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José Mauricio Brêda
Opinião

José Mauricio Brêda

Por José Mauricio Brêda
OPINIÃO

Não basta “ter a pia”

25/05/2020 13h01

Amiga de minha esposa disse que o marido, além de lavar pratos e panelas, fazia o mesmo com as frutas e verduras que acabavam de ser entregues. Eu disse que isso era terapia. Nesses tempos de trancafiados, tem-se que conseguir uma boa terapia. E para isso, nada melhor do que “ter a pia” sempre cheia. Mas, apesar dos pesares, é uma hora, e nem chega a isso, em que imaginamos coisas - nascem até motivos para textos - e ajuda a passar o tempo. Tempo que não falta. Lembrei agora de Marcelo Barros reclamando, depois de aposentado, que tinha tanto tempo que não achava tempo para resolver as coisas que precisava. Assim é esse momento. Temos que fazer uma agenda. 

Além da “terapia”, que não precisa de agenda, pois está lá nos esperando, resolver alguns negócios pela internet ou telefone, ler bons livros - estou lendo dois - uma ficção policial americana e outro, “O Livro de Jô - uma autobiografia desautorizada”, que nos ajuda a desopilar o fígado, apesar de “gordo” como autor. E as séries pela Netflix, após o cafezinho das cinco? Nem vou falar em escrever, pois é o que estou fazendo. Mas tem uma coisa que gosto muito, porém, reconheço, é viciante. Já estão pensando que é a bebida. Nada disso. Para ela, também tem os dias e as horas certas. 

Estou me referindo aos conhecidos, antigamente, como os passatempos: palavras cruzadas, charadas, sempre presentes em grandes revistas, como Manchete e Cruzeiro, e que há muito são oferecidos em pequenas edições especializadas e com novas opções de quebra cabeça. Dois de que gosto muito são o Duplex e o Criptograma, da Coquetel. 

Resolvendo um, esta semana, apareceu uma questão, facílima de responder, mas que suscitou pesquisa para tirar-me uma dúvida: “antiga província romana conhecida como Lusitânia”. Evidente que é Portugal. Mas, na minha ignorância, pensava que Lusitânia, luso, lusitano, faziam referência a “Os Lusíadas”. Porém, vi que era exatamente o inverso. Na antiguidade, os gregos e romanos chamavam o que viria a ser Portugal de Lusitânia, que, de acordo com a mitologia romana, teria sido fundada por Luso, suposto filho ou companheiro de Baco, o deus romano do vinho. Portanto, Lusíada é adjetivo/substantivo relativo à Lusitânia ou Portugal. Eita, tá na hora, vou voltar pra “terapia”.

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