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Por Elias Fragoso
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Prende o juiz! Solta o ladrão! E outras...

Elias Fragoso

27/03/2021 08h08 - Atualizado em 27/03/2021 09h09

É impossível se morrer de tédio neste país macunaímico. Um dia é o Caveirão em rede nacional mentindo mais que Pinóquio, sem sequer ficar vermelho, o defensor de miliciano. No mesmo dia, o Supremo nos brinda com mais um vexame de uma magnitude que ainda não dá para avaliar corretamente, ao decidir que o ex-juiz Moro é suspeito em um dos casos do ladrão petista que já baba e cospe-nos sonhando com a presidência. É o velho caso do prende o juiz, solta o ladrão. Infame. 

Como se fosse pouco para o mesmo dia, outro escárnio, o relator do Orçamento da União para 2021 (sim, 2021 mesmo já estando às portas de abril) e Guedes, o escanteado, anunciam mais uma versão daquela peça para este ano com cortes – pasmem – no Orçamento da Saúde, isso em pleno pico da segunda onda da pandemia – de R$ 160 bi do ano passado para R$ 125 bi este ano. Certamente no país desses sujeitos tá tudo bem, controlado, a COVID não existe. Bizarro. Pior, eles ainda cortaram o quase nada de recursos para o meio ambiente (tá quase virando traço), “proibiram” a realização do censo 2021 pelo IBGE ao cortar no osso a grana para isso, e querem dar um corte de 18% nos recursos das universidades que já vivem na pindaíba.

Mas, suas excrescências também sabem fazer agrados: para puxar o saco do Bolsocaro, os recursos para os ministérios militares foram novamente aumentados (em 22%), certamente para bancar guerras inexistentes num hemisfério desigual socialmente, mas em paz há mais de 4 décadas. Ah! Sim! Quase esquecíamos: foram alocados mais R$ 6 bilhões para os parlamentares gastarem como quiserem em seus estados (e todos sabem como isso é feito). Agora eles têm R$ 22 bilhões. 

Uau! E para fechar o dia, o consórcio de imprensa informou (será porque os dados do Ministério da Saúde estranhamente discrepam) que o Brasil naquela noite ultrapassou a marca calamitosa de 3 mil mortes por dia. Justo quando o Pinóquio vomitava para a Nação que está tudo bom, está tudo bem. E que no final do ano, todos estaremos salvos. Todos, menos os 700.000 brasileiros que até lá vão perder suas vidas.

Todos menos o 1 milhão de empresas que fecharam ou estão fechando as portas nesses dois anos de epidemia e incúria. Todos, menos os 14 milhões de desempregados deste país e os quase 40 milhões de informais que perambulam país afora atrás de um bico para sobreviver. Todos somos vítimas do despautério que esse charlatão está aprontando no país. Macunaíma, no seu estado mais corrompido, passaria muito longe dessa figura malsã!

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