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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 757 / 2014

04/02/2014 - 18:06:00

A fome mata mais que as estradas

José Arnaldo Lisboa Martins [email protected]

Numa festa de casamento em Caná da Galiléia, Jesus e Maria estavam presentes, quando faltou vinho. Dentre os convidados, estavam pessoas que foram reclamar aos donos da festa, principalmente, dos que já estavam bêbedos, chamando “Jesus de Genésio”. Vendo isso, Maria pediu ao Seu Filho para “dar um jeitinho brasileiro”, pois, as canecas dos convivas já estavam vazias. Jesus disse que ainda não era chegada a sua hora, porém, resolveu atender ao pedido da Sua Mãe.

Mandou que os serviçais da casa enchessem as diversas jarras com água. Com essas providências, os bêbedos, certamente, reclamaram de Jesus, pois, não queriam água, e sim vinho, qualquer que fosse a qualidade. Jesus fitou as jarras e, a água se transformou em vinho, do mais fino sabor. Com palmas e assovios, a festa de Caná, varou a madrugada. 

Mais de dois mil anos depois, os “santinhos de Brasília”, resolveram acabar com as festinhas, não só de casamento, como também das demais comemorações do povo brasileiro, quando criando uma de tal “lei sêca”. Baixaram um “decreto hipócrita” que manda prender um homem de bem, quando ingerindo uma simples taça de vinho, uma simples cerveja em lata ou, ainda, uma simples dose de whisky.

Ora, a Medicina só passar a considerar como “embriaguês alcoólica”,  depois da pessoa haver ingerido mais de 3 taças de vinho, mais de 3 cervejas em lata ou mais de 3 doses de whisky. O Decreto resolveu punir todos, pois, nivelou os homens de bem, com os caras que bebem o dia todo, tomando caixas e mais caixas de cerveja ou litros e mais litros de whisky. Esses sim, devem ser presos, para que não provoquem mortes ou criem perigos para pessoas inocentes.

Os “santinhos de Brasilia”, preferiram nos proibir de tomar alguns “drinks”, tanto nos casamentos, como nos aniversários dos nossos filhos e amigos ou nas praias e casas de campo. 

Eu não me incomodo de ser a única pessoa do mundo, a não aceitar a “lei sêca”, como ela foi idealizada e aprovada. É que, enquanto isso, os restaurantes, os bares e as praias ficam repletas de pessoas bebericando, sob os olhares dos Policiais de Trânsito que, fazem de conta que nada viram.

Dirigir um carro depois de haver ingerido bebidas alcoólicas, é um perigo, porém, não para uma pessoa de bem que pode ser presa, na mesma cela que é destinada para um cachaceiro, um ébrio ou um pilantra qualquer.  Repito ! Sou contra a bebida, quando ao volante, achando que deveria haver uma graduação, para o teor de álcool no sangue, em intervalos de decilitros ou decigramas.

Ora, estão morrendo mais brasileiros por falta de hospitais, de postos de saúde e de medicamentos, do que no trânsito. Estão morrendo mais cidadãos e cidadãs de fome, do que nas rodovias brasileiras.

Morre mais gente nos assaltos, do que nas estradas e ruas. Jesus transformou água em vinho e esses caras querem transformar a alegria das famílias brasileiras, em multas e prisões. Em tempo - O Afonso Gonçalves é meu leitor, daqueles que vão logo para o meu artigo, como me disse. Obrigado, amigo ! 

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