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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 755 / 2014

22/01/2014 - 09:45:00

Prefeito é novamente acusado de desviar dinheiro do município

Toinho Batista já foi condenado em abril do ano passado por improbidade administrativa

Carlos Victor Costa Repórter

No ano passado o Jornal Extra trouxe a tona várias denúncias contra a administração do prefeito do município de Joaquim Gomes, Antônio de Araújo Barros, conhecido como  Toinho Batista. As acusações foram feitas pela própria vice-prefeita, Ana Genilda Costa Couto e pelos vereadores, Julio Fragoso e Alyson David (Sambeca). 

Nada parece ter adiantado, pois na semana passada os dois vereadores e a vice-prefeita voltaram a denunciar o prefeito, onde o  Ministério Público Estadual(MP/AL)instaurou inquérito civil público para investigar a denúncia de que a prefeitura teria efetuado compras no valor de R$ 4,5 mi sem licitação. 

O promotor responsável pelo inquérito, Adriano Jorge Correia de Barros Lima publicou três portarias no Diário Oficial do Estado no último dia 09, onde requisitou informações de ordem financeira ao Poder Executivo, Legislativo e a algumas secretarias de Joaquim Gomes.  A reportagem do Jornal Extra conversou com o vereador Julio Fragoso que confirmou a denúncia e alegou que é absurda as irregularidades cometidas por Toinho Batista.

“Ele não prestou contas de 2013, apenas de 2012, depois de muita pressão da justiça. Ele realizou em seu primeiro ano de mandato diversas despesas  sem nem observar o processo licitatório, falindo ainda mais o município”. Fragoso falou também de outra representação contra o prefeito formulada por Robsvaldo Alexandre da Silva, alegando que Toinho Batista teria feito diversos pagamentos superfaturados a servidores públicos, com referência ao pagamento a um médico que em só um mês chegou a receber uma importância superior a R$ 36 mil. “O nosso objetivo diante disso é que através do inquérito civil instaurado possa colher elementos que comprovem a irregularidade e o prefeito responda novamente por ato de improbidade administrativa”. 

Diante dessa situação o promotor requisitou ao prefeito que sejam entregues a promotoria todos os relatórios resumidos de execução  orçamentária dos anos de 2012 e 2013, além do relatório da consolidação das contas referentes às despesas com ações e serviços da Saúde e a folha de pagamento de todos os funcionários. Outro fato que também está sendo investigado é a precariedade do serviço público no preenchimento de fichas de matrículas dos alunos das escolas municipais. Fragoso comentou sobre essa investigação.

“A situação da Educação do município é totalmente caótica,  Joaquim Gomes está abandonada há muito tempo. Além desse problema das matrículas, os alunos ainda sofrem para chegarem as escolas, pois o transporte ainda é o pau de arara, apesar de ter chegado quatro ônibus escolares do Governo Federal”. 


PREFEITO CONDENADO 

Toinho Batista já foi condenado em abril do ano passado a 4 anos e  6 meses de reclusão e a inabilitação para o exercício de cargo público, pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, pelo ato de improbidade administrativa cometido em seu primeiro mandato como prefeito da cidade em 1997. Ele recorreu da decisão, o caso agora será levado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).  

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