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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 757 / 2014

04/02/2014 - 18:44:00

Samba do crioulo doiso

JORGE MORAIS jornalista

Existe um velho ditado, que até virou música, falando do Samba do Crioulo Doido, que foi cantado pelo grupo Demônios da Garoa. Logo na primeira estrofe, a letra diz o seguinte: “Foi em Diamantina onde nasceu JK/Que a Princesa Leopoldina Arresolveu se casá/Mas Chica da Silva tinha outros pretendentes/E obrigou a princesa a se casar com Tiradentes”.

Trazendo a letra do grupo Demônios da Garoa para a política, aqui, da terrinha, a coisa está mais ou menos assim: um “Samba do Crioulo Doido”, onde tudo está embaralhado e começou o jogo de interesses. No artigo da semana passada, nos debruçamos sobre as possibilidades das candidaturas ao Senado da República.

Como prometido, vamos, agora, nos determinar a analisar as chances das muitas candidaturas ao Governo do Estado de Alagoas.Com a decisão do governador Teotônio Vilela Filho em permanecer no cargo, será ele o árbitro principal desse jogo político que está sendo colocado em campo, a partir de agora. Como na letra da música, são vários os pretendentes a cadeira do Palácio dos Martírios.

Sem parar para pensar, não sei onde isso seria bom para o grupo da situação, que dividindo muito, pode beneficiar a oposição que vem com uma só candidatura.No entanto, algumas pessoas entendem que com a divisão desse eleitorado, ganha o processo aquele que, hoje, vem mostrando mais serviço na mídia, com um trabalho de marketing bom, e dentro de campo, nos bastidores da política, vem formando grupos e levando benefícios para o interior do Estado, onde se encontra a maior densidade eleitoral. Nesse caso, aparece bem cotado na situação, o nome do senador Benedito de Lira.

Só os aliados do governo Téo, são três partidos que pleiteiam essa chance de governar o estado: DEM, PP e PSB, isso se o PSDB não resolver sair também com uma candidatura própria, dando um palanque “puro-sangue” para o presidenciável Aécio Neves, que tanto briga por isso, e esse nome seria o do ex-secretário Luiz Otávio Gomes, que nem confirma, nem desmente.Nos bastidores, o governador Téo Vilela trabalha ainda para emplacar uma chapa que possa conquistar muitos votos no Agreste e Sertão de Alagoas. Havendo entendimento, a chapa seria formada por: Benedito de Lira (PP) e o vice Rogério Teófilo (PSDB), que abalaria o reduto da prefeita Célia Rocha, do PTB de Fernando Collor, e de Luciano Barbosa, do PMDB de Renan Calheiros.

Com essas possibilidades todas, como ficaria o vice-governador José Thomáz Nonô? Não se coligando com o PP, Téo fecharia acordo com o seu vice-governador, encaixando Rogério como vice? São perguntas que ficam no ar, pois só o tempo vai tratar de decidir. Enquanto isso, Alexandre Toledo entra no discurso da mídia: lançou sua candidatura ao Governo do Estado pelo PSB, e garante o palanque do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, candidato a presidente da República.

E o que dizer da oposição? O senador Fernando Collor anda animado com o nome de Cícero Almeida (PRTB). Nesse caso, como ficariam Renan Calheiros e Ronaldo Lessa no processo? Se Almeida for um nome de consenso, tudo bem, a dobradinha estaria fechada entre Cícero e Luciano Barbosa (PMDB).

A escolha do candidato dessa chapa passaria ainda por uma conversa entre os coligados de oposição.De uma coisa tenho certeza: Renan Calheiros só lança o nome do filho Renanzinho ao governo se conseguir tirar Benedito de Lira do páreo. Como Biu já me confidenciou que o tempo de ser ministro já passou, Renan Filho não sai candidato ao governo. Quanto ao Renan Pai, vai pensar duas vezes se larga a terceira cadeira mais importante do país, para assumir os problemas de Alagoas. Eu avisei que, em Alagoas, parece mais o Samba do Crioulo Doido.     

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