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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 751 / 2013

27/12/2013 - 11:21:00

Eleição e cidadania

Da Redação

Mais do que ideologias ou planos de governo, o que conta na definição dos arranjos políticos são as pesquisas de popularidade e de intenção de voto.  Só elas são capazes de juntar no mesmo palanque candidatos com viés de esquerda, de direita, de centro e de outros matizes políticos sem qualquer identidade ideológica.

A preocupação maior dos candidatos deixa de ser a união por um programa de desenvolvimento econômico para centrar-se na sobrevivência política de grupos. Pouco importa o custo social dessa opção individualista que sacrifica os mais necessitados; os eternos párias de uma sociedade elitista e sem o menor censo de humanidade.No caso de Alagoas, conhecida pela eterna desunião de suas lideranças, esse comportamento individualista é mais acentuado pelo germe do coronelismo herdado dos senhores de engenho, ainda muito presente na vida política local.

A essa herança coronelista soma-se o alto índice de analfabetismo que elimina qualquer resquício de cidadania de um povo.Com essa triste realidade, pouco se pode esperar dos pretensos candidatos nas eleições que se avizinham.  Mesmo que no discurso prometam mundos e fundos, a preocupação de todos é com a própria sobrevivência política. O povo continuará - para sempre - como massa de manobra a serviço de uma elite burra egoísta.

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