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Por Elias Fragoso
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Vai dar ruim pro Bolsonaro!

Elias Fragoso - Economista

13/05/2021 08h08 - Atualizado em 13/05/2021 09h09

presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasilpresidente Jair Bolsonaro

Uma das principais características de governos autoritários e antidemocráticos é controlar a narrativa, fornecer ao populacho a sua versão – quase sempre sob a forma de fake news ou meias verdades - e impedir que a verdadeira informação flua livre no âmbito da sociedade.

O “modelo” é antigo. De séculos atrás, mas, sem dúvida, talvez por mais recente, foi no nazismo alemão e no fascismo italiano que Bolsonaro e seus miquinhos amestrados da extrema direita foram “beber na fonte” para instituir sua política de comunicação (sic) cinzenta, enganadora, mentirosa.

Tiveram relativo sucesso, tanto que só agora depois de tantos e tantos episódios sórdidos e bizarros, é que a sociedade brasileira começa a dar sinais de arrefecimento em relação ao incompetente responsável pelo total despautério vivido pelo Brasil nos últimos dois anos.

Ao longo desse interminável tempo, ele foi paulatinamente se descontruindo por suas atitudes golpistas contrárias à liberdade e à democracia que os brasileiros tanto prezam; pelo seu negacionismo doentio que o faz ficar contra o combate a uma pandemia que já matou mais de 400 mil pessoas, coloca o país nos primeiros lugares dos rankings negativos de desempenho no combate à COVID-21 no mundo e, logo alcançará o imoral número de meio milhão de mortos.

Uma tragédia anunciada por todas as vozes de bom senso deste país, recorrentemente deixadas ao largo pelo presidente para ouvir perigosos extremistas de direita, facínoras que precisam ser parados antes que mais gente morra.

Outro flanco aberto na hoste bolsonariana, a economia (que como todos sabem, é o que regula o apoio do eleitor ao governante da hora) caminha célere – por incompetência na condução pelos “Chicagos boys” do Guedes, para uma baita crise em 2021 (o PIB do primeiro semestre deverá ser negativo, com projeção de voo de galinha para o segundo semestre).

Com seus recordistas 14 milhões de desempregados, 32 milhões de informais sem trabalho para se ocupar e sem ter o que comer, quase 1 milhão de médias, pequenas e micro empresas quebradas por anemia financeira da ajuda do governo, sem nenhuma reforma digna do nome para melhorar o perfil da economia brasileira, Bolsonaro entrará em 2022 enfiado num saco de gatos esfomeados. Vai dá ruim pra ele.

Por seu radicalismo infanto-debilóide-golpista a cada dia se isola mais e mais politicamente, abrindo as portas para o que ele dizia na sua campanha a presidente: o “tudo que existe de pior na política brasileira”, o famigerado Centrão. Que lépido e fagueiro já se apossou de todas as principais fontes de recursos do governo federal e se lambuza – como desde sempre – nos recursos públicos desviados, dilapidados criminosamente ou simplesmente roubados mesmo.

Na cara dura, como está se vendo no episódio do Orçamento de 2021 e suas ultrajantes emendas de Relator que não passam de sinecuras para suas excrescências parlamentares roubarem a céu aberto, sob o olhar beneplácito de um governo titerizado pelos bandidos.

Mas a cereja do bolo parece que está reservada para Bolsonaro na “CPI da COVID”. E sabem por quê? Lembra-se do início desse texto quando dizíamos que governos não democráticos usam e abusam do controle da informação como forma de manutenção do poder?

Pois então, na CPI, os Bolsonaristas estão sendo obrigados a retirar a máscara da cara e desnudar algumas das falácias que eles nunca permitiram em seu regime de controle da informação que chegassem ao povo de forma direta, límpida, verdadeira.

Tem sido um choque para eles, que se desesperam ao ver que a comissão está na antessala do chefe e, ao que tudo indica vai entrar e flagrá-lo nas suas mentiras e crimes, responsabilizando-o. Embora pessoalmente ainda ache que as figuras que estão comandando o “espetáculo” podem muito bem recuar e fazer algum tipo de acordo espúrio para segurá-lo até as próximas eleições. É só lembrar o que Renan e Lewandovsky fizeram com Dilma, cassando-a, mas, mantendo seus direitos políticos. Excrescência inominável pela qual deveriam responder legalmente.

O certo é que, Bolsonaro, sem apoio do “seu” exército (sic), totalmente cercado pelas tropas do Centrão que o mantém no guizo curto e, nu perante a Nação por suas aleivosias criminosas na pandemia, está mais para uma hiena abandonada no campo à mercê dos seus predadores. Só ele não enxerga isso. E em política, incompetência não tem perdão.

Vai dançar um minueto nas garras das raposas felpudas do Congresso e ser abandonado no salão no meio da “dança”. Um final nada apoteótico para o pretendente a déspota. Não esclarecido, claro.

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