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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 754 / 2014

14/01/2014 - 15:59:00

Socialismo

JORGE MORAIS jornalista

De um amigo, recebi esse email relacionado a uma aula de Economia, do curso de Administração, do professor Adrian Rogers, em 1931, de uma Universidade do Texas, que nunca havia reprovado um só aluno antes, mas, uma vez, tinha reprovado uma classe inteira. Essa classe, em particular, tinha insistido que o socialismo realmente funcionava, e que ninguém seria pobre e ninguém seria rico, e que tudo seria igualitário e justo.

Diante dos muitos argumentos, o professor então disse: “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e, portanto, seriam justas. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado.

Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um “A”...Depois que a média das primeiras provas foi tirada, todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas.Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou. Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”.  

As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe.A busca por “justiça” dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.

No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Com isso, todos os alunos repetiram o ano, para total surpresa. O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado, porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.Preguiça e mágoas foram os resultados. Sempre haveria fracasso na situação, a partir da qual o experimento tinha começado.

“Quando a recompensa é grande”, ele disse, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas, quando se tira dos outros para dar a quem não faz o menor esforço para que isso seja justo, passa a não ser justo para quem se esforçou”, concluiu o professor.

Trazendo essa situação de 1931 para os dias de hoje, podemos dizer também que, pelo raciocínio do professor, “quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso também pode ser inevitável.

Não entendemos ser possível levar o pobre à prosperidade, através de legislações que punem os ricos por esta mesma prosperidade”.“Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.

Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação”.Conclusão: É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.

Esse é o caso dos muitos programas assistencialistas do governo, que ao invés de dar o peixe, deveria ensinar a pescar. Depois dessas “bolsas favores”, do PSDB antes e do PT agora, ninguém mais quer trabalhar, preferindo ficar em casa só esperando o dia dos benefícios dados pelo cartão desemprego. Fazer o quê?

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