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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 753 / 2014

08/01/2014 - 09:14:00

Jorge Oliveira

O rei está nu

Rio - Década Perdida, de Marco Antonio Villa, é um livro recomendado a todos os brasileiros. Escrito com linguagem simples e objetiva, farto em pesquisa, ele esmiúça com precisão o governo petista dos últimos dez anos. O enfoque, portanto, é o governo do ex-presidente Lula, acusado de mentiroso e farsante; frívolo de pensamento e de ideias.

Mostra com clareza cristalina como o Brasil foi iludido e como os cofres foram saqueados por um bando de energúmenos que se apoderaram do poder sem qualificação e capacidade para administrar o país.No final das suas 275 páginas fica a sensação de que mais gente – empresários, políticos e sindicalistas corruptos – deveriam estar na cadeia fazendo companhia  a Zé Dirceu, Zé Genoíno e Delúbio Soares.

O livro analisa ano a ano o governo petista até 2012. Ao juntar as peças deterioradas do governo petista, Década Perdida abre para os incautos as artimanhas do governo Lula que se projetou ao mundo com um discurso vazio, cabotino e demagogo, envolvido em inúmeras CPIs que terminaram em pizza por causa de um parlamento subserviente, bajulador e servil.O livro de Marco Villa deveria ser lido principalmente pelos eleitores petistas, não pelos  militantes fundamentalistas como Rui Falcão, mas por aqueles que ainda votam no PT influenciados pelo marketing.

Verá como o Brasil caminhou para trás nos últimos dez anos, como as centrais sindicais foram compradas pelo governo (R$ 72 milhões entre os anos entre 2003 e 2006) em troca do silêncio, como José Dirceu apresentou Marcos Valério ao Lula, como o homem que “está ajudando o PT a pagar suas dívidas”, como o Frei Beto, no auge do êxtase da vitória do companheiro Lula, fez uma louvação a dona Lindu, mãe do Lula, para abençoá-la por ter esta senhora nordestina gerado o grande estadista Luis Inácio Lula da Silva.

Vale aqui registrar um trecho do servilismo católico ao seu mais fiel seguidor: “Obrigado, dona Lindu, por ter dado ao Brasil um presidente de lide-rança, transparência ética e profundo amor ao povo (...)

O Brasil merece um futuro melhor. O Brasil merece este fruto do seu ventre: Luiz Inácio Lula da Silva”. O livro não traz grandes revelações sobre o que o Brasil já conhece do petismo mas consegue magistralmente juntar nas suas dezenas de páginas o quebra-cabeça para dar sentido a bandalheira do partido na década, o envolvimento com os políticos de direita, com a elite financeira e com os empresários corruptos.

Mostra a compra dos deputados com a anuência de José Dirceu para fortalecer a base do governo. E revela, sobretudo, os maus hábitos de um ex-presidente que a todo discurso se dizia retirante e fazia apologia do analfabetismo para se nivelar aos miseráveis e conquistar a simpatia deles.É assustador, por exemplo, como Lula tratava seus auxiliares.

Segundo narra o escritor Marcos Villa, historiador e sociólogo, Marcos Aurélio, assessor para assuntos aleatórios, era saudado todos os dias pela manhã com a frase: “Marco Aurélio, eu já mandei você tomar no cu hoje?”. (extraído do livro “Viagem com o presidente”). O professor ria insosso para o patrão e se portava como um verme esmagado pela bota do seu capataz.O livro revela ainda as gafes internacionais de Lula, o envolvimento do Lulinha, seu filho, com as telefônicas de celulares, o dinheiro na cueca do irmão do Genoíno e os milhões dos aloprados para comprar um dossiê falso contra José Serra.

Critica a oposição pela inércia em mostrar ao país as mazelas do PT, porque adotara a estratégia errada de ir sangrando o Lula aos poucos, mas não contava, porém, com a  recuperação da sua imagem.

Máscara

Década Perdida não deixa apenas o rei nu,  tira-lhe também a barba. Deixa entender que por trás daquele homem barbudo existia uma caricatura, uma máscara que escondia uma pessoa amargurada, frustrada e rancorosa. Que transformou a presidência da república num covil de apaniguados e corruptos com o discurso leviano de que a “elite”era golpista e contra os maltrapilhos que ele defendia ardorosamente.Agora, o brasileiro torce para que Lula não deixe crescer novamente a barba, como ele ameaça. A máscara não pode voltar para o bem do Brasil!


País bagunçado

As companhias aéreas brasileiras tratam os passageiros com desdém  e desatenção, os aeroportos vivem às moscas e os horários não são cumpridos . A ANAC – que em tese deveria fiscalizar o serviço – é uma agência desleixada a soldo  das empresa.  É assim o serviço aéreo no Brasil: desorganizado e ineficiente. As passagens, as mais caras do mundo, não condizem com o serviço de bordo com sanduiches gelados, amendoins, bolachas, água e suco em caixa. Na Gol, a viagem é a seco. Até a água é vendida.


Mau humor

É assim, com essa indiferença e incompetência, que as companhias aéreas brasileiras tratam os seus passageiros, sujeitos também ao mau humor dos empregados do check-in e dos comissários e comissárias de bordo que, pela truculência, parecem mais policiais a serviço das empresas. A cordialidade deu lugar a brutalidade, e o cavalheirismo, até então existente no atendimento à bordo, é coisa do passado quando viajar de avião era sinônimo de cortesia e amabilidade entre passageiro e tripulação.


Os jatos

É claro que o governo desconhece essas mazelas da aviação no Brasil. E vai preferir ignorar enquanto os confortáveis jatos da FAB cortarem os céus do Brasil carregando seus ministros e assessores de casa para o trabalho e do trabalho para casa, gastando milhões e milhões de reais em combustíveis, ocupando homens/hora para esse serviço desnecessário e oneroso para o país.DebocheNos aeroportos, os mortais vivem uma via crucis: filas intermináveis,  desvio de bagagens, atrasos e cancelamentos de voos e tumultos generalizados. Gritam e esperneiam por providências que nunca chegam. Os funcionários da Infraero e da ANAC, órgãos que deveriam cuidar dessa lamentável situação, vivem escondidos dentro das salas nos aeroportos. Quando acionados desprezam as queixas e na maioria das vezes não encontram soluções para as reclamações.


Burocracia

A desculpa para não resolver os problemas é sempre a mesma: a demanda cresceu e os aeroportos não suportam o movimento. O engraçado de tudo isso é que a Dilma usa o Twitter para reconhecer todos esses problemas, inclusive o da burocracia doentia nas repartições públicas, como fosse mera espectadora e não a chefe do executivo eleita para solucionar os problemas que afligem os brasileiros.


Asneira

Veja o que ela disse esta semana nas redes sociais: “As vozes dos que foram às ruas  querem melhores serviços públicos, mais médicos, mais educação, mais transporte de qualidade, mais segurança”. E o que a presidente está fazendo para atender a essas vozes? Nada, absolutamente nada. O ano de 2013 foi um dos piores da última década. O Brasil retrocedeu em todos os seus índices econômicos e a bagunça é generalizada. Dilma, porém, continua insistindo que o ano de 2013 foi de “trabalho árduo e de muita conquista” como se todos fossem uns abestados, ignorantes e desinformados com o seu país.


Desqualificação

O brasileiro nunca esteve tão vulnerável à ineficiência do estado, à burocracia infernal e aos serviços de péssima qualidade. Quanto mais concurso se faz mais gente desqualificada e decoreba entra nas repartições públicas. A estabilidade no emprego transforma o servidor público em pouco tempo num sujeito sem criatividade e distante da realidade do país. A acomodação leva-o ao desleixo e ao desvio de suas funções que é o de servir ao público. É assim que a maioria deles se surpreende  ao abrir  suas  gavetas e perceber que no decorrer do tempo eles próprios viraram arquivos.

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