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José Mauricio Brêda
Opinião

José Mauricio Brêda

Por José Mauricio Brêda
OPINIÃO

Março outra vez

José Mauricio Brêda

25/03/2020 13h01 - Atualizado em 25/03/2020 13h01

Pois é, estamos em março, mais uma vez. Já me nominei, certa feita, de marciano, pois nasci neste mês dedicado a Marte. Lembrei também que, marcianos como eu, outras duas pessoas da minha maior estima, fizeram-me companhia neste nascedouro: meu saudoso pai, Carlos Lôbo Moreira Brêda, e meu, não menos saudoso, sogro, Ib Gatto Falcão.

E, sempre que chegam suas datas natalícias, lembramos, e a eles dedicamos nossas orações. Passaram-se anos para que nos acostumássemos com a intransponível distância. Mas, aqui fiquei e comigo uma dúvida quando me perguntam quantos anos tenho. Se devo dar os que já vivi ou o tempo que me falta viver. Com certeza, 76 já foram passados, mas fica uma enorme interrogação quanto aos que ainda possam vir. Momento de reflexão nos tempos de coronavírus. 

Agradecer pelo que atravessei e entregar ao Divino pelo que possa passar. Pelos passados, sempre foi nosso costume comemorarmos em família. Mas a vida nos prega peças. De repente, um filho transfere-se para o exterior e uma filha para o sul do país. Os dois com suas famílias. Nossa mesa que veio da casa de meus pais, em um tempo, era grande. Apenas nós e nossos filhos. Em outro, ficou pequena com a chegada de netos e bisnetas. Agora, tornou-se grande novamente. 

E maior ainda com essa restrição de convivência. Para nos aquietarmos, a tecnologia da informática vem prover essas faltas físicas de uma maneira inusitada; todos em suas casas, na mesma hora, com um jantarzinho para cantar os parabéns ao vivo pelo grupo da internet. 

Porém, são momentos como esses que nos fazem refletir com o grande poeta da língua portuguesa, Fernando Pessoa, o que nos legou: “Há momentos em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos”.

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