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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 752 / 2013

01/01/2014 - 18:48:00

Chapão será reeditado em 2014 com Renan ao governo e Collor no Senado

“Confraternização da oposição” contou com a presença de Collor, Renan e Lessa; bloco permanece unido para mais um pleito

João Mousinho [email protected]

Essa semana a “confraternização das oposições”, assim denominada pelos 17 partidos presentes no encontro, deixou evidenciado que o “chapão” formado pelos caciques políticos Renan Calheiros (PMDB), Fernando Collor (PTB) e Ronaldo Lessa (PDT) deve ser reeditado nas eleições de 2014.

O encontro colocou fim às especulações de uma possível aproximação entre o senador Renan e o governador Téo Vilela (PSDB) visando às eleições majoritárias do próximo ano. Quem também esteve no almoço em um restaurante na orla de Maceió foi o ex-prefeito da capital, Cícero Almeida (PRTB), que em 2010 apoiou a reeleição de Téo Vilela. Almeida fez questão de afirmar que vai marchar com o bloco oposicionista no próximo pleito, independente da disputa em questão. Quem usou a ocasião para atacar o governador do Estado foi Ronaldo Lessa, anfitrião da confraternização.

“Alagoas não se desenvolveu nesses quase oito anos. A violência assusta toda população do Estado”.Lessa continuou dizendo que a presença de mais de 400 políticos, entre vereadores, deputados estaduais, federais e senadores não era para discutir cargos para o próximo ano ou especular possíveis candidaturas, mas para fortalecer e unir um grupo para 2014. “Estamos unidos em torno do mesmo ideal”, garantiu o ex-governador. 

Outro que falou em tom de unidade das oposições foi o deputado federal Paulo Fernando, o Paulão (PT): “Esse encontro marca a união do palanque da presidente Dilma (PT) em Alagoas.

O projeto nacional está bem alicerçado no Estado e agora vamos cuidar de fortalecer a oposição”. O senador Fernando Collor deu o tom de campanha durante a confraternização: “Os índices sociais e econômicos de Alagoas são os piores do Brasil. A violência se tornou um caos; a educação e a saúde não funcionam”. 

Quem chegou por último no encontro foi o senador Renan Calheiros, o predileto do “chapão” para compor a disputa ao governo do Estado.  Calheiros deixou claro que o PMDB terá candidato ao Palácio República dos Palmares, mas manteve o clima de mistério entre seu nome e o de Renan Filho (PMDB); o que só deve ser revelado em abril. 

PP de fora

O Partido Progressista (PP) que é da base do governo da presidente Dilma não participou da “Confraternização da oposição”, o que já era de se esperar, pois o senador Benedito de Lira, principal nome da sigla em Alagoas, declarou inúmeras vezes que está disposto a concorrer a vaga de governador em 2014.

Lira prepara nos bastidores um palanque formando com apoio do PSDB, partido do prefeito de Maceió, Rui Palmeira, que pode ser o fiel da balança nas urnas. Prefeitos e vereadores do PP e PSDB não foram vistos no encontro, demonstrando que há uma polarização entre dois grupos para as disputas em Alagoas. 

Collor quer ficar  no senado   

Quem promoveu um café da manhã para realizar um balanço sobre a sua atuação em 2013 no Congresso Nacional e reafirmar suas aspirações em 2014 foi o senador Fernando Collor. “Gostaria de deixar bem claro para vocês (imprensa) que sou candidato a reeleição ao Senado. Acredito que assim posso ser mais útil para Alagoas”. 

Collor deixou evidente com a sua declaração que apoia e deixe o caminho livre para o senadorm Renan Calherios tentar a sorte no páreo ao governo. Fernando Collor foi questionado sobre sua preferência entre Renan (pai) e Renan (filho) para disputar a vaga de governador pelo “chapão”: “Acho que é a hora do Renan (pai) ser o governador de Alagoas e dar a sua contribuição”, disse Collor de Mello. 

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