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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 761 / 2014

11/03/2014 - 17:45:00

Nos 80 anos da Gazeta, Collor chora ao lembrar do pai e do irmão, Pedro

Senador fala pela 1ª vez do irmão, que denunciou esquema de corrupção quando era presidente

Odilon Rios especial para o EXTRA

Durante as comemorações dos 80 anos do jornal Gazeta de Alagoas, na último dia 25, o senador Fernando Collor (PTB) chorou ao lembrar do pai, Arnon, e do irmão Pedro, morto em 1994, de câncer. Foi a primeira vez que Collor falou publicamente do irmão mais novo, que o denunciou à revista Veja por liderar um esquema de corrupção, segundo Pedro, na época em que Collor era presidente da República.

 As declarações foram em discurso, no prédio da Gazeta, para os funcionários, amigos e autoridades- como o prefeito Rui Palmeira (PSDB), o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Carlos Malta Marques, o procurador-Geral de Justiça, Sérgio Jucá.Collor chamou a história da família de “entremeada de política”, envolvendo “grandes acontecimentos, trágicos inclusive, o que fez a Organização Arnon de Mello passar por um momento muito complicado”.

Collor citou a morte do pai, em 1983, do irmão e da mãe, Leda, em 1996. “São histórias que o senhores conhecem” resumiu.O discurso de Collor foi antecedido pela inauguração do prédio com o nome do pai, ao lado da Gazeta, um edifício de 13 andares que estava com obras paralisadas há 13 anos (fora retomadas há quatro), com projetos anunciados pelo diretor da Organização Arnon de Mello, Luis Amorim: sucursais da Gazeta com sites próprios (Maragogi, União dos Palmares e Arapiraca), além de assinatura digital da Gazeta (como acontece na Folha de São Paulo e Jornal do Brasil).

Há ainda a licitação para uma canal de TV, da Globo, em Arapiraca, em fase de negociação.Entrevistas dadas por Amorim à Gazeta falam dos projetos.

O jornal Gazeta de Alagoas completou 80 anos na última terça- foi fundado em 25 de fevereiro de 1934. Em 1952 foi adquirido pelo jornalista e advogado Arnon de Mello. Estava à beira da falência: circulavam pouco mais de 200 exemplares.Era a chamada “empresa-embrião” de Arnon. É o segundo mais antigo matutino em circulação. Perde para a Diário Oficial do Estado, fundado em 1912- desde dezembro em edição exclusivamente digital.

O Semeador, ligado à Igreja Católica, é de  1913, de circulação quinzenal.Da “empresa embrião”- diz o site da Organização Arnon de Mello, a OAM- nasceram a rádio Gazeta (1960), TV Gazeta (1975), Gazeta FM (1978), Gazeta FM Arapiraca (1984), Gape e Gazetaweb.com (1995), Instituto Arnon de Mello (1996), Rádio Gazeta Pão de Açúcar (1997), G1/Alagoas e GE/Alagoas (2012) e TV Mar (2013). 

DESENVOLVIMENTO

“Para o Senador Arnon de Mello, a boa informação não deveria ser a única funcão de seus veículos de comunicação. Era necessário também promover o desenvolvimento cultural de Alagoas. Ao longo de todos esses anos, a Organização Arnon de Mello vem mostrando que cultura, educação e assistência social também fazem parte da sua história, assim como a comunicação transmitida com seriedade em suas empresas”, explica o instituto, no site.

“Quando o Luiz Silveira fundou a Gazeta o então jornalista Arnon de Mello pertencia aos quadros da Gazeta, era o correspondente da Gazeta na antiga capital federal. De lá para cá, o senador Arnon teve o seu nome totalmente dedicado à Gazeta de Alagoas. Além de ter sido jornalista nato, ele foi um dos repórteres mais importantes da década de 30.

Foi homem de confiança de Assis Chateaubriand, o grande capitão do Diários Associados. Foi o primeiro correspondente de guerra deste País na revolução constitucionalista de 32”, disse o jornalista Valmi Calheiros.O jornalista Marcos Rodrigues viu, na Gazeta, a entrada da revolução tecnológica: o computador, acompanhado, em seguida, da internet, que era discada.

 “Produzíamos as matérias com horário de deadline bem antes do horário na capital porque tínhamos de prever o atraso no envio, porque a internet era discada, não era como hoje com esta velocidade e quanto ao processo de produção ficava aquela expectativa: como seria a edição? As agências on line que começavam a surgir dariam algum furo e a gente teria de cortar a matéria? Tinha de se aproveitar o on line, era a informação mais instantânea”, explica Rodrigues.

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