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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 761 / 2014

10/03/2014 - 21:43:00

Menos, Gabriel!

Alari Romariz Torres aposentada da ALE

Li com atenção o texto ¨Fim da Malandragem¨de Gabriel Mousinho. Tenho pelo jornalista muito respeito e devo-lhe favores, pois sempre publicou meus artigos nos jornais por onde passou.

Grande parte do que ele escreveu é verdade. Mas há coisas que precisam ser esclarecidas.Gostaríamos de comentar a posição do Procurador da Casa, Dr. Fábio Ferrário, grande advogado de políticos, que se afastou de dois escritórios seus, para ganhar R$ 18.000,00 no Legislativo e descascar enormes abacaxis.

Fato que não convence a mais inocente das criaturas!Primeiro chegou à Casa de Tavares Bastos dando entrevistas bombásticas, gritando com servidores antigos, médicos e todos que o procuravam. Depois, acalmou-se e adotou outra postura.Quanto às medidas que sugere à Mesa Diretora, a grande maioria atinge servidores estáveis. Os comissionados continuam dividindo rendimentos com Deputados e não assinam ponto.

Além dos comissionados, ficarão cinco servidores ativos à disposição de cada gabinete, também sem assinar ponto. Se multiplicarmos 5 por 27 serão 135 pessoas que não assinarão ponto e ficarão á disposição dos parlamentares, além de quase 900 comissionados.Para os funcionários que trabalham e carregam o Legislativo nas costas não haverá mudanças com a instalação do ponto eletrônico, cujas máquinas já foram compradas de maneira escandalosa.

A exigência do Dr. Fábio é tanta que ele passa dias sem aparecer na Assembleia, leva os processos para casa e já prejudicou vários companheiros, cujos processos não eram encontrados e estavam com o Procurador, segundo informações de funcionários da ALE.Esclareço que não conheço o Procurador, mas alguns amigos comuns me dão informações sobre ele. Umas boas, outras ruins. Ninguém quer recorrer nada administrativamente, porque tudo é negado. O caminho é a Justiça, que tem sido de grande valia para todos nós, sofredores do Legislativo.

A degradação da ALE vem desde a Constituição de 89, quando foi instituído o duodécimo entre os Poderes e os Deputados começaram a administrar a verba que cabia ao Poder. Aí, eles descobriram mil maneiras de usar tais valores, só que a única Mesa Diretora que resolveu cortar salários e ficar com o saldo, foi a atual.

O grande impasse é que comissionados e laranjas dividem o apurado com os parlamentares e os estáveis não fazem isso.Concordo com você, Gabriel, quando afirma que existem famílias inteiras, dondocas, jornalistas, parentes de Deputados que não vão lá. Mas exatamente esses não serão penalizados. A Mesa vai arranjar uma maneira de protegê-los e vai afastar os que não têm padrinhos. Agora mesmo foi demitido um rapaz que trabalha há 24 anos, comparece ao serviço e ganha R$ 580,00.

Por implicância do chefe, que é irregular, entrou no mesmo tempo que ele e ganha R$ 9.600,00. É a lei do mais forte, que faz tudo para agradar à Mesa Diretora.Corrigir a Assembleia Legislativa é impossível, creio eu, porque os Deputados cometem erros gravíssimos e nunca foram punidos.Recentemente a Mesa renomeou os comissionados por sugestão do Procurador. Pois bem, nas listas concedidas por cada Deputado, voltaram a ¨Vassoura de Ouro¨ e uma defunta. Mesmo expostos a escândalos no Fantástico e na imprensa local, eles de acham inatingíveis e continuam desrespeitando as leis.

Há pessoas que foram se cadastrar para o ponto eletrônico e não sabiam o endereço da Assembleia. Do interior as vans vêm cheias de servidores que não sabem onde fica o local de trabalho. Desses, ficarão os afilhados dos Deputados e sairão os pagãos.As aposentadorias antigas eram regidas por leis estaduais, pela Constituição de 89 e pelo Regime Jurídico Único. Muitas já caíram como a que incorporava qualquer gratificação que o servidor recebesse durante dois anos consecutivos.

Nada era ilegal!Trabalhar no Legislativo continua um privilégio dos amigos dos Deputados. Eles, os parlamentares, não fazem concurso para o ingresso de servidores, gostam de ser bajulados e terem pessoas à sua disposição.É um caso a ser estudado e acho que de difícil solução.

Não é um advogado de políticos, preocupado em penalizar pessoas, atender bem à Mesa Diretora, com um belo escritório na orla de Maceió e outro em Brasília, que vai resolver.Só Deus fechando o Legislativo e abrindo outro com pessoas de mentalidade diferente.Um abraço da jornalista amadora.

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