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Por Elias Fragoso

500 mil e contando...

Elias Fragoso - Economista

20/06/2021 09h09

Não vou relembrar a quase centena de frases que o facínora vomitou contra medidas pró-contenção da pandemia no país ao longo dos últimos 15 meses. Não precisa, os brasileiros lembram doloridamente de cada uma delas.

Como também da sua doentia, fraticida, genocida luta contra medidas de prevenção recomendadas pelas maiores autoridades do mundo como o lockdown, o uso de máscara, o distanciamento social e as vacinas (contra as quais até hoje vitupera para defender meizinhas de comprovada ineficácia ou a criminosa imunidade de rebanho, que poderia elevar o número de mortos à casa dos milhões) que poderiam ter evitado milhares daquelas mortes. Coisa típica de nazista.

No dia em que a carnificina patrocinada e incentivada por ele (para se ter ideia do despautério, já morreram 10 vezes mais brasileiros de COVID em 15 meses que americanos em 15 anos de guerra no Vietnã) alcança meio milhão de mortos, a Nação assiste estupefata o calhorda incompetente, incapaz de qualquer ação em favor da população, mentir descaradamente sobre tudo e aliar-se ao que há de pior dentre os corruptos do Brasil para tentar se segurar no posto de presidente. Desde sua posse, o inferno tomou conta do país, se alastrando e engolfando a Nação numa cornucópia ensandecida de aberrações.

Por sua causa, o povo brasileiro está passando por este enorme perrengue que já ceifou a vida de 500.000 cidadãos e, caminha acelerado para alcançar em setembro a soturna marca de 700 mil mortos. Milhares desses mortos devem ser computados na conta de Bolsonaro. Que precisa ser responsabilizado.

Logo, vamos ultrapassar os EUA em número de mortos (por lá a coisa já está equalizada depois da saída do tresloucado Trump, chefe e aliado de Bolsonaro na matança que promoveram nos seus respectivos países). O que irá nos colocar como líder mundial de mortes por COVID.

Para uma ideia mais clara do tamanho da barbárie perpetrada contra o povo brasileiro, a Índia, com uma população 5 vezes maior que a do Brasil, somente agora alcançou 383 mil óbitos, bem distantes dos nossos fatídicos meio milhão de mortos! E, frise-se: a taxa de infectados naquele país está em queda, enquanto a nossa aumenta a cada dia, voltando ao inacreditável patamar de 2.500 mortos a cada dia!

Enquanto isso, a vacinação da população que poderia ajudar a controlar a pandemia por aqui, anda a passos de cágado, mal ultrapassando a casa dos 11% de brasileiros vacinados com as duas doses necessárias. Velocidade que nos levará fatalmente a ainda mais mortes antes de se alcançar a imunidade de rebanho, por volta de 2022.

Bolsonaro ainda tem 16 meses que podem ser catalizadores de ainda mais mortes, mais destruição dos avanços sociais e ambientais que este país vinha penosamente equacionando, que com ele têm sofrido brutal retrocesso nos transformando em pária Internacional e numa ameaça global ao planeta.

Esse sujeito precisa ser rapidamente responsabilizado por isso e por todas as outras coisas que vem fazendo contra o Brasil e seu povo, antes que acabe de destruir o pouco que resta da nossa democracia ou “encurte o caminho” e dê um golpe de Estado, seu grande e maquiavélico sonho dourado.

O dia 19 de junho de 2021 ficará marcado indelével na memória de todos como o dia da infâmia, o dia em que alcançamos a vergonhosa marca de meio milhão de mortos pela COVID.

O responsável direto por isso? Se alguém pensou que iria indicar apenas Bolsonaro, enganou-se, é verdade que ele é um negacionista despreparado e aloprado e um miliciano defensor de causas antidemocráticas esdrúxulas, sem pé nem cabeça.

Mas não está só nessa empreitada. São também tão responsáveis quanto ele por esta matança aqueles brasileiros que o apoiam, que vão as ruas chamar de mito, um tosco incapaz de articular meia dúzia de palavras fora do teleprompter. Os que apoiam suas teses antidemocráticas e nazistas.

Que idolatram um mentiroso contumaz totalmente despreparado para as funções que exerce; Que sonham em ver torturar e morrer em mãos de verdugos outros irmãos brasileiros em nome de nada, de nenhuma ideologia, de nenhuma proposta de avanços para o país.

São os bolsominions que formam o núcleo duro em torno do chefete (não ultrapassam 5% da população) e os aderentes ao Bolsonarismo, a grande maioria sem sequer saber que está sendo usada como massa de manobra por pessoas antidemocráticas ávidas pelo poder absoluto, que exploram suas crenças no espertalhão.

Sob Bolsonaro, o PIB per capita regrediu 12 anos (é como se estivéssemos agora em 2009), o desemprego aumentou brutalmente, a taxa de pobreza cresceu e a fome voltou, a expectativa de vida regrediu 1,9 anos em média, a inflação voltou com tudo piorando ainda mais a vida dos mais pobres, o trabalho infantil na cidade de São Paulo, a mais rica do país, aumentou 25% (imaginem o que está acontecendo nos rincões mais pobres do Norte e do Nordeste...).

Este cenário desolador e preocupante pode ser a tocha que vá acender a violência no país e erodir ainda mais a nossa já tão fragilizada democracia. Momento tenso esse que vivemos. De uma tragédia evitável se tivéssemos governo. Passou da hora de um freio de arrumação nessa basófia e nas fanfarronices criminosas do chefe da Nação.

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