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Por Elias Fragoso
OPINIÃO

A economia desaba e vai piorar

08/09/2021 08h08

''A economia desabando, a fome aumentando, o desemprego gigante que não diminui''
Agência Brasil''A economia desabando, a fome aumentando, o desemprego gigante que não diminui''

A economia desabando, a fome aumentando, o desemprego gigante que não diminui, aumenta o número de informais, as contas públicas explodindo, zero de investimentos, ameaça de racionamento de energia, credores externos (e agora também os internos) acelerando a exposição de suas carteiras a ativos internacionais (ou grana saindo para o exterior), aumento do preço da energia, da água, gás a 100 reais, o PIB caindo...

Sem recursos para turbinar o Bolsa Família (agora com novo nome), o ministro Guedes quer porque quer – contra a lei – repetir a Dilma e dar umas “pedaladas” para fazer sobrar grana para Bolsonaro gastar na campanha e comprar deputado e senador e evitar o impeachment...

A economia pegando fogo e cadê o presidente? Viajando desesperado Brasil afora para incentivar pessoas a comparecer a atos antidemocráticos que ele e sua camarilha estão preparando para 7 de Setembro, por medo de virar um fiasco à la Collor.

Com “febre” e sem tomar os “remédios” recomendados para combater o foco da “inflamação”, a economia nacional está mais para uma nave à deriva cujo condutor (o ministro da Economia) está mais perdido que cego em tiroteio, enquanto o “dono” do navio ameaça a tudo e a todos em sua desvairada rota de colisão com o mundo.

Alguns números. O dólar deve fechar o ano em 5,20 reais; o mercado financeiro estima para 2021 um PIB de 3,5% (dois meses atrás a expectativa beirou os 6,5%...), ou seja, como perdemos 5,1% de PIB o ano passado, ainda precisamos recuperar 1,6% em 2022, para zerar as perdas de 2020. Só que as estimativas para 2022 são de um crescimento do PIB de 2,1%. Ou seja, nos últimos 3 anos de governo Bolsonaro o PIB vai aumentar miseráveis 0,5% (e haja índice para desajudar qualquer candidato. E arrebentar com qualquer país...).

Mas não fica só nisso, a inflação cresce adoidadamente e deve chegar ao final de 2021 em até 8,5% a.a. Com viés de alta, naturalmente. No âmbito fiscal, o teto de gastos a cada dia se vê mais ameaçado (na verdade, no rigor técnico, ele já foi pras cucuias há muito tempo) e isso se reflete diretamente na taxa de câmbio, via aumento do dólar e queda na bolsa (que em agosto atingiu o menor patamar desde 1º de abril). No quesito fiscal adentramos num círculo vicioso: a economia se deteriora, a arrecadação começa a declinar (cai o consumo e o investimento) e segue caindo, levando a piora da situação fiscal. Cada vez mais significativa quanto mais os fundamentos econômicos forem se agravando.

Mas o mais importante mesmo é que com Bolsonaro no governo, a proximidade das eleições e o aumento das suas ameaças à estabilidade democrática do país, a economia certamente vai piorar ainda mais a cada mês. Esse é o quadro de agosto. Temos ainda 4 longos e tenebrosos meses bolsonarianos pela frente.

Agora, pior mesmo será em 2022. E sabemos quem mais vai sofrer com isso não é? Desempregados, pobres em geral e assalariados de baixa e média renda. Ou seja: 95% do país.

É preciso dar um freio de arrumação nessa bagunça generalizada. Antes que ele cumpra a promessa de acabar com o Brasil.

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