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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 758 / 2014

10/02/2014 - 11:43:00

Desabafo de um professor

ISMAR NASCIMENTO DA SILVA FILHO

Sou professor de educação física da Rede Pública estadual há cerca de 12 anos, atualmente lotado no Centro educacional de jovens e adultos Paulo Freire, localizado na Rua do Sol, centro de nossa capital. Pois bem, venho acompanhando há muito tempo a luta incessante do SINTEAL em defesa da categoria.

Vejo também que algumas medidas tomadas já não mais fazem efeito (é o meu ponto de vista), dentre elas o modelo de paralização adotado: fechar as escolas, quando da greve. Existem um vazio dentro das Assembleias; falo vazio, em detrimento ao número significativo de professores da Rede Pública estadual, filiados ou não ao SINTEAL, os quais não comparecem, quando da paralização. Devemos repensar tal modelo, hoje não mais acredito que faltar a escola, seja uma forma razoável de conquistas.

Não, sinceramente não vejo assim! Devemos sim, repensar tal atitude, talvez quem sabe irmos a escola, mobilizarmos alunos, pais...A greve, pela greve, parece-me que está superada.Temos o dever de mostrar de forma estratégica, para a Sociedade, que queremos trabalhar, trabalhar com condições dignas, em condições de realmente sermos valorizados, de andar com a cabeça erguida.

Além de tudo, depois de ver o realinhamento da Policia Militar, fiquei pasmo! Como é que pode um soldado em início de carreira ter um salário maior, aliás, maior não, bem maior que um professor pós-graduado, com 12 anos de efetivo exercício em sala de aula? Por todas estas questões levantadas vejo a categoria desmotivada, sem qualquer perspectiva de melhora, talvez até com um ar de arrependimento por ter escolhido esta nobre profissão. Então o que há de se fazer?  

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