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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 755 / 2014

22/01/2014 - 07:32:00

Brasail: uma vergonha

JORGE MORAIS jornalista

Aproveitei quinze dias das minhas férias e resolvi passear com a família e amigos pelos estados do Sul do país. Desembarcamos em Porto Alegre e, de carro, fomos até Foz do Iguaçu, no Paraná, cortando um pedaço do Estado de Santa Catarina, dormindo na cidade de Chapecó. As rodovias federais estão em excelente conservação e muito bem sinalizadas.

A mesma coisa não podemos afirmar em relação a parte mais bonita da região, subindo ou descendo as serras, as estradas estaduais estão completamente destruídas.Sem sinalização, com muitos buracos, curvas perigosas, sem acostamento e um movimento intenso de veículos grandes e pequenos, você transforma o lado bom e bonito do passeio, numa viagem tensa e perigosa. Essa é a realidade da parte mais bonita do Sul do Brasil.

Cheguei à seguinte conclusão: os governos são todos iguais. Quem disse que a parte pobre do país (Norte/Nordeste) sofre mais, é um grande engano. As estradas são ruins em todos os lugares, e minha expectativa sobre o passeio nesse quesito, transformou-se em decepção.Deixando de lado essa questão que considero importante, o passeio foi agradável pelos lugares que visitamos, principalmente as cidades de Gramado/RS e Foz do Iguaçu/PR.

Cardápios variados, bebidas deliciosas na hora certa, e um clima suportável. Com o valor do dólar em alta, compras nem pensar. A cotação do lado paraguaio e argentino chegava a 2,55 em relação ao nosso real. Em alguns casos, era melhor comprar aqui mesmo em Maceió.Mas, o relato que faço nem se compara com o caos em que se encontram os nossos aeroportos. No retorno de Foz do Iguaçu para São Paulo, pela TAM, a nossa descida estava prevista para 21h40.

Conseguimos atingir o solo no horário. Só que depois disso, ficamos quase 30 minutos dentro do avião esperando autorização para desembarcar. Quando conseguimos, entramos num ônibus que nos levou ao aeroporto para uma conexão imediata.

Entramos no aeroporto de Guarulhos por uma porta e saímos por outra, embarcando novamente em outro ônibus que nos levou para uma sala distante, onde deveria ser feita uma triagem entre os passageiros, já que naquele ônibus tinha gente que embarcaria para diversas cidades brasileiras e estava todo mundo junto, atordoado, sem saber o que fazer. Ninguém aparecia para uma informação precisa e o tumulto era generalizado.

Sem deixar de lembrar que os ônibus colocados a nossa disposição para circular nas pistas laterais do aeroporto, ficaram mais lotados que os da linha do Benedito Bentes, em horários de maior concentração e passageiros. Homens, mulheres, idosos, crianças, pessoas deficientes e malas, todos num só ambiente apertado. Deveria existir uma determinação para que esses ônibus só pudessem transportar pessoas sentadas. Mais parecia uma lata de sardinha, e todos se empurrando e se agarrando para não cair.

A essa altura, o nosso embarque era as 22h20 e já estávamos perto de 23h, horário local. Nossa chegada a Maceió estava prevista para meia-noite e 20 minutos, mas só chegamos a 1h20. Pergunto: Como vai ser o tratamento e os serviços nesses aeroportos durante a Copa do Mundo? Se depender das estradas e dos nossos aeroportos, vamos passar a maior vergonha, porque a cinco meses da abertura da competição, não temos nada pronto.

Isso sem falar na ausência, até agora, dos transportes de massa das cidades da copa, (como Metro); dos hospitais de emergências e postos de saúde que não foram construídos; da falta de segurança; e dos projetos que possam diminuir os enormes engarrafamentos e transtornos que o trânsito deverá provocar na vida do cidadão brasileiro e visitante. É ou não é uma vergonha?    

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