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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 753 / 2014

08/01/2014 - 10:12:00

Normal uma ova...

JORGE MORAIS jornalista

Semana passada, ao sair do Maceió Shopping, fui surpreendido por uma tentativa de “arrastão” que ameaçava acontecer naquele centro comercial. Um monte de vagabundos desceu a ladeira de pedra existente entre a Sococo e o prédio comercial da Norcon, em Mangabeiras, e invadiu o estacionamento daquele estabelecimento.

Só não chegaram aos corredores, porque a ação dos seguranças e de alguns policiais civis foi rápida e determinada.Em alguns momentos, os seguranças conseguiam afastar os invasores e, em outros momentos, esses colaboradores do shopping eram encurralados e tentavam a todo custo fechar os portões externos. A sensação foi a pior possível. Mas, o pessoal do bem conseguiu vencer essa batalha e os arruaceiros conseguiram fugir e ninguém foi preso no local.Na mesma hora, minha reação foi ligar para a Rádio Jovem Pan, e naquele instante, concedia uma entrevista o vice-governador José Thomaz Nonô.

Ao ser chamado pelo apresentador Ildo Rafael, fiz o relato frio e verdadeiro do que estava ocorrendo. Para minha surpresa, fui interrompido pelo vice-governador que disse “se tratar aquela ação uma coisa normal, que vai acontecer sempre e ninguém vai poder evitar um fato como aquele”.Acrescentou, também, que “alguns relatos feitos pela impressa são sensacionalistas e que nem sempre os casos eram como estavam sendo ditos, mas que a partir do relato, poderia até vir a acontecer alguma coisa”.

Disse, ainda, que se encontrava naquele instante no terraço do Sam’s Clube e que “não estava vendo nada daquilo que estava sendo relatado”.Claro que o vice-governador foi muito infeliz nas suas palavras em relação aos fatos narrados. Primeiro, porque ele estava num local bem diferente da área de combate entre os seguranças do shopping e os delinquentes. Segundo, eu estava a 20 metros do local, acuado dentro do carro no estacionamento, e não exagerei em nada quanto ao meu relato.

Acho que o José Thomaz Nonô, pessoa que tenho muito respeito, poderia muito bem ter contribuído com aquele momento, mostrando-se preocupado, aceitando a informação sem desdenhar, e poderia ter colaborado ao solicitar a sua assessoria um contato com as autoridades policiais para ajudar a tranquilizar a população que corria de um lado para outro entre os carros parados.É verdadeira, também, a informação de que alguns rapazes estavam marcando o encontro.

Os seguranças foram mais rápidos e conseguiram abafar o movimento ainda na área de estacionamento, contando com a ajuda de pessoas comuns, inclusive armadas de revólveres que passavam pelo local. Achei fora de propósito a fala do vice-governador, até porque o que acontece em São Paulo e outras cidades brasileiras, não pode servir de exemplo para ninguém.Com certeza, se não fizesse parte do governo ou fosse oposição a quem estivesse no Palácio dos Martírios, e tivesse passando pelo que passei, o vice-governador, pelo que conheço, diria: “Normal uma ova”...

Não foi o que a gente ouviu naquele momento por parte de uma autoridade. Lamento, profundamente.Logo após o registro da tentativa de “arrastão”, algumas viaturas da polícia militar chegaram ao local, mas tudo já estava controlado.Helicópteros sobrevoaram a parte baixa da cidade, principalmente na área do shopping, para tentar localizar os meliantes que estão acostumados a amedrontar e aprontar naquela região, inclusive nas ruas paralelas.

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