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José Mauricio Brêda
Opinião

José Mauricio Brêda

Por José Mauricio Brêda
OPINIÃO

Como tudo começou

15/06/2020 15h03

Quem dos leitores lembra como eram vistos ou revistos os gols da era antes da televisão? As emissoras de rádio mostravam-nos as gravações. Mas na mídia impressa eram desenhados um lado do campo e umas figurinhas representativas de jogadores com uma linha pontilhada entre um e outro, e uma bolinha, como se fosse um passe. Aí era um jogador no meio de campo, lançando para um ponta, esquerda ou direita, e esse cruzando para o centroavante fazer o gol.

Ou então eram descritos pelo repórter esportivo os lances que resultavam em gols. Foi exatamente nessa época, nos anos de 1958 e 1959, eu tinha entre 14 e 15 anos, que senti a impossibilidade de nossos entes queridos saberem o que se passava nas lides esportivas do velho Colégio Diocesano, da Rua do Macena. Não existia nenhum tipo de cobertura jornalística. 

Depois de conversarmos bastante, colegas da época, Isnaldo Bulhões, hoje conselheiro aposentado do Tribunal de Contas, Carlos Jorge Bezerra Barros, agora procurador de Justiça também aposentado e eu resolvemos visitar a Gazeta de Alagoas e solicitar um espaço em sua página esportiva para que levássemos aos leitores como era tratado o esporte dentro daqueles altos muros do velho casarão. E foi assim que Renan Rosas, gerente da Gazeta na Rua do Comércio, responsabilizou-nos pela coluna semanal “Esportes no Colégio Diocesano”. Cada um de nós três tinha um dia para assinar. E assim, para nosso prazer e entusiasmo dos outros colegas, passamos esses dois anos escrevendo naquela página. 

Interessante lembrar como eram descritos os gols, que se escrevia “goals”, o jogo que se denominava também como “porfia”, “pugna” ou mesmo “peleja”. Imaginem eu descrever meu próprio gol? Pois era ponta de lança da minha classe. Já em meados de 1959, Renan sugeriu que eu assinasse uma coluna intitulada “Mosaicos Esportivos”, onde poderia comentar, também, sobre acontecimentos esportivos em geral. Quando dos dias de publicação, morava na Rua do Macena, ficava ansioso pelo jornaleiro fazer a entrega, abrir a página esportiva e ver meu nome assinando uma coluna. Mudança de colégio, início de trabalho, tudo concorreu para afastar-me do que tanto gosto. Expressar meus sentimentos no papel. Só em 2006, retornei à mesma Gazeta pelas mãos de Ênio Lins, publicando artigos na página “Opinião”, onde fiquei até meados de 2017, quando fui presenteado por Fernando Araújo com este espaço no EXTRA, onde até hoje me esforço para corresponder-lhe.

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