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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 756 / 2014

29/01/2014 - 08:35:00

Gabriel Mousinho

Quem enfrentará Collor?

Candidato a governador parece que tem de balaio. Pelo menos alguns nomes são citados diariamente na mídia e junto naturalmente ao eleitorado. Benedito de Lira, Renan Calheiros, Renan Filho, José Thomaz Nonô, Alexandre Toledo, além de outros como Marco Fireman e Luiz Otávio Gomes. Até aí, tudo bem. Mas quem será o candidato ao Senado da República para enfrentar Fernando Collor? Somente a vereadora Heloísa Helena já dispôs a disputar o Senado, embora ela mesma diz que irá enfrentar uma tropa munida de metralhadora ponto 50.

Afora Heloísa Helena, apenas o deputado federal Givaldo Carimbão tem se insinuado candidato ao Senado pelo grupo de aliados do governo estadual. Mas nada certo. Está costurando acordos, o que não é nada fácil. Uns acham que Carimbão poderia emplacar. Outros acreditam que Carimbão não tem a dimensão política suficiente para enfrentar uma eleição majoritária.Nessas indecisões Collor continua solto na buraqueira, visitando municípios, atraindo novas lideranças políticas e fazendo o dever de casa. Por enquanto, reina absoluto. A situação não diz nada e prefere adiar o anúncio dos candidatos majoritários para mais pra frente.Mas, quem finalmente vai enfrentar mesmo Fernando Collor?

Denúncia vazia

Fernando Toledo, presidente da Assembleia quer que o deputado FHC explique a sua emergente fortuna, inclusive de concessões de emissoras de rádio. O povo precisa saber, disse Toledo. O presidente também afirma que as denúncias de João Caldas são fantasiosas, vazias e eleitoreiras.


Diferença

Fernando Toledo disse durante entrevista que devolveu as gratificações de seu gabinete, mas segundo cálculos da Assembleia, ele recebeu cerca de 300 mil, mas só devolveu cerca de 200, o que terá que explicar.


Jogo duplo

Os “artistas” que estão presentes em todas as eleições de olho em cargos comissionados, já preparam novas estratégias para o pleito de 5 de outubro. Há oitos anos um deles frequentava os dois comitês, um do PSDB, que se deu bem nas eleições para o governo e outro do PTB. Fazia gentilezas com os dois candidatos e ainda distribuia vales de combustível. Quanto o Téo ganhou ele já estava com o emprego garantido e, por via das dúvidas, estaria também se o outro tivesse ganho a parada.DesgovernadoO Chapão parece que anda desgovernado depois de que Téo Vilela decidiu cumprir o mandato até o fim. Alguns dos seus integrantes têm conversado com outros partidos e até mesmo da base aliada do governo. Não querem meter a mão em cumbuca. 


Sem opção

Além do senador Benedito de Lira a base aliada do governo não tem um candidato de forte potencial eleitoral. É o Biu, ou ninguém. A não ser que queiram fazer experiência e ver o resultado negativo nas urnas.


Composição

Nos bastidores dos partidos aliados ao PSDB do governador Téo Vilela, o sentimento é de que todos devem se manter unidos, com reais chances de fazer o sucessor do Palácio dos Martírios. O secretário Marco Fireman, que deixa o governo este mês, deverá ser o interlocutor do PSDB.


Pressa

Candidatos do Chapão querem que o senador Renan Calheiros decida logo sobre quem serão os candidatos majoritários nas eleições de outubro. A cada dia que passa, analisam eles, o grupo perde terreno e outros já começam a se preocupar com o futuro político. 


Só em março

O senador Renan Calheiros conversa, conversa, mas só vai decidir sobre candidaturas majoritárias em março. No início da semana esteve com o deputado federal João Lyra, mesmo sabendo que o empresário faz parte do grupo político de Téo Vilela e Benedito de Lira.


Objetivo

Nos próximos sessentas dias o governo estadual aposta que a situação da segurança pública será outra. Se a violência diminuir Vilela vai investir muito numa campanha que teria dado resultados. Tiraria o discurso da oposição, principalmente do senador Fernando Collor, que não acredita em melhora nesse setor.


Contra todos

A vereadora Heloísa Helena não nega de ninguém que é candidatíssima ao Senado. Quer disputar voto a voto com Fernando Collor, candidato à reeleição. Tem dito que está enfrentando um exército com armas ponto 50.


Sem volta

O prefeito Rui Palmeira não será candidato por hipótese alguma nas eleições de outubro. E já disse isso ao governador Teotônio Vilela que, de início, demonstrava que o tucano poderia ir à luta. Rui tem compromisso fechado com o senador Benedito de Lira, um dos seus maiores cabos eleitorais nas eleições passadas.DescendoA administradora do Porto de Maceió, a princípio, seria candidata a vice pelo PT, mas depois havia optado para disputar um mandato de deputada federal. Alguns amigos dizem que ela mudou de opinião: ou fica no Porto ou sairá candidata a deputada estadual.


Desconfiado

O ex-governador Ronaldo Lessa que aparece bem em algumas pesquisas eleitorais, anda desconfiado com os rumos que o Chapão está tomando. Não quer entrar no canto da sereia e já busca novas conversas com antigos adversários políticos.


Ele quer compor

Especialistas em bastidores da política alagoana analisam de que o vice, José Thomaz Nonô, ao anunciar sua candidatura ao governo, joga a toalha branca para fazer composições. Poderia ser vice de novo ou enfrentar mais uma vez o senador Fernando Collor.


Em cima do muro

O deputado Antônio Albuquerque ainda não bateu o martelo sobre uma possível candidatura a federal.  Ensaiou com o lançamento do filho para estadual, mas parece que recuou. Dizem os amigos que é melhor uma pomba na mão do que duas voando.


Negócios

Apesar de estar firme com o governador Téo Vilela e o senador Benedito de Lira, o deputado João Lyra anda mergulhado dos seus negócios particulares. Ele diz que tudo tem seu tempo e quando entrar na campanha é pra valer.


Só pra palanque

Fala-se muito numa candidatura de Alexandre Toledo ao governo do Estado para dar palanque para o presidenciável Eduardo Campos, de Pernambuco. Mas essa alternativa não interessa muito a Alexandre. Aliás, ele será candidato pra valer ou não? Esta história de palanque é pra boi dormir.


Descartada

A candidatura do ex-prefeito Cícero Almeida para o cargo de vice-governador numa chapa que teria Renan Filho como carro chefe. Almeida não pensa em outra coisa a não ser num mandato de deputado federal. O médico José Wanderley seria a alternativa, também do PMDB.


Costurando

O deputado federal Givaldo Carimbão está se entusiasmando com a possibilidade de sair candidato ao Senado e enfrentar Fernando Collor nas urnas. Tem costurado acordos e sua candidatura pode ser viabilizada. Vai pegar uma briga que não tem mais tamanho.

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