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José Mauricio Brêda
Opinião

José Mauricio Brêda

Por José Mauricio Brêda
OPINIÃO

O acarajé sem a neide

08/06/2020 13h01

O desaparecimento repentino, vitimada pela Covid-19, da Neide do Acarajé, criatura de uma meiguice sem igual, fez-me voltar uns 50 anos de minha vida. Fruto de um matriarcado onde a comandante era d. Arli, naquela organização familiar quem não é pai ou mãe, é irmão ou irmã, sobrinho ou sobrinha, enfim quase todos viventes sob a mesma égide daquela matriarca. Abro parênteses para lembrar brincadeiras que fazia com d. Arli, ainda quando ela trabalhava, já na praça, ocupando a banquinha de recebimento das comandas, hoje nas mãos de sua neta Luana, aqueles papeizinhos presos com clips, parecendo banca de jogo do bicho, e eu perguntava qual bicho tinha dado naquele dia. E ela ria muito. Desde lá do outro lado, no calçadão próximo ao Alagoinhas, vem crescendo esse agregamento familiar. 

Com sete filhas e apenas um filho, o agora viúvo Eduardo, outra extraordinária pessoa, juntou-se o genro Caubi, que acabou dando nome àquele acarajé. Parece que estou vendo as grandes sombrinhas com a publicidade estampada da Imobiliária Capri de meus amigos José Luiz Ramalho e Nabal. Caubi com as bebidas e d. Arli e filhos com o acarajé. Separados e todos juntos. Faziam-se filas duplas de carros para ter acesso ao gostoso bolinho. Aquele local, em todos esses anos, transformou-se numa reunião de grande parte da sociedade maceioense. E até de visitantes. Tenho sobrinhos que se estiverem em Maceió, dão um pulinho ali. 

Um domingo, principalmente, sem um acarajé do hoje conhecido também como “do Alagoinhas”, com aquela cervejinha gelada ou uma água de coco natural, deixa-nos sentindo a falta de tantas outras coisas que têm de ser colocadas no programa obrigatório daquele dia. Encontrar quase sempre com figuras conhecidas de todas as épocas. Uma delas, sempre vou cumprimentar. Meu velho amigo Benildo Carlos, dono da sorveteria dos tempos de juventude: DK-1 na Av. Moreira Lima. 

E vêm tantos e tantos amigos e parentes para viverem as alegrias dominicais daquela praça que se transformou em “point” onde impera a alegria, o bom humor e quase sempre uma boa música. Sei que esse convívio, por um bom tempo, vai sentir saudades daquela que recebia a todos com uma alegria e um carinho muito especial.

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