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Edição nº 752 / 2013

01/01/2014 - 18:34:00

Omar Coelho confirma candidatura e critica classe política de Alagoas

Ex-presidente da OAB/AL será candidato a deputado estadual pelo Democratas de Nonô

Carlos Victor Costa [email protected]

Ano de eleições chegando e novos nomes para o cenário político alagoano vão surgindo. Um deles é o do advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, Omar Coelho que após um longo período de trabalho à frente da OAB decidiu enfrentar uma  nova batalha para disputar um mandato de deputado estadual num momento de crise e acusações de fraudes envolvendo a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado.

 Omar Coelho explicou ao jornal Extra porque somente agora decidiu entrar na pólítica: “Agora que me senti preparado para enfrentar um novo desafio. Faço política de classe desde 1992 e, em 1994, já havia recebido meu primeiro convite para ingressar na política, para ser candidato ao cargo de vice-prefeito na chapa da querida Heloisa Helena.

E de lá para cá sempre alguém postava na mídia que eu seria candidato para algum cargo. Entretanto, tinha compromissos com meus colegas de classe e durante esse tempo fui três vezes presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Alagoas e da Associação Nacional dos Procuradores de Estado, uma vez Procurador Geral do Estado, também fui Presidente do Colégio Nacional de Procuradores Gerais dos Estados e do Distrito Federal.

Fui Coordenador Geral da União Nacional da Advocacia Pública e por duas vezes presidi a OAB/AL e coordenei o Colégio de Presidentes das OABs. Portanto, tinha compromissos coorporativos que não poderiam ser desfeitos em face de interesses pessoais. Considero que primeiro devemos fazer a nossa vida, para depois poder doar nossos serviços à comunidade. Não sei, nem concebo como é possível fazer sua vida na política. A polítiva é feita para servir e não dela se servir”.  

O ex-presidente da OAB/AL falou também de seu objetivo caso seja eleito a deputado estadual. Ele também ressaltou o que fará de diferente na Casa de Tavares Bastos. “Meu objetivo será único e exclusivamente de servir ao meu estado. Acho inconcebível Alagoas viver em estado de miséria, apesar de ter avançado em algumas áreas nos últimos sete anos. Quanto ao que pretendo fazer de diferente, se é tendo como paradigma das últimas legislaturas posso responder que farei tudo diferente”. 


ESCOLHA  PELO DEM

Questionado pelo fato de ter escolhido o partido Democratas do vice-governador do Estado, Thomaz Nonô, Omar respondeu que o que pesou pela sua escolha foi os laços de amizade que tinha desde que Democratas era PFL. “Em 2004, sabendo que meu pai era o presidente da OAB/AL e que seria praticamente impossível sucedê-lo, e saindo de algumas ações vitoriosas no Congresso Nacional em defesa dos Procuradores de Estado, principalmente, na PEC da Previdência, os colegas de todo Brasil me impulsionaram a me filiar e ser um representante da Advocacia Pública e Privada no Congresso Nacional.

Naquela época, lembro-me muito bem, conversei com todos os partidos e optei por ficar no Partido da Frente Liberal, hoje Democratas, principalmente, pelos laços de amizade e respeito político que tenho com José Thomaz Nonô. Eu não sou daqueles que têm memória curta, lembro-me que foi o PFL o grande responsável pelo movimento que fez Tancredo Neves presidente da República, por fim aos governos militares e Nonô um exemplo de político respeitado. Agora, quando decidi concorrer, voltei a ser procurado por partidos e lideranças, que muito me honrou, mas resolvi permanecer e combater o bom combate”, disse. 


ESCÂNDALOS NA ALEI

ndagado sobre as denúncias e fraudes que envolvem a mesa diretora afastada da Assembleia Legistativa, Omar respondeu: “A desmoralização é da classe política como um todo. Recebo muitas indagações como vou me misturar ou sujar meu nome. Não pretendo fazer nem uma coisa nem outra. Sou um homem de sorte, por onde passei deixei a marca de honradez e de empreendedor, além de nunca ter cedido aos encantos da corrupção. Joga-se conforme as regras do jogo, mas há limites éticos a serem respeitados e não seria agora, com 53 anos de vida, com um nome de família a zelar, que jogaria tudo no lixo. Sou filho de famílias que têm tradição como Melo de Capela, dos Coelho, Bernardes, Alencar, Barreto, Loureiros, Malta, Jucá, que compõem a minha linha genealógica.

Quanto ao que posso falar sobre os escândalos, sugiro que esperem, pois, caso eleito, falarei já no primeiro dia, se a coisas não andarem como deve ser. Na Administração Pública, devemos  começar respeitando inicialmente os princípios constitucionais da transparência, eficiência, legalidade, impessoalidade e o da moralidade. Estes irão pautar minhas ações com um único objetivo,  o bem comum de todos”O Jornal Extra também o questionou sobre o que ele estaria achando da nova presidência da OAB/AL e Omar elogiou o trabalho realizado por Thiago Bomfim. “Thiago foi o que de melhor poderia ter acontecido para a OAB/AL, depois de Rachel Cabus. Homem íntegro e preparado que manteve a OAB/AL com prestígio junto ao Conselho Federal.

Para se ter uma ideia, Alagoas detém vários cargos na cúpula da OAB Nacional. Thiago prometeu e está cumprindo o que foi oficializado pelas urnas, uma OAB/AL mais voltada ao advogado, sem descuidar de algumas áreas sociais. Foi isso o que foi prometido durante a campanha e é isso que estão fazendo. No mais, é intriga da oposição”. 

Críticas ao governo

A violência vem dominando de todas as formas o estado de Alagoas, a Polícia Militar está aquartelada,  cobrando melhorias para categoria. À reportagem Omar deu sua opinião, criticando o Governo do Estado. “Alagoas começou a entregar os pontos contra a criminalidade quando a PM foi agraciada com um prêmio nacional de direitos humanos. Foram anos de contemplação com o crime e depois, já com o governo  de Téo Vilela, continuou mudando pouco. Há um mérito extraordinário com Teotônio Vilela: acabaram-se as ingerências políticas, entretanto, falta decisão governamental para que o efetivo atue com força e autoridade. Todos parecem temer, uma vez que não houve do governador o comando de acabar com tudo isso.

Promessas não cumpridas de um mil homens por ano, por exemplo, com uma justificativa pífia de que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede as contratações. Eu disse, recentemente, nas redes sociais que não queria ser governador para deixar que uma lei de responsabilidade fiscal, que foi criada para combater gestores irresponsáveis e corruptos, me impedisse de efetivar princípios constitucionais maiores como segurança, educação e saúde. Chega quase ser irresponsável a resposta de que não faço concurso por que vivemos no limite prudencial. Temos vidas sendo ceifadas, povo analfabeto e doente.

Governar é decidir, correr riscos e acertar mais do que errar, sempre em busca do bem comum e de todos. É assim que penso, gostem ou não, criticou”. Por fim, o advogado disse que almeja ser um representante dos servidores públicos. “Não concebo que o estado possa prestar um serviço de qualidade, com seus servidores à míngua, despreparados, desmotivados e desmoralizados; como pretendo representar aquele cidadão que se diz desacreditado na política, porque é através da política que se faz as mudanças e, por fim, gostaria de poder representar todo aquele cidadão de bem que labora diuturnamente buscando um mundo melhor para todos”.

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