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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 752 / 2013

01/01/2014 - 18:45:00

Falta de repasse do duodécimo da Assembleia teria motivação política

Mesa Diretora é formada por componentes do PT e PMDB

João Mousinho [email protected]

Os servidores da Assembleia Legislativa do Estado ficaram sem receber o salário de dezembro, décimo terceiro vencimento e férias até o Natal. A pendência se deu devido à falta do repasse suplementar de duodécimo por parte do governo do Estado; que todos os anos era realizado sem maiores problemas. 

Desde a mudança da Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos – devido o afastamento por acusações de corrupção – que o relacionamento entre o poder Executivo e o Legislativo não é mais o mesmo, já que o tucano Fernando Toledo deixou de comandar a Casa. Hoje, as siglas oposicionistas ao governo Vilela dão as ordens na ALE: Flávia Cavalcante (PMDB), presidente interina, Luiz Dantas (PMDB), 1º secretário, Marquinhos Madeiro (PT), 2º secretário e Ronaldo Medeiros (PT), 3º secretário.  A presidente Flávia Cavalcante falou com a reportagem do jornal Extra sobre a problemática no não repasse do duodécimo suplementar.

“Essa situação da necessidade do crédito suplementar ocorreu outras vezes no próprio governo Vilela, mas só agora não foi realizado”. A presidente interina da Casa disse que espera que o problema seja sanado o quanto antes. “Há muitas pessoas que necessitam desse dinheiro para sobreviver em seu dia-a-dia. Eu tenho que acreditar que até o final do ano o duodécimo será repassado e os servidores receberão seus vencimentos”, salientou Flávia. Atualmente, cerca de R$ 20 milhões sanariam os débitos do Poder.

 “A outra Mesa irá assumir em janeiro e eu não sei se o governo que repassar essa montante só no próximo ano, mas temos que analisar a legalidade dessa transação; caso ocorra”, destacou a presidente interina. Por fim, a peemedebista disse que não levará questões partidárias para lutar pelo benefício dos servidores da Assembleia Legislativa. 


Jogo de empurra

Como o poder executivo dificilmente fará o pagamento desse duodécimo suplementar os deputado – em destaque os da oposição – não vão aparecer na Casa de Tavares Bastos para votar orçamento dos poderes para 2014. Outra pendenga que o executivo tenta resolver, mas obrigatoriamente deve passar pela Casa Legislativa, é o acordo feito entre PMs e o governador Teotonio Vilela referente ao realinhamento salarial da categoria.


Sindicato 

Na edição do jornal Extra, 751, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo (STPLAL), Luciano Viera, disse que a última reunião com os Executivo foi vazia e nenhuma explicação plausível foi dada sobre o congelamento dos pagamentos. “Vamos travar a votação da LOA (Lei Orçamentária Anual) e outros projetos de importância para o Governo do Estado que aguarda votação na Casa, entre eles o do Plano Plurianual (PPA) e a alteração em uma lei para que o Estado receba os recursos de um empréstimo contraído junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento”, garantiu o sindicalista. 

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