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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 760 / 2014

05/03/2014 - 10:48:00

Gabriel Mousinho

Um Chapão atordoado

Além do senador Fernando Collor e do ex-governador Ronaldo Lessa, o sentimento no Chapão é de incerteza. E não são os chumbetas do governador - como disse Collor - os responsáveis por boatos que correm solto no mundo político. Ali, com toda certeza, ninguém confia em ninguém. E os mais próximos desconfiam até que o senador Renan Calheiros possa – o que é muito questionável -, se aproximar do governador Téo Vilela.Um plano B para a possibilidade de uma reviravolta nas alianças já está em curso. Ronaldo Lessa teria confidenciado a amigos que se Renan recuar ele será o candidato ao governo. Com o apoio de Fernando Collor, evidentemente. E onde fica Cícero Almeida nesta pendenga. Nos últimos dias, depois de correr da reunião do Chapão em Arapiraca, o ex-prefeito mergulhou no anonimato. Não concedeu entrevistas, não tocou no assunto de candidatura e espera ver a banda passar.Mesmo que digam o contrário, o clima no Chapão não é nada bom. E pode piorar.

Insatisfeito

A ausência do ex-prefeito Cícero Almeida na reunião do Chapão, em Arapiraca, demonstra que ele não ficou nada satisfeito com a possibilidade de uma candidatura a vice na chapa de Renan Filho. Almeida nem deu satisfação. Apenas tentaram justificar que o ex-prefeito não estava bem de saúde. Quem conhece Cícero Almeida, sabe que algumas revelações públicas não foram bem aceitas por ele. O ex-prefeito tem tido um desempenho muito bom nas pesquisas de opinião e não admite ficar a reboque dos caciques do Chapão.


Esforço

A reunião do Chapão, em Arapiraca, não foi lá esse ouro dezoito com que quiseram apregoar. Valeu o esforço do senador Fernando Collor, que, com sua metralhadora verbal giratória, disparou para todos os lados. Mas o próprio Collor sabe que precisa administrar com muito cuidado e bem de perto para que o Chapão não vire outra vez uma Chapinha.


Contra-senso

Na reunião do Chapão em Arapiraca estava sentada na mesa principal a presidente do PV, Sandra Menezes. Tudo bem, mas se ela não fosse presidente do Ibama, a mesma instituição que deu parecer contrário à instalação do Estaleiro Eisa, em Coruripe. Além de não ser detentora de tantos votos como possa parecer, um servidor público numa reunião eminentemente política é pelo menos de se estranhar.

Debandada

Ninguém sabe o que está acontecendo com a relação médicos-Unimed. A cada dia é uma surpresa. Aos poucos os profissionais vão correndo em debandada, como se estivessem insatisfeitos com o tratamento que tem recebido da instituição. Os usuários é que têm sofrido com isso. Esta semana médicos de várias especialidades cairam fora. Parece que a coisa é grave e pode comprometer o sistema como um todo.

Murici

A candidatura do deputado Renan Filho ao governo de Alagoas está praticamente consolidada. Mas não pela administração que fez durante oito anos em Murici, mas por sua habilidade em fazer amigos e transitar bem entre as lide-ranças políticas da capital e do interior. Quem tem ido recentemente a Murici observa que nada de extraordinário foi feito por ali nos últimos 20 anos.


Esquecimento

Na última eleição em que Ronaldo Lessa disputou o governo do Estado tinha como aliado o então prefeito Cícero Almeida, que dias antes passou a apoiar o hoje governador Téo Vilela. Almeida pode ter esquecido, mas Ronaldo Lessa, com certeza, não.


Ninguém confia

Com esses desencontros demonstra-se que nesse grupo de oposição, por baixo dos panos, ninguém confia em ninguém. E o Chapão pode reviver, outra vez, o insucesso que teve nas últimas eleições. Collor, Renan, Ronaldo Lessa, Cícero Almeida, bem, alguém confia um no outro nessa empreitada?


Indefinição

O governador Téo Vilela está sentindo na pele o que é não ter preparado uma pessoa para sucedê-lo. Isso mesmo aconteceu com Ronaldo Lessa e Cícero Almeida. A realidade hoje é que o senador Benedito de Lira, com competência, construiu sua candidatura ao governo e o PSDB não tem nenhum nome de expressão política que possa se habilitar à sua sucessão. 


Indefinição 2

Quando o nome de Marco Fireman é ventilado para uma possível candidatura ao governo, é uma comprovação que o PSDB não tem quadros para topar uma candidatura majoritária. Com todo o respeito, Marco Fireman sequer disputou uma eleição mesmo para vereador na Capital ou no Interior. 


Nome para o Senado

As conversas de bastidores revelam que o vice-governador José Thomaz Nonô poderia ser o candidato da situação ao Senado. Nonô seria o candidato que poderia enfrentar cara a cara o senador Fernando Collor, principalmente no guia eleitoral. Além do mais, a presença do DEM aumentaria o tempo de televisão no Guia Eleitoral.


A peso de ouro

Um pré-candidato ao governo alugou várias salas em um edifício de luxo na Avenida Amélia Rosa, a mesma onde funciona a TV Mar. Também contratou profissionais a peso de ouro e até um técnico para a coordenação da campanha que recusou o convite. A proposta para jornalistas pode inflacionar o mercado nesta campanha.


Desconforto

Para pessoas residentes em Arapiraca e que estiveram presentes na reunião do Chapão, em Arapiraca, era visível o desconforto da prefeita Célia Rocha no encontro. Não queria desagradar nem ao Chapão, nem tampouco ao governo que lhe tem dispensado uma atenção especial.


Dobrado

Algumas pesquisas têm revelado que Renan Calheiros e Fernando Collor, juntos, aumentam consideravelmente o índice de rejeição numa eleição majoritária. E isso tem incomodado o senador Renan Calheiros, que vem adiando sua decisão de anunciar quem será o candidato ao governo, se ele ou seu filho. O palanque, segundo pessoas muito ligadas a Calheiros e Collor, ficaria muito pesado. Mas o ex-presidente não quer saber disso. Quer garantir sua reeleição para o Senado, custe o que custar.


Cá pra nós

Havia partido na reunião do Chapão em Arapiraca que não tinha dois votos. Mas estavam lá, como papagaios de pirata.

Apelação

O Chapão agora abraçou Gerson Guarines, do PEN e Eudo Freire, do PSDC, como se eles fossem grandes expressões políticas em Alagoas. Está valendo tudo na corrida ao Senado e ao governo do Estado.


Desconfiança

O ex-governador Ronaldo e o senador Fernando Collor andam desconfiados de uma aproximação entre Renan e o governador Téo Vilela. “Se isso acontecer eu serei o candidato”, disse Ronaldo Lessa em conversa de bastidores. Fica claro que ninguém confia em ninguém no Chapão.

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