassinatos, 1.238 foram praticados contra homens e 70 contra mulheres. Quatro homicídios não tiveram a identificação do sexo da vítima. Os registros das 1.384 execuções de 2013 tiveram sua prática contra 1.320 pessoas do sexo masculino e 64 feminino. Vale ressaltar que a violência contra jovens tem aumentado progressivamente no Estado. De 2012 para 2013 a estatística teve um aumento de 72 mortes. Já em Maceió, o número caiu para 19 de um ano para o outro.

 O relatório revelado pela Ordem dos Advogados do Brasil conta ainda com a indicação dos bairros mais violento de Maceió, em 2012: Tabuleiro dos Martins, Vergel, Complexo Benedito Bentes, Jacintinho, Cidade Universitária e Feitosa. Em 2013 a sequência dos bairros citados foi: Tabuleiro do Martins, Vergel, Jacintinho, Cidade Universitária, Complexo Benedito Bentes e Chã da Jaqueira.

 Outro dado que chama atenção é número de mortes por arma de fogo entre os jovens, 86,68%. O presidente da Ordem dos Advogados de Alagoas, Thiago Bonfim, disse que a violência tem aumentado devido à falta de investimento de políticas de segurança pública. Thiago garantiu que a impunidade é outro fator que faz com que os índices de violência só tenham aumentado em Alagoas. “A segurança pública é algo premente, que preocupa a todos.

Precisamos deixar a nossa zona de conforto e colocar a segurança pública como principal bandeira de uma sociedade igualitária”. Outro que também expôs sua preocupação com a violência em Alagoas foi o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL, Daniel Nunes: “O que acontece hoje em Alagoas é uma verdadeira carnificina. Os jovens alagoanos estão sendo vítimas de uma verdadeira matança”. Ao fazer a entrega para imprensa sobre o “Relatório anual de violência pratica contra a População de jovens no Estado de Alagoas”, os membros presentes da OAB/AL lançaram a campanha: “Arma de fogo, não! Afaste a morte da sua vida.”

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