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Edição nº 758 / 2014

12/02/2014 - 09:27:00

Conselho Gestor discute alternativas para coibir trânsito de veículos na Prainha em Barra Nova

Banhistas denunciaram o aparecimento de tartarugas mortas e destruição da vegetação de restinga

Da Redação com assessoria

O Conselho da Área de Proteção Ambiental (APA) de Santa Rita discutiu na quinta-feira (5), na sede descentralizada do Instituto do Meio Ambiente (IMA), na Ilha de Santa Rita, alternativas com ações educativas e de fiscalização para coibir a presença de veículos na Prainha da Barra Nova, em Marechal Deodoro. 

O trânsito de veículos tracionados e quadriciclos contribui para a destruição da vegetação de restinga e ninhos de ovos de tartarugas. Além disso, banhistas denunciaram o aparecimento de tartarugas mortas, que frequentadores estariam matando intencionalmente os organismos conhecidos como cebolas marinhas, supressão de vegetação nativa e substituição por coqueiros, atracação de embarcações de modo inadequado e deposição inadequada de resíduos sólidos. 

O IMA tem realizado ações na Prainha da Barra Nova, principalmente por causa das denúncias sobre a presença irregular de veículos no local. A última fiscalização foi feita no domingo (2), com apoio do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) e da Marinha. Naquele dia, nenhum automóvel foi flagrado cometendo a irregularidade. “Percebemos que está sendo respeitada a orientação sobre a proibição e recebemos a informação de que os próprios comerciantes do local não estão permitindo a entrada dos veículos.

De toda forma, está na pauta a discussão sobre a colocação de placas educativas”, disse Alex Nazário, diretor de Unidades de Conservação do IMA. A APA de Santa Rita possui 10.230 hectares, distribuídos entre os municípios de Maceió, Marechal Deodoro, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco. Criada em 1984 pela Lei n°. 4.6074, tem como principal objetivo preservar as características ambientais e naturais das regiões dos canais e lagoas Mundaú e Manguaba, ordenando a ocupação e uso do solo. 

Localizada na região metropolitana da capital enfrenta o desmatamento, pressão imobiliária, ocupações irregulares, pesca predatória e a poluição hídrica como principais problemas. O Conselho da APA de Santa Rita possui 14 membros, entre representantes do poder público e da sociedade civil, além do IMA e do BPA, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).

Compõem ainda a entidade as Secretarias de Meio Ambiente dos municípios de Maceió, Marechal Deodoro e Coqueiro Seco; o Comitê do Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú-Manguaga (Celmm); o Instituto Federal de Alagoas (Ifal); a Universidade Federal de Alagoas (Ufal); a Federação dos Pescadores de Alagoas (Fepeal); a Organização Não Governamental Salsa de Praia; associação Mão Cheia e a Braskem.

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