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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 759 / 2014

18/02/2014 - 18:33:00

Não tem como acreditar...

JORGE MORAIS jornalista

Lamentavelmente, a morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes de Televisão, Santiago Andrade, que poderia ter sido qualquer outra pessoa, um trabalhador, um estudante, um policial, uma dona de casa, etc. etc. e etc., não vai dá em nada. Quantas pessoas já foram atingidas ou já morreram pela ação desses vândalos, arruaceiros e bandidos infiltrados nessas manifestações pelo Brasil afora.

Nesse ano de Copa do Mundo e de eleição, eles vão continuar com os mesmos movimentos, as mesmas reclamações e cobranças, e os mesmos infiltrados patrocinando a bagunça, o quebra-quebra, danificando ou destruindo, literalmente, o patrimônio público e privado. Esses bandidos, apelidados de Black blocs, vão continuar agindo assim, porque nós não temos autoridade suficiente para acabar com isso.A polícia vai continuar batendo, se defendendo, prendendo e eles vão continuar aprontando.

Sabe por quê? Pela certeza da impunidade. Eles sabem que são presos e logo estarão soltos. Vai ter sempre um advogado de porta de cadeia ou não a espera deles para livrá-los das grades e da aplicação da lei. Vai ter sempre um juiz que prefere continuar se enganando, achando que essa gente tem salvação ou que um dia vai pensar diferente.O exemplo está aí nas nossas caras.

Os bandidinhos presos, acusados pela morte do cinegrafista, serão temporariamente presos por 30 dias, até que o advogado e o juiz entendam que eles podem e devem responder pelo processo demorado do julgamento em liberdade. Dos Black blocs presos em 2013, quantos estão na cadeia? Nenhum.

Como anda o processo que cada um responde na Justiça, se é que foi aberto? Qual a garantia que se tem desses movimentos de hoje, que não são os mesmos Black blocs envolvidos no passado?Enquanto as autoridades desse país não agirem com a força que esses casos merecem, com a resposta rápida e os rigores da lei, se é que elas existem, vamos continuar lamentando novas perdas de pessoas comprometidas com o seu trabalho e nem ligadas a esses movimentos estão.

Normalmente, não são os arruaceiros, baderneiros e bandidos que morrem nesses atos, mas sempre um inocente que, às vezes, nem sabem por que estão ali, naquela hora, naquele instante.Esta semana, preocupados com a imagem na Copa do Mundo, o governo brasileiro teve uma “brilhante” idéia: formar uma comissão para dialogar com os manifestantes. Onde já se viu um absurdo desse.

Os movimentos de ruas começaram em junho do ano passado, próximo a realização da Copa das Confederações, quando os estudantes cobraram ensino, transporte e preços de passagem com o “Padrão Fifa”. Em algumas cidades, o movimento era pacífico, apenas de cobrança, em outras, mais exaltados.

Depois, motivados pelos movimentos, bandeiras de alguns partidos políticos, de sindicatos e de movimentos extremistas, começaram a aparecer nas passeatas ou caminhadas e se perdeu o comando dessas ações democráticas e necessárias. No início, alguns resultados foram alcançados, quando o Congresso Nacional instituiu normas, regras e leis, aplicando-as imediatamente, mesmo que as denúncias de superfaturamento ganhassem mais força no país nas obas de aeroportos e estádios de futebol.Agora, não tem mais jeito. Dialogar com quem? Black blocs.

Quem disse que eles querem diálogo. A bem da verdade, o que é que eles estão reivindicando? Nada. Eles querem quebrar tudo, acabar com tudo, matar gente e levar o terror as pessoas nas ruas. Querer encontrar uma saída agora é o mesmo que tentar encobrir o sol com uma peneira; é chorar o leite derramado; é querer fazer os outros de besta.Anote aí: essa vai ser a Copa do Mundo da vergonha nacional, do desespero e da bagunça, em todos os aspectos. Quem viver, verá!.

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