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Edição nº 761 / 2014

10/03/2014 - 21:04:00

Ao radialista França Moura

Geovan Benjoino (*)[email protected]

Radiojornalismo é um instrumento de Cidadania, evidentemente fundamental em qualquer regime democrático. Se esse instrumento for exercido com isenção, imparcialidade e sem capciosidade, o povo será o mais beneficiado.

No entanto, se o radiojornalismo for usado para atender a interesses político-eleitorais, à vaidade pessoal e cercear a liberdade de expressão, a democracia sofre uma perda imensurável.

A nossa Carta Magna, a Constituição da República Federativa do Brasil, em seu artigo 221 afirma categoricamente que a produção e a programação das emissoras de rádio atenderão aos princípios educativos, artísticos, culturais e informativos, como também devem respeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Ninguém é autossuficiente nem detém o monopólio do conhecimento. Somos eternos aprendizes e carentes de tudo. É verdade que somos a obra-prima da criação, o animal mais poderoso do planeta; mas também é verdade que somos o mais fraco, o mais pobre, o mais miserável e o mais repugnante de todos os seres da natureza.

Quando estivermos nos sentindo o mais poderoso dos seres, o insubstituível do planeta devemos meter a mão em um balde de água e rapidamente tirá-la para em seguida observarmos a reação das moléculas que compõem a água. O buraco que deixarmos na água é a falta que proporcionamos ao mundo.

Radialista desempenha uma nobre função social – que é a de transmitir os fatos à sociedade. Seu trabalho é dignificante, essencial, legal e, às vezes, vira sacerdócio. Mas é preciso que exerçamos permanente vigilância para não sermos “picados” pela vaidade, presunção, petulância e autossuficiência. Um conhecido provérbio afirma que “Não existe ninguém tão rico que um dia não possa precisar de alguém, e outro tão pobre que não possa servir ao próximo”.

A vida é uma eterna gangorra; um dia estamos em cima outro dia estamos em baixo. O que importa é aprendermos a lição.Somos defectíveis e carregamos nos ombros o “pecado” da autossuficiência. Precisamos sempre nos depurar, nos reformar. O saneamento espiritual, moral e profissional nunca é excessivo. As vezes precisamos descer para galgarmos um degrau na escada da vida. Humildade é um eficiente medicamento no combate à vaidade, às incoerências e às injustiças.Tenho um milhão de defeitos; nunca os neguei.

Reconhecer as nossas limitações não constitui nenhuma desonra nem incompetência profissional. Entretanto, em nome de uma pseudo imparcialidade jamais devemos cercear a liberdade de expressão e tolher o princípio do contraditório, que é uma garantia constitucional válida para qualquer área do conhecimento humano, particularmente na comunicação.

A informação – que é um exercício de Cidadania, deve se pautar no pensamento do jurista baiano Rui Barbosa, que em uma oportunidade afirmou: “A força do direito deve superar o direito da força”. Eu aproveito o ensejo para fazer o trocadilho: o direito da força nunca, jamais deve se sobrepor à força do direito.

(*) Jornalista, escritor e formando em Direito

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