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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 755 / 2014

21/01/2014 - 08:21:00

Jorge Oliveira

Bolsa Crack em São Paulo

Rio - A preguiça mental dos petistas para pensar, planejar e executar projetos está levando o Brasil a bancarrota. Como num país capitalista que tudo é feito com e para o dinheiro, o governo do PT consegue a façanha de ser ainda mais selvagem quando se trata de resolver os problemas sociais a curto prazo usando o dinheiro do contribuinte.

É o caso, por exemplo de São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad acaba de criar o “Bolsa Crack”, que vai destinar 15 reais a 400 craqueiros da cracolândia, no Centro da capital,  para higienizar o local onde eles mesmos moram em 160 barracas que servem de abrigo e incomodam, segundo a prefeitura, os olhos dos turistas e moradores da cidade.

O Brasil hoje tem bolsa pra tudo. Basta o governo identificar um problema social que  logo saqueia o bolso do contribuinte para resolver a situação sem ao menos discutir o problema. Esse é retrato, sem retoque, de um governo incompetente que não encontra saída inteligente para os grandes males que afligem o país.

É mais fácil sacar dinheiro do tesouro para amenizar situações com soluções improvisadas e imediatistas do que pensar, planejar e executar um projeto a médio ou a longo prazo.A epidemia do crack no Brasil não se resolve com R$ 15 reais. O problema é mais sério. A situação hoje é de calamidade e de saúde pública.

Oscraqueiros nada mais são do que vítimas impotentes de um governo estabanado que abandonou os investimentos sociais para projetar um “Avante Brasil”, ou o “Brasil do Milagre Econômico” , slogans apregoados pela ditadura para esconder o Brasil real, a exemplo do que faz o PT quando manipula os índices econômicos e aumenta impostos à revelia numa atitude autoritária só dispensada aos déspotas.

 Você lembra dos primeiros comerciais da Dilma, candidata a presidente em 2010? Então, vou refrescar a sua memória. Em maio de 2010, a Dilma se apresentou na televisão em vários spots do PT com o slogan: “Brasil contra Crack” em que convocava a sociedade para uma brigada contra a droga que afetava a família brasileira.

Ao ser cutucada pelo candidato tucano José Serra que a chamou de demagoga por tratar com tanta leviandade o problema do droga, quando se sabia que o PT era parcimonioso com  Evo Morales, presidente boliviano que incentiva o plantio da cocaína, base do crack, em seu território, Dilma saiu-se com essa: “Não podemos desprezar nossos vizinhos e olhar com soberba para países diferentes de nós. Essa é a política imperialista que leva à guerra, leva ao conflito, leva ao desprezo”.

Quase quatro anos depois, os fatos mostram que o governo brasileiro fechou os olhos para o seu “irmão” traficante a escancarou o mercado da droga vindo da Bolívia.O governo de Hadad, que vai de mal a pior em São Paulo, é o reflexo do que o marketing político pode produzir.

Ele é, na verdade, o espelho da Dilma no Brasil: inexperiente e descoordenado do mundo real, mas ambos empurrados de goela adentro do eleitor como bons administradores. Haddad remunera em R$ 15 reais os craqueiros para que eles ajudem nos serviços de rua. Oferece também alimentação e casas de triagem como se o problema se resolvesse com esses artifícios imediatistas.

 A política petista para esse problema foi abandonada pela própria Dilma quando não liberou recursos para combater a epidemia que já afeta mais de um milhão e meio de pessoas no Brasil, ao contrário da propaganda que produziu na campanha eleitoral.

O programa “Crack, é possível vencer” teve um desembolso de apenas 166 milhões de reais do total de 558 milhões, ou seja: 30% do que foi projetado para gastar. Isso mostra que a Dilma esqueceu os compromissos de campanha, o que compromete suas promessas futuras nas eleições deste ano.

Escrito

O Tribunal Superior Eleitoral, portanto, faz vista grossa as promessas de campanhas. Uma lei do próprio TSE exige o cumprimento das propostas dos candidatos vitoriosos. Ao contrário da regra dos contraventores cariocas, nas campanhas eleitorais “não vale o que está escrito”. ClandestinidadeO Brasil está derretendo. Existe uma sensação de vazio no poder e a presidente Dilma parece que administra o país clandestinamente. A inflação está sem controle (a oficial é manipulada por Guido Mantega), a indústria parou de crescer, quase 13 bilhões de dólares deixaram o país em 2013 - o pior resultado desde 2002.  Os recursos para combater o crime estão minguando, presos se estraçalham nos presídios do Maranhão e uma criança morre queimada dentro de um ônibus vandalizado por ordem dos bandidos. E para tumultuar mais ainda o governo vazio da Dilma, os fundamentalistas do PT, sob o comando de Rui Falcão, humilham o candidato Eduardo Campos no site oficial do partido, chamando-o de “tolo e “playboy mimado”, um desrespeito ao ex-aliado.


Omissão

O desastre do último ano da Dilma é consequência de uma economia confusa, improvisada e atrapalhada do seu governo. A opinião de que Guido Mantega é limitado, obscuro e atabalhoado é unânime entre os importantes economistas brasileiros. Mesmo assim, a presidente tem medo de magoar o ex-presidente Lula, demitindo-o para reorganizar a base econômica que sofre com as decisões improvisadas, tiradas da cachola do ministro. A continuar essa inércia, não precisa ser nenhum expert em economia para prevê que o país desce ladeira abaixo depois de relativa estabilidade nos primeiros anos de Lula que pegou um país arrumado, depois do controle da inflação.

Manipulação

A inflação que está nas ruas, nos supermercados, nos restaurantes, nas passagens aéreas e rodoviárias, nas feiras livres, nos açougues e até nos setores culturais e de entretenimento  chega (um ingresso de cinema no Rio  chega a custar R$ 56,00) não é a mesma medida pelo governo da Dilma, que deveria ir aos supermercados para comprovar que Guido Mantega manipula os números. Dilma não tem parâmetros para medir os índices mentirosos da economiaporque não gasta do seu dinheiro para fazer compras já que é mantida pelos contribuintes.


Relatório

Na política, o PT baixa o nível da competição para impedir que seus concorrentes enfrentem a Dilma em igualdade de condição. Aécio Neves, por exemplo, entregou a família Marinho um relatório em que aponta o privilégio da Dilma no espaço diário do noticiário da TV Globo. Eduardo Campos sofre do mesmo problema. Enquanto a presidente é notícia até em festa de batizado, com destaque nas redes da Globo, os outros dois concorrentes amargam um profundo silêncio até mesmo nas suas atividades políticas.


Enrolação

Dilma anunciou agora que vai intensificar inaugurações do governo em todo o país. Como não tem obras relevantes no seu mandato vai inaugurar centenas de creches que não foram feitas nos primeiros anos do seu governo. Com isso pretende ocupar os espaços na mídia, inferiorizando os outros candidatos. É por ela ser presidente que os meios de comunicação, que embolsam milhões de reais em publicidade oficial, justificam a cobertura jornalística. Uma covardia com os outros candidatos.


Apagão

A presidente usa um aparato de milhões de reais para cortar os céus do Brasil em campanha. Avião, equipe precursora, assessores federais e estaduais, transporte terrestres, hospedagem e alimentação, tudo gasto para inaugurar obra de vereador  no interior em plena campanha ano eleitoral. Enquanto isso, o governo entra em parafuso às vésperas da Copa do Mundo, cujas obras ainda estão se arrastando a tal ponto de receber críticas da FIFA, uma das organizações mais corruptas do mundo. Na ausência de comando do país, até o Joseph Blatter já puxou a orelha da presidente ao criticar a demora na conclusão das obras da Copa do Mundo, interferência indevida de um estranho na política interna brasileira. Nessa altura do campeonato, quem sair por último apague a luz. Se até lá, claro, a luz não for cortada.

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