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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 751 / 2013

30/12/2013 - 10:29:00

Empresas contratadas pela Petrobrás dão calote em metalúrgicos e somem de Alagoas

Problemas com processos licitatórios fazem terceirizadas agirem de má fé com trabalhadores

Carlos Victor Costa [email protected]

A Petrobrás tem atrasado pagamentos a fornecedores e provocado dificuldades financeiras na cadeia de prestadores de serviços, após ter adotado uma política de redução de custos em meio a prejuízos na sua divisão de Abastecimento, aumentos de custos e produção estagnada. Em Alagoas não é diferente, empresas contratadas pela estatal estão dando calotes nos trabalhadores e sumindo do Estado. A denúncia foi feita pelo diretor presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Alagoas, Jobson Torres. Para a reportagem, Jobson explicou que nesses casos de calote, a própria Petrobras paga, por ser a corresponsável por contratar essas empresas.

“Os direitos trabalhistas em grande parte são pagos pela Petrobras, já que essas empresas não apresentam patrimônio para penhora judicial. A Petrobras paga como corresponsável por ser a contratante dessas empresas. O problema se iniciou com a SDM, que sumiu e deixou os trabalhadores sem receber.

O sindicato acionou a justiça e a Petrobras acabou pagando a conta”. Outras empresas chegaram a Alagoas, mas acabaram tendo o mesmo problema que a SDM, foram os casos da  Tecmaster e da Montec, que em decorrência de procedimento com os preços  oferecidos pela Petrobras, chegaram a quase decretar falência.

“O caos não termina aqui, a empresa Cemom que também atuou em Alagoas está em recuperação judicial, a Inova também teve sérias dificuldades e a Sertel saiu do Estado e não pagou as recisões”. 

PROBLEMAS EM OUTROS ESTADOS

A Proen Engenharia, que também prestou serviços em Alagoas, através de contrato da Petrobras, foi acionada na justiça pelo Ministério Público do Trabalho, por não pagar os vencimentos aos funcionários, mas o problema não se fixa apenas aqui, em Bahia os trabalhadores ficaram sem receber salários, 13º, rescisões, vale alimentação.

“Maioria dessas empresas que sumiram de Alagoas, estão atuando em outros estados,  e certamente dando o mesmo calote que deu em maioria dos metalúrgicos alagoanos.  

Proen, SDM, Inova, Sertel sumiram sem pagar nada aos funcionários. A TQM veio para substituir a Sertel, mas em pouco tempo sumiu, deixando os trabalhadores na mão. O problema não está só em Alagoas, a Produman e Ecman faliram em Bahia e Sergipe pelo mesmo problema com a Petrobras”, ressaltou Jobson. 

Segundo informações, a Petrobrás tem demorado mais tempo para liberar os aditivos aos contratos. Nas licitações, as empresas ganhavam oferecendo um orçamento abaixo do valor de mercado e depois recorriam aos aditivos, uma prática comum, já que depois esses aditivos eram liberados com mais facilidade.


INADIMPLÊNCIA DA PETROBRAS

Outro fato é o problema com as empresas que não são contratada e que apenas prestam serviços de encomendas, como por exemplo a Jaraguá, que chegou a atrasar salários dos trabalhadores por conta da inadimplência da empresa Petroleira.

A Caldemon é outra que teve problemas de pagamentos, devido a mesma situação da Jaraguá, onde tiveram que demitir uma grande parte de funcionários. “Nossa temeridade é que a Petrobras venha a ficar inadimplente com a Consórcio Tomé Ferrostaal, que possui  o maior número de empregados, e se esse fato chegar a ocorrer, quase dois mil homens poderiam ficar sem emprego”. 

Por fim, o presidente do sindicato dos metalúrgicos pediu que a Petrobras tivesse mais rigor nos processos licitatórios, e que o serviço contratado fosse feito através da liberação que consta na programação do contrato. “Sugiro também que a estatal no momento da licitação analise as empresas e as quais apresentem o menor valor , sejam eliminadas e não aceitas, pois quem sai perdendo nessa história toda é o trabalhador”. 

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