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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 758 / 2014

10/02/2014 - 11:29:00

Gabriel Mousinho

PMDB se afasta de Collor

Praticamente certo o lançamento do nome do ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, para disputar a única vaga do Senado, surge uma barreira grande para o ex-presidente Fernando Collor: a grande fatia eleitoral da região do agreste, principalmente do segundo maior município do Estado, que lhe escapa da mão. Se não todo o eleitorado, mas com certeza grande parte dele.O abalo de votos para Collor vai depender da posição da prefeita Célia Rocha, embora ela dificilmente se ponha contrário à candidatura de Luciano Barbosa. No caso, Fernando Collor fatalmente iria repetir um velho refrão: ´´ não me deixe só´´.A provável candidatura de Luciano, velho amigo e da tropa de choque eleitoral do senador Renan Calheiros, colocará o PMDB de encontro ao PTB exatamente em Arapiraca e ninguém sabe, pelo menos até o lançamento oficial da candidatura do ex-prefeito, a reação do senador Fernando Collor. Aos poucos as chapas para as eleições majoritárias vão se desenhando, tanto do lado do governo como do lado da oposição. Mas muita água ainda vai rolar por baixo da ponte.

Sangrando

Especialista em planejamento eleitoral, o senador Renan Calheiros não precisa ir a público para dizer que poderá o seu PMDB, é claro, enfrentar Fernando Collor nas urnas. Ele deixa o assunto sangrar na mídia e aos poucos vai atingindo o seu objetivo, que é o de provocar a ira do ex-presidente. Calheiros faz o jogo planejado e sabe que dificilmente Cícero Almeida e Ronaldo Lessa jogarão do outro lado. Pelo menos na visão de calheiristas de carteirinha.


Mesma conversa

O deputado Renan Filho segue o traçado político do seu pai. Não quer subestimar a força política de Fernando Collor, mas deixa escapar que num enfrentamento nas urnas com a provável candidatura de Luciano Barbosa, o PMDB estará unido.


Fugindo

O ex-presidente Collor pode começar a jogar duro nas eleições deste ano. A princípio mandou um recado a Renan de que não engoliria prato feito. Sabia que o presidente do Congresso Nacional aos poucos estava se distanciando das ideias do Chapão, o que pode enfraquecer a oposição. 


Collor e Lessa

Enquanto Renan Calheiros cada vez mais se afasta, Fernando Collor e Ronaldo Lessa se aproximam cada vez mais e já é praticamente certa uma coligação envolvendo o PTB e o PDT. Resta saber com quem esses dois partidos irão se coligar, tanto na proporcional como na eleição majoritária.

Caminho certo

Ninguém espere milagres de se resolver problemas na segurança pública num passe de mágica. Mas não se deve subestimar o trabalho do Procurador Eduardo Tavares, hoje secretário de Defesa Social. Tavares, que demonstrou competência ao dirigir o Ministério Público, é um homem voltado para o cumprimento da lei e da ordem. Apostar no contrário é trabalhar contra os alagoanos.

Animado

O deputado federal Francisco Tenório vai mesmo disputar um mandato de estadual. Em recente encontro social na sua mais nova empresa de eventos, Tenório conversou alegremente com o senador Fernando Collor e com o ex-governador Ronaldo Lessa. O tema, como não poderia ser outro, foram às eleições de outubro.


União de forças

O senador Benedito de Lira está otimista em reunir todos os partidos da situação em torno de sua candidatura a governador. E aos poucos está avançando. Pelo menos seis partidos ficarão aliados do PP.


Expectativa

Enquanto trabalha nos bastidores, o PP de Biu de Lira aguarda o anúncio de Teotônio Vilela sobre quem será o seu candidato a governador. Aí, vai colocar o bloco nas ruas. Prudente, o governador quer unidade no PSDB e ter tempo suficiente para convencer que o melhor candidato do grupo é o Biu.


Aliança

O deputado federal Alexandre Toledo que já fez parte do governo de Téo Vilela, pode desistir de uma candidatura ao governo para fazer parte do bloco governista. Sua candidatura ao governo pelo PSB não é bem vista por especialistas em política. Alexandre poderia não ter um desempenho satisfatório nas eleições de outubro. Mas ele insiste em dizer que é candidato a governador.


Dificuldades no MP

O corte de 16 milhões de reais no orçamento do Ministério Público pela Assembleia Legislativa está sendo encarado como retaliação. Mas o governo está vetando a decisão dos deputados e fala-se nos bastidores que o veto será derrubado. A queda de braço entre as duas instituições já começou.

Sinuca de bico

O ex-prefeito Cícero Almeida vai ter que usar de toda sua inteligência e habilidade para sair do imprensado em que se meteu entre Fernando Collor e Renan Calheiros. Cooptado para ser vice de Renan Filho pelo PMDB, Almeida não quer também desagradar o senador Fernando Collor. Mas sabe que o PRTB está nas mãos de um dos mais fiéis aliados de Renan, Adeilson Bezerra. 


Incentivado

Nos últimos dias Cícero Almeida recebeu incentivos para que topasse uma candidatura ao governo de Alagoas. Mas deverá trabalhar muito para costurar alianças, principalmente entre as duas correntes de oposição. 


Vistas grossas

Parece que a Justiça Eleitoral só quer mesmo apertar a fiscalização de campanhas fora da hora depois do carnaval. Nas ruas adesivos são colocados em veículos e carros de som já trafegam tranquilamente com o nome de candidatos.


Inutilidade

O Instituto do Meio Ambiente e o Conselho Estadual de Proteção Ambiental, o Cepram, correm para a mídia quando o assunto vira manchetes de jornais, no caso o acidente ecológico na região norte com óleo diesel, mas nem sequer tomam conhecimento da bruta poluição que é imposta à população de Boca da Mata e adjacências pela Usina Triunfo. Um caso de polícia. 


Pressão

O empresário e ex-vereador Nilton Lins poderá sair candidato a deputado estadual pelo PSD, partido em que é um dos dirigentes em Alagoas. Três vezes vereador em Maceió e com grande penetração na área política na capital e no interior, Lins está sendo incentivado para disputar um mandato. De início conta com o apoio do deputado federal João Lyra e de outras lideranças políticas, além dos amigos e empresários que depositam em Nilton Lins confiança e respeito.


Golpe no PT

O Partido dos trabalhadores não deve contar com uma das suas maiores expressões políticas nessas eleições de outubro. Rosiana Beltrão, que hoje administra o Porto de Maceió, tem tido sérios problemas de saúde. Tem segundo algumas pessoas muito ligadas a ela, trocado o dia pela noite, quando não está viajando para o sul do país. Bem que o PT gostaria de poder contar com sua liderança, mas deve ficar apenas na vontade.


Reconhecimento

O empresário Luiz Otávio Gomes que está deixando o governo é reconhecidamente um dos auxiliares de Téo Vilela que mais benefícios trouxeram para o Estado de Alagoas. A conquista de atrair dezenas de empresas para o Estado, promovendo emprego e renda para os alagoanos, foi um dos pilares de sua atuação frente à Secretaria de Planejamento. Quanto ao seu futuro político, bem, não é uma de suas praias.  Mas tem o reconhecimento dos alagoanos pelo trabalho realizado.


PP e PSDB

Estes dois partidos que estão juntos na prefeitura de Maceió na administração de Rui e Marcelo Palmeira, farão nova dobradinha nas eleições deste ano. Querem repetir o feito nas eleições majoritárias e ampliar o espaço na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. 


Gostando

O deputado Givaldo Carimbão está amadurecendo a ideia de disputar a única vaga para o Senado Federal. Quer enfrentar Fernando Collor e Heloísa Helena nas urnas. Costura acordos e gostaria de ser o candidato preferido na ala governista, onde tem Biu de Lira e Téo Vilela como os maiores protagonistas.

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