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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 753 / 2014

12/01/2014 - 18:15:00

Dois anos depois acusados ainda não foram a julgamentos

Temendo impunidade, familiares de modelo assassinado Eric Ferraz , realizaram ato por justiça

Carlos Victor Costa [email protected]

A dor de um pai em perder um filho é irreparável. Edglemes Santos vive essa situação há dois anos, pelo fato de ter perdido seu filho, o modelo Eric Ferraz, brutalmente assassinado no dia 01 de janeiro de 2012, em pleno réveillon na cidade de Viçosa por conta de uma discussão.

Diante disso o pai e outros familiares realizaram um ato na orla lagunar de Marechal Deodoro durante todo o dia da segunda-feira (30). Os acusados pelo crime são os irmãos Judarley Leite de Oliveira e Jaysley Leite de Oliveira , que era policial civil. O Jornal Extra conversou com Edglemes  que explicou o objetivo da manifestação na orla de Marechal Deodoro, cidade onde Eric morava com a família. “Não quero que o assassinato de meu filho fique impune, realizamos esse ato com o propósito de chamar a atenção da justiça.

Temos muito receio de que ocorra impunidade, como já houve em outros  casos”. Edglemes explicou também que outra reivindicação cobrada no ato foi o desaforamento do caso. “Queremos que o julgamento seja em Maceió, pelo fato da família dos acusados ter grande influência em Viçosa. Eles também tem histórico de violência, o que pode amedrontar os jurados, pois se não vão acabar dizendo que meu filho se matou”. 


O CRIME

Éric Ferraz foi assassinado em 1º de janeiro de 2012, durante uma festa de réveillon ocorrida na cidade de Viçosa, zona da mata de Alagoas. O modelo teria se envolvido numa discussão e acabou sendo atingido nas costas por disparos de arma, efetuados por Judarley. Um irmão do acusado, o policial civil Jaysley Leite de Oliveira também está preso por envolvimento no crime.O juiz titular da comarca de Viçosa, Luciano Andrade de Souza, manteve a prisão de Jaysley de Oliveira e decidiu pronunciar o réu, que será submetido a júri popular pelo assassinato. Segundo o juiz, a prisão do acusado será mantida, por entender que ainda persistem motivos ensejadores para medida.

Na denúncia do Ministério Público, recebida em 31 de janeiro de 2012, Jaysley Leite, efetuou disparos, em local público, contra Eric Alexandre dos Santos. Outra vítima, Érica Ferreira da Silva, teria sofrido um tiro por erro na execução.

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