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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 755 / 2014

22/01/2014 - 09:14:00

Prefeitura de Piranhas será novamente investigada por corrupção

Ministério Público Estadual irá apurar uma série de acusações contra o prefeito Dr. Dante

João Mousinho [email protected]

O histórico município de Piranhas será novamente alvo de investigações do Ministério Público Estadual. Dessa vez quem é acusado de cometer uma série de atos de improbidade administrativa é o atual prefeito Dante Alighieri, o Dr. Dante (PDT).

O procurador-geral de Justiça, Sérgio Cavalcanti Jucá, convocou os promotores Napoleão Calheiros e José Carlos Castro para apurar os possíveis desmandos realizados pelo executivo municipal. Quem fez as denúncias contra Dr. Dante foi o advogado Reginaldo Rodrigues que mora em Piranhas.

Entre as principais acusações protocoladas no Ministério Público contra a prefeitura estão: dispensa de licitação, falta de transparência na gestão pública e promoção pessoal. Um dos casos que chama atenção é a contratação de uma produtora, por parte da prefeitura, para produzir o carnaval do município em 2013. O valor repassado pelo executivo para empresa foi de mais de R$ 500 mil. Vale frisar que os gastos não foram especificados, onde demonstra a falta de transparência com o erário.

 Nos primeiros meses da gestão do Dr. Dante, o município estava em estado de emergência, o que creditava dispensa de licitação. Esse artifício teria sido usado, segundo a denúncia protocolada no MP, para que os ilícitos fossem cometidos. Ainda segundo as acusações de Reginaldo, outro grande volume de dinheiro movimentado pela prefeitura de Piranhas, ainda em 2013, sem licitação, foi o fornecimento de combustível, por três meses, no montante de mais de R$ 197 mil para os veículos da prefeitura.

Em apenas três meses de gestão de Dante mais de R$ 700 mil foram movimentados sem licitação. Outras acusações que também pesam contra  Dante, reveladas no documento, é a utilização da cor azul nos prédios público do município. Segundo o advogado, configuraria a promoção pessoal irregular, pois é a cor utilizada em sua campanha. 

Ex-prefeita é acusada de capitanear quadrilha   

A ex-prefeita de Piranhas, Melina Freitas (PMDB), foi denunciada pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) sob a acusação de uma série de ilícitos penais, a exemplo de fraudes à licitação, peculato e formação de quadrilha. O grupo teria desviado mais de R$ 15 milhões dos cofres públicos do município.

 Na denúncia ofertada pelo MPE, Melina Torres Freitas é acusada de “capitanear” uma “organização criminosa integrada por agentes públicos que praticou uma profusão de ilícitos penais no âmbito da administração pública do município de Piranhas para lesar o erário”.

Na denúncia, o Gecoc pede a condenação da ex-prefeita, Melina Freitas, por 385 vezes, pelo crime de peculato; 23 vezes, por falsificação de documento particular; 23 vezes pelo ilícito de falsidade ideológica; 28 vezes pelo crime de uso de documentos falsos; 23 vezes por fraude em licitação e ainda pelo ilícito de formação de quadrilha.

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