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Marcus Assunção
Opinião

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Por Marcus Assunção

Teatro Gazeta de São Paulo

11/05/2021 09h09

Teatro Gazeta, em São Paulo
CortesiaTeatro Gazeta, em São Paulo

TEATRO GAZETA -  SÃO PAUO
Um dos teatros mais visitados de São Paulo, o Teatro Gazeta, oferece entretenimento teatral, musical, eventos corporativos, sociais e palestras. Grandes nomes da atualidade marcam presença no teatro, como Gravação do Programa A Culpa do Cabral, comediantes, musicais, youtubers e blogueiros.

Bilheteria:
Terça a domingo das 14h às 20h ou até o horário do último espetáculo.

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Teatro Gazeta / R&M Brasil Produções
Roberto Silva
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Nas doces águas do rio dos vapores.

Eduardo Tavares - Parte 2

O destino dos rios é o mar. Mas, nenhum deles segue direto para o mar! São sinuosos.
O rio São Francisco, de tão caudaloso e especial, tem a missão divina de fazer surgir vidas, banhar longínquos torrões, fazer uma curva aqui, e muitas outras acolá. Muda de caminho, muda novamente, mas, sempre tomando a direção do Norte.
E o rio, desse modo, vem crescendo, afastando-se de suas origens e banhando terras, dando vida a animais e vegetais. E lá vem ele trazendo riquezas e esperança aos povos do Oeste e Norte de Minas e do semiárido da Bahia, de Pernambuco, de Alagoas e de Sergipe.

No passado ele, mais uma vez, despencava lá do alto, em Paulo Afonso, formando uma bela cachoeira, estreitanndo-se no cânion e livre, forte e soberano, penetrava no oceano abissal, empurrando suas águas. Hoje, em Paulo Afonso, o rio sofreu mais um barramento, depois mais outros, formando-se, assim, o complexo de hidrelétricas Paulo Afonso I, II, III e IV. À montante, logo à frente, outra hidrelétrica, a de Xingó, a mais moderna.

Como sabemos, o São Francisco foi dividido geograficamente em quatro partes: o alto São Francisco, que começa acima de São Roque de Minas (nascente histórica), em Medeiros, e segue até Pirapora, também em Minas Gerais; o médio São Francisco, que segue de Pirapora até o município de Remanso, no Estado da Bahia; o submédio São Francisco que vem até Paulo Afonso e, finalmente, o baixo São Francisco que ruma até a foz, entre Alagoas e Sergipe.

O rio, a terra, o cerrado, a mata, a caatinga, os bichos, os peixes, enfim, formam uma rede de relações que vem sendo degradada a partir da chegada do homem branco, do homem "civilizado", até os dias de hoje. O que aconteceu, nós já falamos antes: os índios foram escravizados, aculturados e dizimados. Os vaqueiros e os "vazanteiros" foram escorraçados. A mata ciliar desapareceu e as fontes de água que alimentam os rios da bacia começaram a secar. Colossais barragens represam o seu curso, e não são poucas: Três Marias, Itaparica, Moxotó, Sobradinho e as mais próximas, como o complexo de Paulo Afonso e Xingó, já referidas aqui.

Os animais da terra, das águas e dos ares foram brutalmente dizimados pelas ações antrópicas (do homem). Mas, como eu já disse, embora em seu estado senil, o rio, como "Prometeu", resiste, resiste e resiste. Sofre e chora! E como chora. Mas, até quando?

É que, na mitologia, "Prometeu", por ordem de "Zeus", foi acorrentado no alto de um penhasco e todos os dias uma águia lhe dilacerava o fígado, que se regenerava todos os dias.
E o rio? Ele tem resistido sim, mas, diferentemente de "Prometeu", ele não se regenera tão fácil e pode morrer.

Mas, deixemos a tristeza de lado e vamos falar um pouco do passado. Da navegação fluvial pujante de outrora. Hoje só navegam sobre a suas águas embarcações de baixo calado. Quando criança, o rio tinha vida. Era um vai e vem de "canoas de tolda", de "chatas" de lanchas enormes como a "Tupy" a "Tupigy" e a "Tupã", sem falar no navio “Comendador Peixoto”, símbolo de luxo e de riqueza nas águas do baixo São Francisco.

Mas, se esta parte tão pequena do rio era tão rica em navegação, como funcionavam os transportes fluviais nos estirões navegáveis existentes no médio e no submédio São Francisco? Isso me deixou curioso. Antes, devo dizer que o São Francisco é um rio intermitente e só não seca por completo, em algumas épocas do ano, devido ao sistema de retroalimentação que o sustenta.

De todos os grandes rios do mundo, o "Velho Chico" é um dos poucos que se alimentam somente das águas das chuvas e de uma rede incalculável de nascentes, veredas, córregos, ribeirões e outros rios. São mais de 160 afluentes, com destaque para os rios: Pará, Paraopeba, das Velhas, Jequitai, Verde Grande, Verde Pequeno, das Rãs, Abaeté, Paracatu, Carinhanha, Corrente e Grande, alguns em uma margem, outros no lado oposto. Claro que esses rios recebem a importante ajuda do aquífero de Urucuia, um dos cinco maiores do Brasil, mas que, como se fora uma espécie dos sinais dos tempos, está secando. Sem falar que o São Francisco, em razão de ter boa parte do seu leito situada em pleno Nordeste Sententrional, em pleno Polígono das Secas, sofre os efeitos da evaporação (no verão, sol a pino, o rio perde 40% do seu volume) e da evapotranspiração (As plantas consomem boa parte do líquido).

Mas, com dois estirões navegáveis enormes, chegando a quase mil quilômetros de extensão, cada, como se desenvolvia a navegação nos tempos áureos do conhecido rio-mar? Pesquisei e descobri que o vapor era o mais importante veículo de transporte de grande parte do Nordeste. O Saldanha Marinho foi o primeiro vapor a navegar no rio das Velhas e no médio e submédio São Francisco, por volta de 1871. Outro grande navio a vapor que se destacava na época, na região de Januária, em Minas Gerais, era o Matta Machado.

O Vapor denominado de Luiz Vianna tinha Porto Seguro também em Januária. Já o Djalma Dutra, vapor maior e mais luxuoso, singrava as águas dos dois estirões maiores, transportando a gente ribeirinha e suas riquezas. Havia o Cordeiro de Miranda, em Juazeiro, na Bahia. Este transportava pessoas, gado, madeira e tudo mais.

No porto de Pirapora, em Minas, o pequeno vapor denominado de Siqueira Campos. Já o vapor Governador Valadares naufragou logo abaixo do Porto da Lapa, na Bahia, em 6 de setembro de 1950.

Um dos grandes vapores daquela época de ouro do São Francisco foi o Barão de Cotegipe, que, depois de suas viagens, atracava em Januária. Tinha ainda o Antônio Moniz, com três andares e muitos outros como o Delsuc Moscoso, o Fernandes da Cunha, o Paracatu, o Afonso Arinos, o Curvello, o Antônio Nascimento, o São Salvador, o Engenheiro Halfeld, o Raul Soares, o Wenceslau Braz, o São Francisco e mais de uma centena de outros vapores, balsas, lanchas, além de milhares canoas, pequenas, das denominadas "chatas" e das lendárias "Canoas de Tolda", embarcação símbolo do São Francisco e que se notabilizava pela grandeza e pela beleza de suas velas. Os nomes dos vapores variavam muito, de acordo com a vontade de fabricante ou do comprador. Às vezes dava-se à embarcação o nome do político da região, do governador ou até do presidente. Outras vezes o vapor, e outros tipos de barcos, eram batizados com os nones das cidades ou dos rios da região.

Em muitos vapores eram realizados bailes e, para os ricos, a vida era bastante glamorosa, a bordo das grandes, simpáticas e elegantes embarcações.

Quanto à Canoa de Tolda, essa eu vi muito, em Traipu. Quando ela despontava na curva do rio, vindo de Propriá, em Sergipe, aqui no baixo rio. As velas abriam, cada uma para um lado para pegar o chamado "vento de popa". Era uma visão maravilhosa. E quando surgiam, de repente, cinco ou seis ou mais canoas, de uma só vez, cada uma com velas de cores diferentes, aí já era um espetáculo. Era a visão do paraíso. De longe, pareciam grandes borboletas, avançando rio a cima. Embarcações subiam e desciam o rio, ante a contemplação dos berradeiros e barranqueiros.

Hoje, nós não encontramos mais os vapores. Segundo o historiador Antônio de Oliveira Mello, a derradeira viagem que o escritor Affonso Arinos fez à sua terra natal, Paracatu, foi de vapor, de Pirapora ao porto de Buriti, no rio Paracatu.

A modernidade encontrou outras formas de tranporte. E o rio, infelizmente, quase secou. Apenas em pequenos trechos ainda é possível a navegação com barcos de médio calado. Mas, encontramos muitos vapozeiros, que vivem contando suas histórias, suas experiências e seus "causos".

Nos tempos atuais, apenas três vapores ainda navegam com dificuldade, no médio São Francisco, tentando atrair turistas: O Benjamim Guimarães, o São Salvador, e o Saldanha Marinho.

O rio não tem mais profundidade. Embarcações, como já disse, só as de pequeno calado. Para quem já chegou a ter cerca de 11 (onze) mil metros cúbicos de vazão por segundo e hoje amarga, aproximadamente entre 500 (quinhentos) e 900 (novecentos) metros cúbicos por segundo de defluvio, dependendo do local do curso d'água, o rio já definhou, não?

Mas, ainda há muita beleza e muita vida no "Velho Chico" que por todos é falado e cantado com imenso carinho. Para Mário de Andrade o rio é: "O marrueiro do Sertão". Para Jorge Amado: "A veia arterial do Brasil". Dantas Mota diz: "Sabeis que sou pobre/do contrário Francisco não seria".

Já Caetano Veloso canta: "Velho Chico, vens de Minas de onde o culto do mistério se escondeu". Um dos maiores defensores do rio, o religioso dom Luiz Flávio Cappio, aquele que fez greve de fome, diz, nesses singelos versos:

"Rio vivo, povo vivo.
Rio morto povo morto.
Rio ameaçado, povo ameaçado.
Rio doente, povo doente.
Rio explorado, povo explorado".

Mas, para mim, ninguém se expressou tão bem em relação ao rio como Olavo Bilac, (in Os Rios)
"Um desejo e uma angústia, entre a nascente de onde vindes e a foz que vos devora".
Pois é gente, é muito grande o legado do ainda festejado rio São Francisco, o Opará (grande rio - mar). O "rio dos índios"; o "rio dos mitos e das lendas"; o rio dos coronéis e dos desbravadores"; o rio das crianças"; o rio das benzedeiras"; O rio das lavadeiras"; o rio dos romeiros e do Bom Jesus da Lapa", o rio das águas sagradas".

É universal a crença de que os mistérios habitam os mares, os rios, os córregos, as lagoas, as grotas, e, por ai vai.
Com o São Francisco não é diferente. Corre, de boca em boca dos barranqueiros, a crença, segundo a qual, o rio dorme nas horas mortas, a partir do início da noite. O rio todo para. Nesse momento ninguém deve mexer n'agua. Não é bom acordar o rio.
Naquele artigo primeiro, eu cheguei a dizer: quando não era mais dia , mas não chegava aida a ser noite, com as águas mansas, o rio, entre um cochilo e outro me dizia, em tom de súplica: " me ajude, não me deixe morrer". Naquele parte da missão aventuresca já narrada, as horas passavam e, em dado

momento, já pela madrugada, deitado em um rochedo que se debruçava sobre o rio, acima o céu estrelado, o silêncio somente interrompido pelo coaxar dos sapos, pelo trinar dos grilos, pelo zumbis das abelhas e pelo crocitar das corujas, eu comecei a achar que tudo estava conectado: rio, mata, animais, insetos estrelas e homem. Todos éramos, ali, naquele momento mágico, uma partícula de Deus.

Vou parar aqui mesmo. Senão, não paro. Tenho muito para contar sobre o rio dos vapores.



NOTICIAS FIQUE DENTRO:



DECRETO DO GOVERNO POSSIBILITA PARCELAMENTO ESPECIAL PARA EMPRESAS DO SIMPLES NACIONAL
Medida atinge débitos de ICMS relativos a fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2020 de Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte

Por TV Brasil - Brasília - Brasília

5G: Conexão. Entre as pessoas. Entre as coisas. Entre as pessoas e as coisas. Com o 5G, a quinta geração da internet, tudo estará conectado. “O seu relógio conectado com o seu celular, o seu celular conectado com o seu carro, o seu carro conectado com o seu ar-condicionado, o seu ar-condicionado conectado com a sua TV”, exemplifica o diretor de inovação Leonardo Reisman. Com isso, ao chegar em casa, você poderá encontrar o ambiente na temperatura que mais gosta, o seu programa de televisão favorito pronto para exibição e a sua bebida bem geladinha. E é importante ressaltar que você poderá ir para casa em um carro autônomo.

O Governo de Alagoas lança edital para concurso do Corpo de Bombeiros Militar

Certame vai oferecer 170 vagas, sendo 150 para soldado e 20 para oficial

O Governo de Alagoas divulgou, nesta sexta-feira (07), o edital para o concurso do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL). A publicação do documento está disponível no Diário Oficial do Estado (DOE/AL) e pontua todas as regras do certame, que será organizado e realizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

Segundo o edital, 170 vagas serão ofertadas para compor o quadro efetivo do órgão, sendo 150 para soldado e 20 para oficial. Os salários, após o Curso de Formação de Praças, variam entre R$ 4.250,06, para soldado, e R$ 9.602,72 para oficial - com estágio probatório. A previsão, baseada no documento, é de que as provas sejam realizadas no dia 08 de agosto de 2021, em Maceió e Arapiraca.


MUNICIPIOS:


Maceió: Prefeito JHC


O prefeito de Maceió, JHC, esteve, nesta segunda-feira (10), na Casa da Mulher, uma rede de acolhimento e assistência às vítimas de violência doméstica no Estado, que passa a funcionar com todo aparato e de forma integral, na Praça Sinimbu. A Prefeitura de Maceió é parceira da iniciativa e tem garantido suporte para que a casa atenda com toda estrutura necessária. O prefeito reforçou o compromisso com a proteção da mulher.


Vem ai!! : 18º PRÊMIO ODETE PACHECO DE COMUNICAÇÃO:

A solenidade acontecerá no dia 20 de maio, ás 20hs, com transmissão ao vivo pelas redes sociais. Importantes comunicadores serão reconhecidos em diversos importantes segmentos do radio, do jornalismo, redes sociais. O prêmio terá como uma das suas novidades as criações das categorias: Márcio Canuto, Edson Mauro,, Edécio Lopes, Floracy Cavalcante , Sabino Romariz, França Moura, assim eternizando alguns dos ícones da historia da comunicação Alagoana. Além dos destacados profissionais de Alagoas, serão agraciados e reconhecidos também expressivos comunicadores da mídia nacional conforme as informações dos criadores e realizadores do Prêmio das empresas Eventur´s –Ltda e Fortes Empreendimentos.


ESPORTES:


Prefeitura de Maceió e CSA

Na sexta-feira (07) pela manhã, representantes do CSA tiveram um encontro com o prefeito de Maceió JHC, com o intuito de discutir possíveis acordos de patrocínio entre a prefeitura da capital e o clube alagoano. Essa reunião deu continuidade a conversa prévia ocorrida em março deste ano, a qual tinha como principal tópico de discussão essa eventual parceria e as obras do novo complexo esportivo do Azulão a ser construído no bairro Benedito Mendes.

Ciclismo:

A construção de vias exclusivas para atender a segurança dos ciclistas sempre foi uma pauta apresentada pelos movimentos de ciclismo em Maceió. Atualmente, a capital alagoana conta com 40 quilômetros de ciclovias construídos e um Projeto de Lei em tramitação na Câmara de Maceió pode tornar essa implantação em norma municipal.

O Projeto, da vereadora Gaby Ronalsa (DEM) quer tornar obrigatório a realização de estudo para a inclusão de cicloviárias nos projetos de criação, melhorias e ampliação de ruas. O PL foi criado com o apoio de comissão da Associação Alagoana de Ciclismo (AAC) com o intuito de melhorar e garantir a convivência segura de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. Os artigos visam garantir acessibilidade, segurança, eficiência e qualidade de vida, além de inclusão social e preservação do meio ambiente.


ENCONTRO DOS POETAS:


Autora: Saysia Salomão


As invencionices dela


Inventar, se pudesse eu escolher um dom para que Deus me presenteasse era esse que queria, inventar coisas. Fico imaginando como seria inventar amores perfeitos e não mais sentir machucados no coração.

Que louco pensar em um lugar e inventar uma máquina de teletransporte, atravessar o tempo e olhar um olhar que causa saudades há dolorosos 24 anos.

Espantoso poder inventar um remédio com gosto de maçã que com uma única dose pudesse findar a dor de alguém, fosse ela do corpo, da alma ou do coração.

E se eu pudesse, iria exagerar, inventaria de tudo: sorrisos em bolhas de sabão, lágrimas cristalizadas, abraços com braços de pelúcia colorida, comida de mãe em formato infinito, árvores que dessem frutos de livro, estradas contínuas para os aventureiros de chão e elixir sanativo para os aventureiros das emoções, beijos com sabor de fruta, olhares que mostrassem lembranças, poeira de estrelas, chuva de algodão doce...

Eu inventaria o mundo.

Saysia Salomão @saysia_salomao


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