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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 759 / 2014

18/02/2014 - 19:00:00

Prédio desaba em Palmeira dos Índios e deixa três pessoas feridas e carros destruídos

Abandonado há anos, galpão foi adquirido pelo Tribunal de Justiça para construir novo fórum da cidade

DA REDAÇÃO / com TRIBUNA DO AGRESTE Fotos: TodoSegundo

Um galpão pertencente ao Tribunal de Justiça de Alagoas desabou quarta-feira 12, no centro de Palmeira dos Índios, deixando três pessoas feridas e alguns veículos destruídos.

O prédio pertencia a uma algodoeira e estava fechado há mais de duas décadas. Em 2010 o TJ adquiriu o imóvel para abrigar as futuras instalações do Fórum da comarca, mas de lá para cá, nenhuma construção ou qualquer serviço de manutenção na estrutura foi realizado. A área estava abandonada.

O desabamento deixou três pessoas feridas e vários veículos destruídos.  Segundo o sargento Vital, que atendeu à ocorrência, entre os veículos atingidos estão um Corsa sedan prata, um Fox preto, um Gol branco e uma moto Yamaha.A mulher que conduzia a moto ficou ferida.

Outros dois homens, dentre eles um pedestre que passava na calçada no momento do acidente, foram encaminhados para o Hospital Regional Santa Rita. A identidade das vítimas não foi divulgada pelo Corpo de Bombeiros.

 Imóvel foi comprado por Elisabeth Carvalho com suspeita de superfaturamento

Em 2010, a desembargadora Elisabeth Carvalho, então presidente do TJ, adquiriu um terreno de cinco mil metros quadrados que abrigava vários galpões abandonados.

 O imóvel deveria ser usado na construção de um novo fórum em Palmeira dos Índios, e custou R$ 1,5 milhão, à vista, na maior transação imobiliária já feita na cidade.

Na época, o jornal Extra levantou a suspeita de superfaturamento na compra dos galpões sem licitação e a inutilidade do investimento, visto que a Comarca já possuía um prédio próprio para seu Fórum – recentemente reformado – além do inconveniente de se construir um edifício público no centro da cidade, contrariando a tendência de fugir para a periferia dos centros urbanos.

 Após a denúncia, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mandou investigar o caso e confirmou fortes indícios de superfaturamento na compra do imóvel. Mas até agora o único punido foi o jornal Extra, condenado em uma ação de danos morais ajuizada pela desembargadora. Célere em atender à magistrada, o juiz nem ao menos esperou o resultado da investigação do CNJ. De acordo com o relatório de inspeção do CNJ, houve três avaliações com preços distintos para o terreno.

A única coincidência era o amadorismo, quando o cálculo deveria ser incontestavelmente técnico. “Percebemos informalidade no teor do trabalho aliado a certo grau de subjetividade”, diz o documento do CNJ.No relatório há um detalhe importante: o imóvel estava bloqueado na justiça por ter sido dado como garantia de um empréstimo.

No entanto, foi liberado “às vésperas da negociação”. Os técnicos do CNJ consideram que houve irregularidade na compra da área. “A aquisição do terreno para a construção do Fórum de Palmeira dos Índios foi realizada de forma açodada”, escreveram os técnicos, concluindo que a compra teria sido superfaturada. “Tudo indica que a aquisição se deu por preço superior ao praticado pelo mercado”, afirma o relatório.

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