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Por Fátima Vasconcellos
OPINIÃO

Punição aos planos de saúde

Fátima Vasconcellos

15/01/2021 10h10

A relação com planos de saúde é de extrema insatisfação
DivulgaçãoA relação com planos de saúde é de extrema insatisfação

Assim como os bancos são passíveis de penalidade quando o cliente passa mais de 30 minutos para ser atendido, as operadoras de plano de saúde deveriam ser submetidas à medida idêntica. A relação é de extrema insatisfação: paga-se caro, e o ‘chá de cadeira’ é dos mais amargos. Muitas vezes a demora chega a mais de três horas, e não existe punição pra isso.

A espera já começa no momento da marcação. Quem precisa de qualquer especialista é obrigado a agendar para dois meses ou mais. Difícil achar vaga, mas se pagarmos particular o mesmo profissional que dizia estar de agenda fechada para o plano de saúde, faz um encaixe com absoluta prioridade. Quem nunca viu isso? Poucos clientes fazem queixa administrativa junto a operadora.

O plano é um ônus pesado – e o serviço, péssimo. Todos chegam ao consultório na hora marcada, mas ficam em demorada fila de espera. A sensação é de estar no lugar errado, salvo algumas poucas exceções. A dúvida que fica é se seria melhor optar pela tele consulta, quem sabe? Teoricamente há pontualidade, o médico usa o recurso tecnológico para olhar onde tem que ver, conversa, interage, pede exames complementares, fecha o diagnóstico e administra a terapêutica corretamente, tendo, ainda, o auxílio de um profissional para fazer ao vivo a aferição da temperatura, batimentos cardíacos e pressão arterial do cliente. Ninguém sabe, a bem da verdade, por que optar. O fato é: merecemos feedback decente, sem perda de tempo, com eficiência, agilidade, resolutividade e respeito, mas as operadoras não se importarem com isso.

Se elas não remuneram os prestadores a contento, o paciente não tem que nada a ver com o problema. Portanto, não deve ser a parte sacrificada. Nossos legisladores devem ser proativos, ao invés de cúmplices. Devem forçar uma relação justa, o que certamente otimizaria o negócio, afinal, espontaneamente nenhum avanço acontece, só por força de lei, e de pesadas multas. Nem dá pra entender, por sinal, como conseguem tantos ‘certificados de qualidade’ se o nível de satisfação da clientela sempre fica a desejar. Concordam?

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