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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 756 / 2014

29/01/2014 - 10:42:00

Uma nova realidade

JORGE MORAIS jornalista

Escrevo sobre política de atrevido, mas, também, não faço parte daquele trio da CNBB, que não enxerga, não fala, nem ouve. Por isso, o assunto dessa semana é política, principalmente, porque, o quadro em Alagoas mudou, radicalmente, com a desistência do governador Teotônio Vilela Filho em se candidatar a senador, nas eleições de 2014, pegando todo mundo de surpresa, até do seu partido, o PSDB.Com a decisão, muda o quadro não só para o Senado da República, mas, também, nas composições para o próprio Governo do Estado e na candidatura a Presidência da República, nas definições de coligações na situação, e mexe até no quadro da oposição.

Com o governador Téo como candidato, seria bem diferente, pois o PSDB teria um palanque forte no estado, como pede o presidenciável Aécio Neves e seus correligionários.Com Teotônio Vilela não disputando diretamente os votos dos alagoanos, ele vai continuar fazendo política, mas de uma maneira diferente: espera encerrar seu governo diminuindo as críticas em relação à saúde, a educação e, principalmente a segurança pública, pratos cheios para a oposição, e, da melhor maneira possível, vai tentar transferir votos para seus candidatos ao Governo do Estado e ao Senado da República.Mas, ai, é que vem o primeiro problema.

Quais seriam esses candidatos? Benedito de Lira, PP, partido coligado a Dilma Rousseff (PT), como governador, ou romper com Biu de Lira, que foi seu principal cabo eleitoral esses anos todos, e lançar uma candidatura do PSDB para agradar a Aécio Neves e a cúpula do seu partido nacionalmente? Dificilmente, teremos nesse quadro político uma coligação entre PP e PSDB, até por interesses pessoais futuramente do próprio PP.

Nesse processo todo, como ficaria o vice-governador José Thomaz Nonô? Vai se conformar em não assumir o Governo do Estado, ou sai candidato a governador pelo DEM, com o apoio do PSDB? Ou o PSDB lançaria uma candidatura própria e, de vez, o governador Téo Vilela romperia politicamente com Lira e Nonô? Coisa que, sinceramente, não acredito.Todas essas dúvidas são levantadas, hoje, definitivamente pela desistência de Téo em se candidatar ao Senado da República, deixando uma confusão muito grande na base aliada.

Dizem que, para senador, o candidato pode sair entre os secretários que deixaram os cargos na semana passada, e até mesmo um que viria da Prefeitura de Maceió, e que já está em campanha.Nesse quadro todo, de certo mesmo, é que na campanha para senador, em 2014, a rivalidade das urnas vai ficar mesmo entre Fernando Collor de Mello, candidato a reeleição com apoio do chamado “chapão”, e a vereadora Heloisa Helena, com um discurso forte, atirando para todos os lados. Qualquer outro nome que venha a figurar nesse processo representando a situação será um figurante, mesmo com o apoio do Palácio República dos Palmares.Se conselho fosse bom mesmo, ninguém dava de graça, vendia.

Mas, me atrevo, mais uma vez, a opinar assim mesmo sobre o assunto. Primeiro, que se o chamado “chapão” não se envolver com vaidades e interesses, consegue encaminhar o processo eleitoral sem muitas dificuldades. Segundo, que essa decisão do governador Téo Vilela não ser mais candidato, deve existir mais alguma coisa no ar, e que todo cuidado é muito pouco nessa hora.Na próxima semana, vamos escrever sobre esse imbróglio que é a campanha ao Governo do Estado. Tenho novidades sobre o assunto que pode esperar até lá. Aguardem!

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