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Fátima Vasconcellos
Opinião

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Por Fátima Vasconcellos
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Carona no Covid-19

Fátima Vasconcellos

13/04/2020 13h01

As implicações da pandemia do Covid-19 em cada lugar do nosso planeta já renderam muito pano nas mangas e ainda vai ser tema vigente por tempo indeterminado, afinal, temos um divisor do tempo: o antes e depois do coronavírus, que aliás já é desculpa para quase tudo. Os parâmetros de fato são antagônicos em todas as esferas: política, social, econômica, cultural e em outras áreas, muito além do que possamos imaginar. Talvez, antes de olharmos para mais distante, seja sensato focar primeiro na nossa própria postura de vida e reconhecer: precisamos evoluir, e não de agora. 

Já estávamos distantes um do outro há algum tempo, isolados em nosso egoísmo, ainda que fisicamente juntos de pessoas semelhantes a nós, presas ao individualismo, sem enxergar coisas evidentes a um palmo de distância do nariz. A quarentena vem ajudando a despertar essa temática. Muitos de nós passamos a vida inteira, até poucos dias, como se movidos por um piloto automático, sem sentir, sem pensar, às vezes até atropelando sentimentos nobres, na corrida cega por objetivos escusos. Vale tudo para manter a falsa aparência de harmonia. 

Subestimamos a proteção ao próximo – quando muito protegemos a nós mesmos, e olhe lá, de forma equivocada, superficial. Exceções à parte, contribuímos com a cultura da hostilidade, sem expressar afeto inclusive com a família, praticamente desdenhando o próximo, a natureza, e a espiritualidade, apesar de incontáveis selfies e lives exibindo o contrário. Para muitos de nós o choque de realidade foi duro demais, ao ficarmos em casa, vendo sem máscaras o estilo de vida doentio que criamos, marcado pela frieza, indiferença ou outros traços insuportáveis. Talvez agora, ampliando a visão, a gente enxergue, e mude. 

Cultivamos erros grosseiros, e como se não bastasse ainda ancoramos tudo na arrogância de nos achar o máximo: corretos demais, justos demais para nos lapidar em algum aspecto. O pior é quando somado a isso existe alguma forma de poder, e a sensação de não precisar de ninguém – aí é o caos. A humanidade perdeu sua essência. Em troca, colhemos surpresas drásticas. É preciso dissolvermos as negatividades ... são muitas, no plural mesmo, e cada um sabe a carga que possui. 

Na medida em que diluirmos esses resíduos tóxicos, digamos assim, abriremos espaço para a cura, e colheremos melhores resultados na qualidade de vida. Consequentemente, ficar na própria companhia, ou dentro de casa, com a família, não terá gosto amargo, mas de ternura. Como tudo, enfim, que enfrentamos com a energia do amor e da sabedoria emocional. Há males que chegam para o bem, depende de como reagimos, e das lições que aprendemos durante a dor.

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