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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 753 / 2014

12/01/2014 - 18:30:00

Esquerdas querem se unir para disputar eleição contra Collor, Renan e Vilela

PCB, PSTU e PSOL conversam para formar coalizão lançando nomes ao Governo e Senado

Odilon Rios Repórter

Os partidos de esquerda (PCB, PSOL e PSTU) decidem até o Carnaval se todos saem em chapa única para enfrentar os grupos encabeçados pelos senadores Renan Calheiros (PMDB), Fernando Collor (PTB), o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT).

Os caciques estão em grupos opostos, mas, para as três legendas, os quatro se revezam há 30 anos no poder- sem melhorar, de forma expressiva, os índices sociais.Segundo o IBGE, Alagoas é a terceira terra mais pobre do País e em dez anos- pelos dados do Ministério da Justiça- viu saltar à posição de primeiro lugar nacional em homicídios.

Maceió é a sexta cidade mais violenta do mundo.Para tentar enfrentar os grupos- com amplo acesso à candidatura da presidente Dilma Rousseff- a coalizão da esquerda quer apostar em nomes conhecidos e outros nem tanto, do grande eleitorado. E buscar atrair os “votos de opinião”. A vereadora Heloisa Helena (PSOL) receberia o apoio dos três partidos no projeto ao Senado. O PCB teria o historiador Golbery Lessa na disputa ao Governo.

E Wibbson Ribeiro Lopes, via PSTU, para a Câmara Federal. Ele teve 681 votos nas eleições à Câmara de Vereadores da capital ano passado. Semana passada ele coordenou uma passeata, com 50 pessoas, pedindo o impeachment de Vilela.“Em Alagoas, devido à particular radicalidade da captura do estado pelo grande capital canavieiro, via oligarquias, o período clássico de ampliação das políticas públicas no Brasil e no mundo, compreendido entre as décadas de 1950 e 1960, expressou-se de modo muito mitigado, tendo sido gestados em seu interior serviços públicos residuais, fragmentados e radicalmente patrimonialistas.

Em consequência, a onda neoliberal planetária se expressa em Alagoas, um dos territórios economicamente mais atrasados do periférico capitalismo brasileiro, de modo mais intenso do que em quase todos os outros estados do país e sintetiza-se com as singularidades locais coerentes com os princípios neoliberais para produzir uma tragédia social de dimensões gigantescas”, diz um trecho de uma carta aberta, do PCB, que circula nas redes sociais.

“Os governos constituídos pelas oligarquias alagoanas, financiados pelos seis grandes grupos usineiros atuantes no estado, ou seja, pelo grande capital, não se diferem, em essência, dos governos neoliberais em qualquer parte do mundo contemporâneo, já que esses núcleos de poder estão pondo em prática um projeto análogo ao histórico projeto das oligarquias locais de funcionalizar o Estado exclusivamente para os interesses do capital”, completa a carta.PCB, PSTU e PSOL tem discursos ideológicos diferentes, mas, nas conversas, a tentativa é levar em conta os índices sociais de Alagoas- incluindo os números da segurança pública, o plano Brasil Mais Seguro e a crise na Assembleia Legislativa- como eixos para atrair votos dos “insatisfeitos”, como é discutido internamente.

“Uma Frente de Esquerda poderia fazer o contrário: ocupar a pequena fração do poder nacional representado pela máquina pública alagoana para desmontá-la enquanto instrumento de opressão contra as classes oprimidas, ou seja, efetivar um governo absolutamente hostil ao capital e diretamente baseado em conselhos populares nos quais estivesse representada sua base social revolucionária: os camponeses e os outros oprimidos da terra (como assentados, acampados quilombolas e indígenas), os assalariados do campo, os operários das usinas, os trabalhadores da construção civil, os químicos, os petroleiros, os comerciários, os funcionários públicos, bem como todas as outras categorias de assalariados urbanos, os pobres colocados à margem da economia e os setores progressistas da classe média”, diz outro trecho da carta do PCB.

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