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Jorge Moraes
Opinião

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Por Jorge Moraes
OPINIÃO

Um burro no comando

05/11/2019 18h06

O final da semana passada foi um dos mais tristes para a crônica esportiva de Alagoas. No mesmo dia, 25, morreram o jornalista Miguel Torres e o radialista Severino Rosa, ambos enterrados no dia seguinte, sábado, 26. O Severino (Biu), pela manhã, no Campo Santo Parque das Flores, e o Miguel, à tarde, no Memorial Parque das Flores do Benedito Bentes. Fui aos dois sepultamentos para levar o meu adeus aos dois companheiros e o conforto para as duas famílias. Miguel e Severino se conheciam muito bem, nunca trabalharam juntos, mas eram associados da mesma entidade dos cronistas esportivos, a ACDA, e se encontraram em muitos momentos e em muitas festas.

Depois daquele momento de muita tristeza, retornando para a parte baixa da cidade, me deparei com um engarrafamento de veículos sem tamanho na Av. Durval de Góes Monteiro, no Tabuleiro do Martins. Entre o trevo da antiga rotatória da Polícia Rodoviária Federal, onde está sendo construído o viaduto, e o Makro, era um trânsito infernal. Nesse pequeno pedaço de avenida fiquei por mais de meia hora. Imaginei um acidente de grandes proporções. Acidente que nada. Era uma empresa contratada pela Prefeitura de Maceió fazendo o trabalho de recuperação asfáltica daquela área. Com máquinas e homens trabalhando de dia, com um sol de rachar, reduzindo o local de três pistas, afunilando para uma só.

Imaginei: só pode ser um burro no comando dessa obra. Em qualquer lugar civilizado do mundo, essa obra seria feita após às 22h, com término às 5h da manhã. Mas por que eles não fazem nesse horário? Cheguei a duas conclusões: a primeira, é que não tem ninguém para observar eles trabalhando, mesmo que as pessoas estejam chateadas e revoltadas, como eu; a segunda, é para não pagar adicional noturno aos trabalhadores, quando a hora custa muito mais caro e eles só pensam no lucro. É o ganho mais fácil às custas dos recursos públicos, mesmo que a população é quem está pagando com seus impostos e ainda é penalizada com a realização do serviço naquela hora.

Outra coisa que fiquei imaginando é se a Av. Durval de Góes Monteiro, com seu prolongamento da Av. Fernandes Lima, está mesmo precisando dessa recuperação asfáltica no momento. Outra dúvida: se toda a região central de Maceió (Comércio) tinha mais urgência que outras ruas e avenidas da cidade. Se a Rua Deputado José Lages, na Ponta Verde estava com mais necessidade do que outras regiões, como Mangabeiras, Siqueira Campos, no Prado, Santo Antônio e Cabo Reis, na Ponta Grossa, Dique Estrada, da Levada ao Trapiche da Barra, Jacintinho, Vergel do Lago, diversas áreas da periferia do Tabuleiro do Martins, Ponta da Terra, Poço e muitas outras regiões.

A informação que tenho é que a Prefeitura de Maceió vai aplicar um recurso novo nesse serviço, mas o que questiono é que existem outras prioridades de ruas e avenidas para serem recuperadas e os serviços iniciados, sem causar transtorno para a população, como o ocorrido no sábado, 26, em um bairro populoso, cheio de supermercados e outros atrativos, além do destino aeroporto/cidade/praias. É preciso que essa cobrança seja feita ao prefeito Rui Palmeira, para, quando acertar o contrato com essas empresas (construtoras), exija que o serviço seja feito em um horário que não prejudique a população, como é em qualquer lugar civilizado. Esse é o desabafo de um estressado.

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